(Europa) Os estados em nome da “segurança” estão a violar as liberdades individuais e colectivas


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A pretexto do “terrorismo islâmico” os estados europeus estão a reforçar cada vez mais as medidas repressivas e punitivas, impedindo ou impondo severas restrições à liberdade de circulação, de concentração e de manifestação dos cidadãos. Tem sido assim em França com denúncias, cada vez mais alargadas a diversos sectores, de que as liberdades individuais e colectivas estão a ser constantemente postas em causa em nome de uma suposta segurança.

Também em Portugal isso tem acontecido, apesar do papel periférico do país no contexto dos grandes problemas internacionais. Ainda há poucos dias a guilhotina.info denunciava o reforço policial e a identificação de cidadãos em pleno centro de Lisboa.

Ontem à noite o mesmo aconteceu em Madrid, outros dos países que está a ser transformado num verdadeiro Estado policial. Os madrilenos gostam de comemorar a “noche vieja”, a última noite do ano (de 30 para 31 de Dezembro). juntando-se na Plaza del Sol – onde se têm realizado centenas de manifestações e onde teve lugar a acampada resultante do 15M -, em família ou em grupos de amigos, de copo na mão e muita alegria.

Este ano, ao principio da noite, a Praça foi cercada pela polícia e quem ali estava empurrado para fora, após o que as forças policiais montaram barreiras de acesso, permitindo apenas a entrada nalguns locais, onde todos os que queriam aceder à Praça eram revistados e a quem podiam ser pedidos os documentos de identificação.

Com uma presença policial massiva, a incomodidade foi enorme. Alegadamente em nome da “segurança”. Mas a “segurança” ali montada, do mesmo género daquela que é feita à entrada dos campos de futebol, para além do seu exibicionismo, não conseguiria travar qualquer operação “terrorista” se algum grupo bem preparado a quisesse levar a cabo (aliás, a operação policial, que hoje se vai repetir, tinha sido anunciada na comunicação social).

Do que se trata não é de qualquer “operação de segurança”, mas de, ao arrepio das liberdades individuais e colectivas, os estados estarem-se a reforçar repressivamente, impondo cada vez mais a lei do “quero, posso e mando” em detrimento do respeito pelas conquistas de cidadania que nos devem permitir circular, concentrar e manifestar nas principais ruas das cidade europeias – hoje, “em nosso nome” e por “motivos de segurança” transformadas em verdadeiros baluartes repressivos, policiadas ao milímetro, com uma grande ostentação de viaturas policiais, homens e outros meios de intimidação.

Esta tem sido a grande tónica do ano que agora acaba e será também a do ano que começa. E contra ela teremos que juntar todas as nossas forças, não abdicando em momento nenhum dos nossos direitos de cidadania e de circulação.

 

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