Mês: Dezembro 2015

(Europa) Os estados em nome da “segurança” estão a violar as liberdades individuais e colectivas


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A pretexto do “terrorismo islâmico” os estados europeus estão a reforçar cada vez mais as medidas repressivas e punitivas, impedindo ou impondo severas restrições à liberdade de circulação, de concentração e de manifestação dos cidadãos. Tem sido assim em França com denúncias, cada vez mais alargadas a diversos sectores, de que as liberdades individuais e colectivas estão a ser constantemente postas em causa em nome de uma suposta segurança.

Também em Portugal isso tem acontecido, apesar do papel periférico do país no contexto dos grandes problemas internacionais. Ainda há poucos dias a guilhotina.info denunciava o reforço policial e a identificação de cidadãos em pleno centro de Lisboa.

Ontem à noite o mesmo aconteceu em Madrid, outros dos países que está a ser transformado num verdadeiro Estado policial. Os madrilenos gostam de comemorar a “noche vieja”, a última noite do ano (de 30 para 31 de Dezembro). juntando-se na Plaza del Sol – onde se têm realizado centenas de manifestações e onde teve lugar a acampada resultante do 15M -, em família ou em grupos de amigos, de copo na mão e muita alegria.

Este ano, ao principio da noite, a Praça foi cercada pela polícia e quem ali estava empurrado para fora, após o que as forças policiais montaram barreiras de acesso, permitindo apenas a entrada nalguns locais, onde todos os que queriam aceder à Praça eram revistados e a quem podiam ser pedidos os documentos de identificação.

Com uma presença policial massiva, a incomodidade foi enorme. Alegadamente em nome da “segurança”. Mas a “segurança” ali montada, do mesmo género daquela que é feita à entrada dos campos de futebol, para além do seu exibicionismo, não conseguiria travar qualquer operação “terrorista” se algum grupo bem preparado a quisesse levar a cabo (aliás, a operação policial, que hoje se vai repetir, tinha sido anunciada na comunicação social).

Do que se trata não é de qualquer “operação de segurança”, mas de, ao arrepio das liberdades individuais e colectivas, os estados estarem-se a reforçar repressivamente, impondo cada vez mais a lei do “quero, posso e mando” em detrimento do respeito pelas conquistas de cidadania que nos devem permitir circular, concentrar e manifestar nas principais ruas das cidade europeias – hoje, “em nosso nome” e por “motivos de segurança” transformadas em verdadeiros baluartes repressivos, policiadas ao milímetro, com uma grande ostentação de viaturas policiais, homens e outros meios de intimidação.

Esta tem sido a grande tónica do ano que agora acaba e será também a do ano que começa. E contra ela teremos que juntar todas as nossas forças, não abdicando em momento nenhum dos nossos direitos de cidadania e de circulação.

 

(Catalunha) CNT de Barcelona intensifica campanha contra ‘Corte Inglês’


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(Comunicado) Detidos dois militantes da CNT de Barcelona em resultado de uma campanha de boicote ao Corte Inglês

Esta manhã foram detidos dois companheiros da CNT de Barcelona, os quais são também militantes de Acção Libertária de Sants, pela sua participação na campanha de boicote ao Corte Inglês, que ambas as organizações promoveram. Estas detenções fazem parte de um processo mais amplo, dado que se produziram exactamente quando os companheiros se preparavam para dar apoio a um grupo de pessoas acusadas ao longo do fim-de-semana pelos mesmos motivos.

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(nota de leitura) ‘Flauta de Luz’, nº 3


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Flauta de Luz, boletim de topografia, n.º 3, Outubro de 2015, pp. 184

Acaba de ver a luz o terceiro número desta invulgar revista, uma das melhores que se publica em língua portuguesa, editada e coordenada por Júlio Henriques com apoio de Joëlle Ghazarian. A sua originalidade e interesse estão antes de mais na atenção que a publicação dedica aos povos tribais, ditos primitivos, e à riqueza criadora de que são portadores no seu diálogo com o meio natural por contraste com a pulsão destrutiva e suicidária que parece reger os povos não tribais, ditos civilizados e desenvolvidos, nesse mesmo contacto.

Daí um conjunto de artigos em destaque sobre o genocídio nos Estados Unidos da América (Fernando Gonçalves), a cosmogonia índia (Georges Lapierre), os direitos da natureza (Raúl LLasag Fernández), a filosofia ambiental (Alessandro Pozzan), a anarquia e o sagrado (David Watson), os povos tribais no mundo hoje (Júlio Henriques) ou a poesia ameríndia contemporânea.

Em correlação estreita com a problemática dos povos arcaicos e dos seus modos de vida e convívio está a questionação do “trabalho” nos moldes em que é vivido numa sociedade produtivista de crescimento acelerado e o interesse por formas alternativas de vida e de pensamento. Daí a crítica à competitividade (Paulo Barreiros, Federico Corriente e Jorge Montero) ou a atenção prestada à experiência de fuga e margem (Pedro Morais e Pedro García Olivo) ou ainda a tradução por Luís Leitão do último trecho escrito de Albert Cossery (1935-2008), um escritor que promoveu a desaceleração da vida e cuja obra foi em grande parte disponibilizada em português na editora Antígona por Júlio Henriques.

Júlio Henriques, que verteu no passado para português muitos textos teóricos da Internacional Situacionista, mas cujo pensamento nos últimos anos se aproximou de Jacques Ellul, crítico do desenvolvimento tecnológico do Ocidente, é ainda o editor e coordenador do Gorgulho, “boletim informativo sobre a biodiversidade agrícola”, cujo número 13 acabou de aparecer na Primavera de 2015. É no cruzamento entre a defesa dos modos arcaicos de vida, que desconheciam ainda formas desumanas de organização como o Estado, e a luta contra o carácter destrutivo do produtivismo da sociedade industrializada de massas que nos parece estar a chave dum programa libertário eficaz e actuante no futuro próximo.

António Cândido Franco

(Kropotkin) Um guia anarquista do… Natal


Na cultura russa, São Nicolau é reverenciado como um defensor dos oprimidos, dos fracos e dos desamparados; Kropotkin partilhava destes sentimentos, mas havia também uma ligação familiar. Por Ruth Kinna[1]

aNão é surpresa alguma descobrir que Kropotkin se interessava pelo Natal. Na cultura russa, São Nicolau (Николай Чудотворец) é reverenciado como um defensor dos oprimidos, dos fracos e dos desamparados; Kropotkin partilhava destes sentimentos, mas havia também uma ligação familiar. Como todos sabem, Kropotkin localizava seus antecessores na linha da antiga dinastia Rurik que dominou a Rússia antes dos “novos-ricos” Romanovs e que, a partir do primeiro século da era atual, controlou as rotas comerciais entre Moscou e o Império Bizantino. O ramo da família de Nicolau foi enviado para patrulhar o Mar Negro. Mas Nicolau era um homem espiritualizado, que buscou uma saída da pirataria e do banditismo que fizeram a fama de sua família viking russa. Então, estabeleceu-se com um novo nome nas terras meridionais do império, hoje a Grécia, e decidiu usar a fortuna acumulada em sua vida de crimes para aliviar o sofrimento dos pobres.

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O caso Banif e o seu seguimento


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Vitor Lima (*)

“Entre 2008 e 2014 foram concedidos apoios públicos ao sector financeiro cujos fluxos líquidos atingiram no final do período € -11.822 M.” (Tribunal de Contas)

1 – No caso do sistema financeiro, provavelmente, vão seguir-se ao Banif ( > € 3800 M), o Montepio (€ 62.5 M já em 2013) e a CGD, com envolvimentos enormes de fundos públicos, numa escala até agora não vista. A título de exemplo, na Grécia já atingiu € 47000 M.

2 – Essa situação significará a extinção de bancos com centros de decisão em Portugal e as poupanças e créditos concedidos a serem integrados em redes financeiras para as quais os portugueses contarão como 10 milhões de seres periféricos, empobrecidos e ignorantes; isto é, um “mercado” pouco interessante.

3 – É evidente e consensual a exigência popular pelo conhecimento das contas e locais para onde se escoou o dinheiro confiado aos bancos, reforçado pelas entregas de fundos públicos, bem como os nomes dos responsáveis pelas facilidades dadas para esse escoamento criminoso.

4 – Esse conhecimento só pode conseguir-se através de uma auditoria aprofundada jamais suscetível de ser executada decentemente por elementos pertencentes à classe política, ao sistema financeiro ou destes dependentes.

5 – Criação de um tribunal especial e plenos poderes de acesso e investigação, constituído por elementos nas condições expressas em 4. para a análise dos comportamentos e responsabilidades dos envolvidos nas burlas bancárias desde o BPN e, avaliação dos danos causados na população, vítima da austeridade e perda de direitos nos últimos já longos anos.

6 – Repúdio pelo afunilamento da reação aos descalabros bancários através de atuações mediáticas inconsequentes, incompetentes, coniventes com os actos praticados ou, dirigidas a um ou outro elemento (ex. o governador do BdP) bode expiatório de todos os males, para alívio das responsabilidades da maioria dos políticos e dos banqueiros.

7 – Realista consideração de que o sistema financeiro é global, integrado, desnacionalizado, com regras definidas pelo próprio sistema financeiro e aceites, pacificamente e de modo conivente, pela grande maioria dos governos e classes políticas mundiais.

8 – Apelar, no contexto vigente definido em 7., por um controlo público nacional da banca é totalmente irrealista, no atual modelo concentracionário e globalizado do chamado “mercado de capitais”, que vai muito para além da UE.

9 – Na prática, esse controlo é o que vem acontecendo, com a nacionalização do BPN, as injeções de capitais públicos com evidentes perdas em nome da quimérica salvação de riscos sistémicas, com a partidarização dos processos e da gestão, a ausência de informação; e, com o bem presente financiamento desses desmandos através do aumento de impostos sobre trabalhadores e reformados, perda de direitos para quase todos, o que vulgarmente se chama austeridade.

10 – Um sistema financeiro isento dos desmandos a que vamos assistindo nos últimos sete anos terá de ter caraterísticas completamente distintas do actual, desconetado da especulação, do branqueamento de capitais, baseado nas poupanças realmente existentes e em créditos de proximidade; uma banca ética.

11 – Sair da situação actual exige uma estratégia sobre os objetivos da sociedade portuguesa, na sua Inter-relação com outros povos, mormente do estado espanhol, a consideração de uma economia baseada nas necessidades e não na histeria do aumento do PIB, uma democracia em que todos possam ser decisores e executores, eleitores e eleitos, sem exclusões como assistimos na chamada “democracia representativa”.

12 – Nenhuma estratégia – somente foguetório à hora do telejornal – pode sair da classe política, corrupta ou acomodada que, nem a isso se sente obrigada por um empresariato culturalmente indigente e viciado no subsídio público, na fraude e no favor.

(*)aqui: https://www.facebook.com/vitor.lima.9678067/posts/10208567857460060?fref=nf

(AIT-SP) Acção em Lisboa em Entrecampos, no supermercado continente e na estação de comboios


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Missão (Sorriso) Continente… Belmiro Fica Bem Contente!

Acção da AIT-SP Lisboa em Entrecampos, no supermercado continente e na estação de comboios.

Todos os anos chega a época natalícia e é sempre o mesmo teatro na sociedade portuguesa, antes com a parceria da TVI e agora da emissora pública RTP, antes sob o nome Missão Sorriso, agora Missão Continente.

Num esquema tremendamente comercial sob a máscara da caridadezinha e da ajuda às criancinhas, incentiva-se o consumidor a comprar mais e a doar uns euros para ser bom cidadão.

Porém onde fica a cidadania e consciência do detentor da 3ª maior fortuna em Portugal quando a cada ano enriquece mais à custa da exploração dos trabalhadores, e acelera a destruição do nosso planeta com o seu incentivo ao consumismo exacerbado? Porque não faz ele mesmo doação direta para as boas causas? Não é uma boa causa se não der para lucrar com ela, óbvio.

O capitalista não pode acabar com os pobrezinhos que usa para lavar periodicamente a sua imagem. Não caia nestas palhaçadas…

O Núcleo de Lisboa da AIT-SP deseja um “Bom dia” ao Continente…

aqui: https://www.facebook.com/aitsp.lisboa/?fref=photo

(Bancos) Sempre, sempre, o contribuinte a pagar. E já vai em 13 mil milhões de euros.


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“Resgate” ao #Banif podia suplementar orçamento do #SNS em 50%, mas é mais importante salvar banqueiros e investidores.

Mais uma vez, um #banco afunda-se misteriosamente sem que ninguém tivesse previsto tal coisa. O Estado chegou a ter 61% do Banif mas nomeou apenas em 2014 dois responsáveis representantes do Estado Português (um deles o turbo-gestor Issuf Ahmad) enquanto o Banco de Portugal, suposto orgão supervisor, olhou continuamente para o lado. Tem uma das 4 grandes consultoras a fazer auditoria e revisão de contas, a PricewaterhouseCoopers & Associados, a mesma consultora que trabalhou a auditoria inicial e acompanha como Revisor Oficial de Contas Efectivo o Novo Banco.

Tem membros de partidos nos orgãos sociais, como o Presidente do Conselho da Administração Luís Filipe Marques Amado do PS e o vogal Fernando Mário Teixeira de Almeida do PSD, para além de turbo-gestores como Teresa Sofia Teixeira dos Santos Duarte ligada à Sociedade de Garantia Mútua “Norgarante” participada pelo Estado Português bem como pelos principais grupos bancários nacionais (BPI, BES, Millenium BCP, CGD, Santander Totta, CCCAM) e o já mencionado Issuf Ahmad, dos orgãos sociais da Transtejo, Centro Hospital Lisboa Norte E.P.E., Comboios de Portugal e InfraEstruturas de Portugal. No entanto, nenhum destes génios multidisciplinares da gestão soube precaver os problemas.

O Santander pega agora nas boas partes do Banif por 150 milhões de euros depois deste ter recebido um total de 2.255 milhões de euros em apoios públicos, sejam eles directamente do Estado (1.766 milhões de euros) ou do Fundo de Resolução (489 milhões de euros). Segundo Bruxelas, destes 2.255 milhões de euros investidos no reequilíbrio de capitais, o Governo português vai também gastar 422 milhões de euros na “transferência de ativos comprometidos para um veículo de gestão de ativos”.

A ajuda do Estado ao Banif poderá mesmo chegar aos 3.825 milhões de euros no pior dos cenários (até ver), mais do que o anunciado no dia 21/12 pelo Banco de Portugal, devido à separação dos ativos ‘tóxicos’ do restante património, que passará a ser detido pelo Santander. As participações ‘tóxicas’ vão ser geridas pelo Fundo de Resolução, que será responsável pela venda destes ativos avaliados (provavelmente de forma inflacionada/optimista) em cerca de 2.200 milhões de euros. Mais uma vez, o lucro é privatizado e as perdas socializadas, à semelhança do que aconteceu com a divisão do BES em banco bom e banco mau.

Quem gere o Fundo de Resolução? A comissão diretiva é composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado. Um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças. O Fundo de Resolução presta contas da sua atividade ao Conselho de Auditoria do Banco de Portugal, Ministro de Estado e das Finanças e ao Tribunal de Contas

O Governo decidiu resolver já o problema, provavelmente para fazer um último favor aos accionistas, investidores e depositantes do Banif, uma vez que pelas novas regras europeias de resolução bancária que entram em vigor em 2016, os seus activos no banco seriam usados para saldar contas antes de finalmente serem chamados ao cadafalso os depósitos acima dos 100.000€.

Fica também suspeito o timing do interesse da TVI pelo Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif.

Os trabalhadores portugueses já sofreram extorsão de 13 mil milhões para ajudar os bancos. Desde 2007 a ajuda pública ao sector financeiro equivale a 7,3% do PIB e a um ano de receita do IVA.

aqui:https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/np.1450807220791827.1407050341/858785660904578/?type=3&theater&notif_t=notify_me_page 

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(Museu do Aljube) Sessão de apresentação do último número de “A Ideia” muito participada


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Mais de sete dezenas de pessoas participaram ontem no Museu do Aljube, em Lisboa, à apresentação da mais recente edição da revista de cultura libertária “A Ideia”, dirigida por António Cândido Franco, e que este ano comemora 40 anos de publicação.

O lugar da apresentação foi também bem escolhido. Pela temível cadeia do Aljube, e seus curros, hoje transformada em Museu da Resistência, passaram centenas de anarquistas e anarco-sindicalistas, muitos deles ligados à CGT e à redacção de “A Batalha”.

Entre os intervenientes na sessão ganharam especial relevo as palavras de João Freire, um dos fundadores da revista, ainda em Paris, em Abril de 1974 (antes do 25 de Abril) e seu principal animador.

João Freire, oficial do exército colonial e desertor, em finais da década de 60, explicou a sua evolução política do conselhismo e da colaboração nos “Cadernos de Circunstância” para o anarquismo, de que foi um dos principais dinamizadores em Portugal no pós-25 de Abril, uma evolução em vários aspectos muito parecida com a de José Maria Carvalho Ferreira, então operário, que também integrou a redacção de “A Ideia”, depois de ter uma formação marxista e ter passado pelo esquerdismo radical, chegando ao anarquismo já em Portugal, depois do 25 de Abril.

Na sua primeira fase “A Ideia” era uma revista libertária de características mais militantes, divulgadora da biografia de alguns militantes mais antigos e de textos teóricos ligados à ecologia, ao municipalismo libertário e às ideias anarquistas. Nesta fase actual, a revista aborda temas mais culturais, dando destaque, nomeadamente, ao surrealismo e a autores que se situem no campo anti-autoritário ou cuja obra seja importante no contexto da evolução das ideias e do pensamento subversivo relativamente à actual sociedade e aos seus valores.

O “Portal Libertário” saúda “A Ideia” por este 40º aniversário e deseja-lhe longos e frutuosos combates em nome do ideal anarquista e da transformação social.

(Lisboa) Este fim de semana a não perder


A IDEIA (cartaz de 2015)

Este sábado, no Museu do Aljube, às 15 H.

A apresentação pública da mais recente edição da “revista de cultura libertária” – “A IDEIA” (número duplo 75/76), relativa ao ano de 2015, vai ter lugar no Museu do Aljube (antiga cadeia do Aljube) em Lisboa, no próximo sábado, dia 19 de Dezembro, pelas 15 horas.

Do sumário desta edição sublinham-se vários destaques, desde os 40 anos de “A Ideia”, a Virgilio Martinho ou ao Satanismo poético e à Tradição Mágica e Anarquia,

Este número da revista, que se edita desde 1974 e que, nesta fase, tem direcção de António Cândido Franco, será apresentado por Jorge Leandro Rosa e contará com testemunhos de João Freire, Rui Martinho, José Maria Carvalho Ferreira e Manuela Parreira da Silva.

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Sábado e domingo, na Disgraça/Boesg. Todo o dia.

À margem do frenesim da tecnização animal, vegetal e humana, da economia, sempre focalizada no lucro, do crescimento, da desigualdade: queremos um encontro onde o sabor dos alimentos, dos pequenos produtos e das ideias, construa uma relação entre as pessoas, livre de hierarquização e onde a autonomia, a auto-suficiência, a entre-ajuda sejam princípios, desde já para iniciar uma nova forma de vida.

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