Mês: Novembro 2015

(Nº 75/76) Revista ‘A Ideia’ vai ser apresentada a 19 de Dezembro em Lisboa


A IDEIA (cartaz de 2015)

A apresentação pública da mais recente edição da “revista de cultura libertária” – “A IDEIA” (número duplo 75/76), relativa ao ano de 2015, vai ter lugar no Museu do Aljube (antiga cadeia do Aljube) em Lisboa, no próximo sábado, dia 19 de Dezembro, pelas 15 horas.

Do sumário desta edição sublinham-se vários destaques, desde os 40 anos de “A Ideia”, a Virgilio Martinho ou ao Satanismo poético e à Tradição Mágica e Anarquia,

Este número da revista, que se edita desde 1974 e que, nesta fase, tem direcção de António Cândido Franco, será apresentado por Jorge Leandro Rosa e contará com testemunhos de João Freire, Rui Martinho, José Maria Carvalho Ferreira e Manuela Parreira da Silva.

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(França) Manifestação contra a COP21 : libertação imediata de todas as pessoas presas!


 

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Milhares de pessoas reuniram-se hoje na Praça da República em Paris para denunciar as falsas aparências da COP21. A manifestação, prevista há meses, tinha sido proibida peo governo. É também para protestar contra esta proibição injusta que a multidão se reuniu. Teve lugar um comício improvisado, comas organizações do pólo libertário. Alternative libertaire expôs os seus argumentos face à crise ecológica e face à situação provocada pelo estado de emergência. Depois de duas horas naquele lugar, a multidão iniciou uma manifestação em volta da praça. Confrontados com a presença da policia provocante e intimidante, os/as militantes de Alternative libertaire esforçaram-se por assegurar a protecção da multidão.

Brutalmente, os CRS (polícia de choque) carregaram e inundaram a praça com gás lacrimogéneo, impedindo os/as manifestantes e os transeuntes de abandonarem o local. Algumas granadas atingiram directamente manifestantes. A polícia lançou gás lacrimogéneo até no metro antes de o fechar, fazendo do local uma autêntica armadilha. No final da tarde, várias centenas de controlos de identidade e de prisões ainda estão a acontecer. O governo e a sua polícia procuram fazer calar qualquer contestação através da repressão sobre os/as militantes. Já no último domingo, a policia tinha identificado 58 pessoas depois de uma manifestação de apoio aos/às refugiados/as, dando lugar a apresentações na polícia e a prisões sob custódia. Tiveram lugar nestes últimos dias, um pouco por toda a França, prisões domiciliárias e buscas visando militantes ecologistas.

Eles destroem o planeta e agora as nossas liberdades. Não nos vamos deixar submeter. Exigimos a libertação imediata de todas as pessoas presas e a organização da solidariedade com as vítimas da brutalidade policial

Alternative libertaire

29 de novembro de 2015. às 19h15

Aqui: http://www.alternativelibertaire.org/?Manifestation-contre-la-COP21

(França) Apelo para desobediência civil ao estado de emergência


manif paris

Um grupo de intelectuais franceses, com o apoio da generalidade do movimento anarquista, que estará presente, lançou um apelo para que o estado de emergência não seja seguido, recusa deixar as ruas ao exército ou à policia e apela a uma manifestação pelo clima já depois de amanhã, domingo, apesar da proibição governamental.

Texto do apelo à desobediência civil:

Desobedeçamos ao estado de emergência, manifestemo-nos no dia 29 de novembro

Não foi preciso esperar muito tempo para compreender que o estado de emergência decretado por três meses não se iria apenas limitar a proteger a população francesa de novos atentados.

Este fim de semana grande parte da cidade de Sens (Yonne) foi alvo de um recolher obrigatório, sem uma relação directa com os atentados. Foi a busca a um apartamento – cujos moradores, por fim, não foram incomodados – que justificou esta punição colectiva. Entre as 1072 buscas nocturnas levadas a cabo fora de qualquer quadro judicial pelos prefeitos, menos de uma dezena resultaram numa detenção. Em Nice, foi uma rapariguita de 6 anos que ficou ferida numa operação da polícia: os policias agiram em plena noite e derrubaram a porta errada. Domingo no Loire-Atlantique foi uma caravana de 200 bicicletas acompanhadas de 5 tractores que foram bloqueados pelas forças da ordem: tratou-se de dissuadir os ciclistas de chegarem a Paris para a COP21 (Cimeira do Clima que vai decorrer na capital francesa)

Durante este período, o governo retoma sem escrúpulos medidas defendidas antes pela extrema-direita. Os jornais garantem-nos: as sondagens confirmam a adesão massiva dos franceses a este estado de excepção sem precedentes nos últimos cinquenta anos.

O que está a acontecer é uma vitória para o Daesh (Estado Islâmico) que, com menos de uma dezena de homens, conseguiu que o Estado caísse nos seus piores reflexos reaccionários. É uma vitória para o Daesh ter conseguido pôr sob tutela securitária o conjunto da população.

Domingo, 29 de novembro, estava prevista uma gigantesca manifestação mas ruas de Paris para fazer pressão sobre os governos mundiais, em que ninguém confia para encontrar uma solução para o aquecimento climático. Eram esperadas centenas de milhar de pessoas de toda a Europa. Manuel Valls, certamente lúcido sobre o carácter insignificante dos acordos que sairão da COP21, temia bastante esta manifestação. Decidiu, por isso, proibi-la sob o pretexto de que a multidão arriscava ser alvo de um atentado. M. Valls brincaria com o fogo deixando os franceses arriscarem a vida ao fazerem as suas compras de Natal? Em qualquer caso usa a medida grande: quem se quiser manifestar incorre em 6 meses de prisão. M. Valls vai-nos meter na prisão para nos proteger dos atentados?

Nós sabemos que a proposta que fazemos, nas circunstâncias actuais, terá dificuldade em ser entendida. Desde há dez dias que os ecrãs sublinham a glória dos “valores” franceses. Nós levamos isso ao pé da letra. Se existe qualquer coisa como um valor francês é o da recusa desde pelo menos há dois séculos de deixar a rua ao exercito ou à polícia. A mobilização por ocasião da COP21 é um desafio primordial e não aceitamos que o governo manipule o medo para nos proibir de nos manifestarmos.

Domingo, dia 29, fazemos um apelo de desobediência ao estado de emergência e para que nos encontremos às 14 h na Praça da República.

aqui: http://salvador-segui.blogspot.pt/2015/11/bravons-letat-durgence-manifestons-le.html

http://www.liberation.fr/debats/2015/11/24/bravons-l-etat-d-urgence-manifestons-le-29-novembre_1415769

(PT) Notas sobre o novo governo (PS, apoiado pelo PCP e pelo BE)


O-pior-cego-e-aquele-que-nao-quer-ver (1)

O novo governo – 1

Quando se avalia um governo por ter ” a primeira ministra negra” ou “a primeira secretária de estado cega” está tudo dito…

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800

O novo governo – 2

Quando um governo do PS (em tudo parecido com aquele que o PCP e o BE ajudaram a derrubar no tempo de Sócrates, há quatro anos, – e alguns dos protagonistas são exactamente os mesmos) merece elogios à sua “esquerda” como se estivéssemos numa “mudança de paradigma” ou num novo “25 de Abril” é caso para nos interrogarmos sobre a sanidade ideológica e mental de grande parte daqueles que se auto-classificam de “esquerda”…

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capoulas

O novo governo – 3

Quando se diz que o novo governo do PS vem acabar com a austeridade e o compadrio é caso para olharmos para o histórico de quem o integra. Agora, com o beneplácito do PCP e do BE, é altura de relembrar o velho ditado: “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Tudo farinha do mesmo saco, a quem o acesso ao poder e às suas mordomias é apenas aquilo que interessa.

A esquerda e o seu último gadget governamental


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A esquerda já tem aí o seu último gadget governamental, novinho em folha. Boas fruições. A nós, anarquistas, encontram-nos onde sempre estivemos: do outro lado do balcão, fora do espectáculo político-social e sempre, sempre, com os que nunca terão poder.

(Livro) ‘Anarquismo e Revolução Negra’, para download


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download aqui (versão para impressão em gráfica)

A edição brasileira de Anarquismo e Revolução Negra, do pantera negra Lorenzo Kom`boa Ervin foi lançada no dia 15 de novembro, durante a VI Feira Anarquista de São Paulo. O livro também conta com textos de Ashanti Alston, outro pantera negra, sobre o anarquismo negro e a introdução à edição brasileira escrita por Komboa. É o primeiro lançamento do Coletivo Editorial Sunguilar, um programa para as lutas de libertação e sonhos de emancipação do povo negro.

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(1961) O maior massacre em solo francês desde a segunda guerra mundial


aqui afogaram os argelinos

Inscrição junto ao Sena: aqui afogaram os argelinos

Os atentados de Paris do passado dia 13 têm sido referidos como “os maiores” desde a II Guerra Mundial. No entanto, em 1961 houve um massacre também de grandes dimensões na capital francesa. As vítimas foram manifestantes solidários com a independência da Argélia. O papel de “terroristas” foi então desempenhado pelas forças policiais francesas. Os massacres partiram agora, em 2015, de um grupo dito “terrorista”. Mas muitos massacres, a maioria, têm sido cometidos pelos Estados, pelas suas polícias e exércitos, por todo o mundo e em todas as épocas. Seja em democracia (como em Paris) ou em ditadura fascista (como no Chile). Só para nos situarmos no pós II Guerra Mundial. Também aqui, inocentes, são sempre – e apenas – as vítimas. Todas as vítimas.

A 17 de Outubro de 1961 as ruas de Paris tingiram-se de vermelho e o Sena encheu-se de cadáveres

Gontzal Martinez de la Hidalga (*)  

Paris sofreu a maior matança desde a segunda guerra mundial. Na sua capital uma multidão de gente inocente morreu às mãos de uma violência cruel e implacável. Numa acção vil destruiu-se a esperança de vitimas inocentes e das suas famílias. O mundo devia estar consternado e expressar a sua repulsa perante actos como este. Não é legítimo matar inocentes de maneira indiscriminada sob nenhum pretexto ideológico. O respeito pela vida de pessoas inocentes deveria ser a base de qualquer comportamento. Acções tão bárbaras como esta fazem que nos envergonhemos de pertencer ao género humano. Esta acção torna-nos a todos, os que acreditamos na liberdade e na democracia, em alvos.

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