(Metropolitano) A CGT face à retirada da TMB da gestão do metro do Porto


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O sindicato anarco-sindicalista espanhol CGT é a organização sindical maioritária no Metro de Barcelona, empresa que é propriedade da TMB (Tranportes Metropolitanos de Barcelona) que, por sua vez, integra o consórcio (entre a TMB e a Moventia), que recentemente ganhou a concessão para gerir o Metro do Porto – gestão que lhe foi retirada há dias pelo governo português devido a “incumprimento de contrato”, uma vez que a empresa não terá entregue a caução de 20 milhões de euros constante do contrato de concessão assinado em Abril passado. A CGT pretende agora respostas sobre os custos desta operação e exige que a empresa dê explicações.

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comunicado

Face à decisão do Governo português de cancelar, por incumprimento de contrato, a gestão de toda a rede de transporte público do Porto – metro e autocarros – à sociedade formada pelas empresas Transportes Metropolitanos de Barcelona (TMB) e Moventia, a secção sindical da CGT no Metro de Barcelona vem denunciar o obscurantismo com que a TMB está a levar a cabo operações similares à do metro do Porto noutras cidades como Lisboa, Panamá ou no Cairo, onde desde há vários anos dirigentes e técnicos do Metro de Barcelona estão a actuar numa espécie de “comissão de serviço” com uma total falta de transparência.

CGT – BARCELONA

A CGT, sindicato maioritário no Metro de Barcelona, exige à direcção da TMB que dê explicações sobre o dinheiro público que está a investir nestas aventuras especulativas fora da cidade, através da participação em consórcios e empresas sobre cujas actividades e funcionamento ninguém na TMB dá explicações.

Soube-se esta semana que o Governo português retirou à Transports Ciutat Comtal (TCC) – sociedade constituída em 1991 por TMB e Moventia – a gestão do metro do Porto por falta de pagamento de uma garantia de 20 milhões de euros. TCC tinha ganho em princípios do ano o concurso para gerir essa rede de transportes urbanos, depois de entregar um aval de 17 milhões de euros.

A CGT desconhece, porque a TMB não o tornou público, se os 17 milhões formalmente entregues faziam parte dos 20 exigidos pelo contrato assinado com o governo luso, mas duvida que esses 3 milhões de euros de diferença seja o motivo real para que uma operação, que ia garantir à TCC receitas de 400 milhões em 10 anos, tenha ido para o lixo

Queremos as contas claras. Nenhum cargo dirigente do Metro nem nenhum político responsável pelo investimento deu explicações, até agora, sobre o dinheiro público que se perdeu no Porto. Os cidadãos têm que saber se se vão recuperar os 17 milhões depositados como aval, quanto dinheiro vai custar a penalização por não cumprir o estipulado no contrato e quantos fins de contrato ou demissões se vão produzir entre os responsáveis deste desaguisado financeiro.

Barcelona, 20 de Agosto de 2015

aqui: http://www.cgt.org.es/noticias-cgt/noticias-cgt/la-cgt-de-metro-ante-la-retirada-de-tmb-de-la-gestion-del-metro-de-oporto

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