Day: Janeiro 18, 2016

18 de Janeiro de 1934: o fim dos sindicatos livres


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Colectânea de textos fundamentais sobre o 18 de Janeiro de 1934 publicada pelo Portal Anarquista nos 80 anos do levantamento operário. Para leitura e download em PDF.

Assinala-se hoje o 82º aniversário do levantamento operário contra a fascização dos sindicatos. O movimento foi proposto aos sectores oposicionistas pela central sindical anarco-sindicalista, a CGT, que na altura representava a esmagadora maioria dos trabalhadores organizados, e preparado durante vários meses. Na véspera do 18 de Janeiro, elementos ligados ao PCP lançaram uma bomba contra um polícia em Chelas e às primeiras horas da madrugada de dia 18 fizeram descarrilar um comboio em Santa Iria da Azóia, indo contra o que estava combinado. O governo e a policia ficam de sobreaviso. O Comité que dirigia a greve decide suspendê-la e Custódio da Costa, que deveria fazer explodir durante a madrugada a bomba que assinalaria o início do movimento na zona de Lisboa, é avisado para não o fazer e que o movimento estava suspenso. No entanto, esta informação não chega a todo o lado e, na manhã do 18 de Janeiro de 1934, milhares de trabalhadores, em vários pontos do país, declaram-se em greve e nalguns locais cortam as comunicações, assaltam os postos da GNR, etc. É o caso da Marinha Grande, Silves, Coimbra, Sines, Almada, Barreiro, etc. O PCP, mais tarde, através do seu secretário-geral Bento Gonçalves, vai classificar o movimento do 18 de Janeiro como uma “anarqueirada”, quando os únicos actos verdadeiramente desorganizados, putschistas e sem ligação aos trabalhadores foram os desencadeado por aquele partido com a explosão de uma bomba, na véspera, em Chelas e o provocatório, inútil e desmobilizador descarrilamento do comboio em Santa Iria da Azóia…

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