(Porto) Uma sexta-feira cheia nas Jornadas Libertárias


cartazjornadas

Workshop livre
Dia 9, às 18h
no Rés da Rua,
Rua de Álvares Cabral, 263

Calendário menstrual

“Perguntei-me, decididamente, até que ponto nos livros de história que eu estudei e continuei a estudar, a história que me ofereciam nas aulas, esqueciam a realidade histórica das mulheres, quer dizer, os problemas que eu vivi pelo feito de ser mulher. E também se tais obras, se o discurso histórico e a forma académica habitual de explicar o passado esquecem a realidade de pelo menos metade da população, de quem nos falam?”

Partindo da questão colocada por Amparo Moreno Sardá, professora da Universidade autónoma de Barcelona, podemos reflectir uma infinidade de coisas sobre ser mulher nos dias de hoje e como isso advém de um processo histórico muito bem construído e articulado.

Entendendo que vivemos numa sociedade patriarcal e construída a partir de um ponto de vista androcêntrico onde temos, “o homem como medida de todas as coisas, os estudos, análises e investigações desde a perspectiva unicamente masculina e a utilização posterior dos resultados como válidos para a generalidade dos indivíduos, homens e mulheres” (Amparo Moreno Sardá) e com a configuração da medicina, no século XVIII, como área de saber técnico-cientifico, de dominação masculina, que se mescla também ao interesse do controlo populacional, disciplinarizacão da força de trabalho e higienização dos espaços e das relações sociais.

Podemos entender como que depois de séculos de experimentações com nossos corpos, fomos levadas ao desconhecimento do seu funcionamento, ao afastamento de nós mesmas, a ponto de termos de nos colocar nas mãos de médicos que tem como grande aliado o poder do discurso científico, que nos fragmenta e manipula.

Partindo desta reflexão, propomos este workshop como um ponto de partida para adoptarmos uma atitude crítica e participativa de nós mesmas, e da (nossa) história.
Não somos iguais nem sentimos da mesma maneira, o importante é que possamos reconhecer e escutar os nossos próprios sinais para dar-lhes o lugar que eles ocupam no nosso corpo e no nosso dia-a-dia.
Entendemos a construção de um calendário menstrual individual como uma ferramenta para a auto-observação e conhecimento, essencial para a nossa autonomia.

QuestaŢo-Palestiniana_-AAtW

Algumas peças sobre a questão Palestiniana para reflexão Anarquista

Video-conversa com Ashley Bohrer, membro dos Anarquistas contra o Muro
Dia 9, às 21h
no Gato Vadio,
Rua do Rosário, 281

A questão Palestiniana, embora justa, é uma causa perdida com um ingrato sabor amargo. Se uma bandeira, o nacionalismo, a criação de mais um estado são assuntos incompatíveis com o pensar anarquista, como é que a solidariedade internacional se constrói na distância? Como é que se luta contra a opressão, repressão e expulsão do povo palestiniano? Como é que os Anarquistas contra o Muro (AAtW) lidam com incompatibilidades ideológicas? Onde nos situamos nesta luta?

Texto para reflexão/ apoio à discussão

+info:
Folhas Soltas nº 1
Folhas Soltas nº 2
Folhas Soltas nº 3 Tema: Resistência
Folhas Soltas nº 4 Tema: Nakba

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