(Mo.S.C.A.) Projecto académico de investigação e digitalização dos arquivos libertários foi interrompido


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Foi agora anunciado pelos seus promotores que o projecto de investigação “Movimento Social Crítico e Alternativo: cultura, valores e vivências” (conhecido também como Mosca 2), que se propunha organizar, digitalizar e valorizar os arquivos dos grupos e de personalidades individuais, situados no espaço antiautoritário e libertário, desde o 25 de Abril de 1974 até aos dias de hoje, proposto para financiamento no âmbito de um projecto de investigação universitário, não foi aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Este projecto constituía, de alguma forma, a segunda parte do projecto de investigação (já concluído) “Movimento Social Crítico e Alternativo”, que decorreu entre Fevereiro de 2010 e Janeiro de 2013, período durante o qual foram organizados, estudados e digitalizados vários arquivos do movimento libertário, anarquista e sindicalista revolucionário desde os seus primórdios até ao 25 de Abril (nomeadamente os arquivos da CGT, de “A Batalha”, do Centro de Estudos Libertários e de diversos militantes – aqui).

O Sistema de Informação MOSCA, que está alojado no servidor da Universidade de Évora, constitui um dos seus resultados, apresentando-se como uma infraestrutura valiosa e quase única para trabalhos de investigação nesta área.

O Sistema disponibiliza serviços e recursos informacionais para o conhecimento e estudo dos movimentos sociais críticos e alternativos situados historicamente no universo das propostas libertárias e do sindicalismo revolucionário.

O sistema comunica ainda informação de arquivo, descreve recursos informacionais, disponibiliza objectos digitais autênticos e produtos documentais, tornando-os de uso fácil para estudiosos e/ou militantes.

A não aprovação pela FCT da continuidade deste trabalho de arquivo, organização e digitalização de muita informação dispersa põe em risco um espólio importante que constitui parte da memória recente do movimento libertário e antiautoritário em território português.

A memória e os arquivos libertários são um valor fundamental para o movimento libertário no seu conjunto e quanto mais estudados e disponibilizados forem mais importante será o seu papel na divulgação e na difusão do pensamento antiautoritário.

Outras entidades em diversos países do mundo, de âmbito académico, têm sido muito relevantes para a preservação dos materiais e da memória libertária, como é o caso do Instituto Internacional de História Social de Amesterdão, onde estão depositados diversos arquivos dos mais importantes militantes anarquistas,

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