Day: Janeiro 11, 2016

“O Intervalo”, de Ferreira de Castro, relata insurreição anarquista de 1933 em Espanha  e o massacre de Casas Viejas


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A Humanidade está vivendo um intervalo entre o velho mundo que apodreceu e o novo mundo que nós desejamos e há-de vir. É um intervalo terrível, com grandes sofrimentos para muitos. (Os Fragmentos, p. 194)

O livro “Os Fragmentos” de Ferreira de Castro foi publicado já depois do 25 de Abril de 1974, algum tempo depois da morte do autor, reunindo alguns textos escritos muitos anos antes e que foram censurados (um texto baseado nos apontamentos de reportagem para o Século sobre a Mina de São Domingos, nos finais dos anos 20 e uma crónica de Natal para o mesmo jornal que não chegaram a ser publicados) e uma novela, “O Intervalo”, escrita em 1936, ano do início da guerra civil em Espanha e que, devido à censura, também nunca fora publicada.

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Temas relacionados com o anarquismo cada vez mais estudados no meio universitário


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Para ler (PDF): Anarquismo e Relações de Género

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Para ler(PDF): LA AUTOGESTIÓN LIBERTARIA

O interesse por temáticas relacionadas com o anarquismo e as ideias libertárias não pára de crescer. Por todo o mundo, são inumeráveis as teses que abordam o anarquismo nas suas diversas vertentes (histórica, sociológica, económica, política, filosófica, etc.).

Recentemente chegaram-nos ao conhecimento duas teses recentes de investigadores portugueses. Uma sobre “Anarquismo e Relações de Género – o olhar anarquista do início do século XX”, de Olinda da Conceição de Jesus Gama (ISCTE). Outra, em castelhano, sobre a autogestão: “QUANDO LA UTOPÍA ERA AHORA. UNA TEORIZACIÓN SOCIOLÓGICA HOLÍSTICA SOBRE LA AUTOGESTIÓN LIBERTARIA”, de RUI MANUEL GRÁCIO DAS NEVES (Universidad Complutense de Madrid).

Teses deste género enriquecem o espaço libertário, questionando-o. Durante muitas décadas o anarquismo esteve afastado dos meios universitários – sendo essencialmente um movimento de trabalhadores, virado para a práxis social mais imediata. Hoje, o pensamento libertário, ao mesmo tempo que renasce nas ruas, nos locais de trabalho e de vida, assume-se também na sua vertente intelectual e universitária, dando origem a inúmeros trabalhos de investigação e de debate de ideias.