(Porto) Um domingo muito preenchido nas Jornadas Libertárias


maldito

Encontro à volta de publicações malditas
Dia 4
na Rosa Imunda,
Travessa do Ferraz 13

Smart cities: o telecontrolo das cidades

Smart quê!? Conversa para perceber o que é isso das cidades inteligentes
Dia 4, às 15h
na Rosa Imunda,
Travessa do Ferraz, 13

A aceitação sem critica das “cidades inteligentes” resulta, como com outras inovações técnicas, da tendência de serem apresentadas como algo inevitável. Queremos contrariar essa tendência. Fazer perguntas, interrogarmos-nos sobre os efeitos sociais e consequências politicas da “cidade inteligente”. Quem ganha e quem perde com esta “progressão”? com esta “optimização”? A autonomia, a aprendizagem, a maturação individual são postas em causa pela gestão eficiente. A obsessão pela segurança e eficiência no nosso modo de vida e na cidade, cria sérios problemas para o valor e necessidade humana dentro do caos, do risco das acções, do incerto. Que perigos surgem da delegação à tecnologia comercial e politica das decisões que afectam as nossas vidas individuais e colectivas? Qual os desafios e as ameaças da expropriação dos espaços públicos por companhias privadas? Como podemos pensar nas inovações, não num sentido tecnophobico, mas num sentido critico e sóbrio?

Flauta de Luz #3

Apresentação do boletim de topografia – a cargo do editor
Dia 4, às 17h
na Rosa Imunda,
Travessa do Ferraz, 13

O que está em causa, verdadeiramente em causa, desde há muito, não são apenas as formas de governação de que se dota a tirania hipermoderna. O que está em causa é a civilização de que isso emana: os seus fundamentos, crenças, relações sociais, objectivos − magma que nos nossos dias surge sintetizado nos grandes desígnios da tecnociência. Não é pois de estranhar que nos interessemos pelas culturas não estatais que precederam o capitalismo e que por este foram vencidas, mas não inteiramente aniquiladas.

Interessamo-nos por elas, não como objectos de arqueologia, mas como culturas vivas, graças a cuja presença, resultante da sua continuada resistência a um feroz e expansionista poderio, puderam chegar até nós,também desse lado essencial, visões contrapontísticas a um mundo assente na exploração, no medo, na mentira e na indigência. A uma sociedade que já se tornou, a todos os níveis, cada vez mais penosamente ridícula.

Os povos ou comunidades indígenas que conseguiram chegar ao nosso tempo, atravessando os cinco séculos posteriores aos eufemisticamente chamados «descobrimentos», têm sido considerados como meras sobrevivências arcaicas. Mas ao contrário do que esse superior preconceito crê, as culturas indígenas não desapareceram da face da Terra, como programava a cartilha geral do capitalismo, e constituem hoje, na fuga para a frente destesdinâmicos escombros chamados «desenvolvimento», marcos civilizacionais importantes − se a humanidade não se deixar morrer asfixiada por um sistema cuja única missão consiste em «acumular capital para acumular ainda mais capital» (Immanuel Wallerstein).

No sumário do nº 3:

J.H., No pó de um mistério
Jorge Valadas, O enigma dos investigadores que investigam mal – a Revolução Portuguesa, o controlo operário e o que falta
Maria de Magalhães Ramalho, Realizar a Poesia: Guy Debord e a Revolução de Abril
José Miguel Pérez Corrales, Portugal, uma elegia
Federico Corriente e Jorge Montero, Questionário sobre o desporto no mundo contemporâneo
F.G. e J.H., Para uma antologia da poesia ameríndia contemporânea / 2
Fernando Gonçalves, O sequestro da História: a negação do genocídio nos Estados Unidos da América
Raúl Llasag Fernández, Da Pachamama aos Direitos da Natureza
Georges Lapierre, Cosmogonia índia e pensamento ocidental
Alessandro Pozzan, Filosofia ambiental
David Watson, A Anarquia e o Sagrado
Paulo Barreiros, Tripalium
Pedro Morais, Fuga, margem e desespero | Um encontro com Pedro García Olivo
Albert Cossery, Uma época de filhos de cães
Pedro Fidalgo, O olhar censurado de Edvard Munch, de Peter Watkins
Joëlle Ghazarian, Valeu a pena a travessia? (Mudar de Vida – José Mário Branco, vida e obra)
Paul Mattick Jr., Muito barulho por alguma coisa (Sobre O Capital no Século XXI)
J.H., Os povos tribais no mundo contemporâneo

flauta de luz #1

flauta de luz #2

“A Reprodução da Vida Quotidiana e outros escritos” de Fredy Perlman

Apresentação do livro
Dia 4, às 17h
na Rosa Imunda,
Travessa do Ferraz, 13

O escritor de origem eslava, naturalizado norte-americano, Fredy Perlman, foi uma das principais vozes da crítica anti-autoritária a ecoar entre o continente americano e europeu durante a segunda metade do século XX. Especialmente prolífico entre os anos 60 e 80, década em que acabou por falecer precocemente devido a problemas cardíacos, Fredy Perlman deixou-nos um legado de diversos escritos que ainda hoje são lidos e discutidos e que reflectem a sua visão heterodoxa, mordaz e desconstrutora das variegadas falácias das distintas ideologias, do capitalismo ao próprio anarquismo. Apesar de tudo, enquanto pensador livre, foi no seio de uma forma de pensamento mais radical, afecto à crítica do progresso e da industrialização, que Fredy Perlman se instalou, tendo, entre outras coisas, colaborado com a companhia de teatro Living Theatre, com a revista anarquista The Fifth Estate, sido fundador e editor da revista Black & Red que se viria a converter numa editora que publicou autores como Guy Debord, Jacques Camatte, Piotr Arshinov e os seus próprios escritos como são exemplo Against His-Story, Against Leviathan, Letters of Insurgents, The Strait ou Manual for Revolutionary Leaders . Dos seus escritos menores, destacam-se A Reprodução da Vida Quotidiana, A Contínua Atracção do Nacionalismo ou O Anti-Semitismo e o Pogrom de Beirute, incluídos nesta colectânea.

Textos Subterrâneos, 2015

aqui: http://jornadaslibertarias2015.tk/

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