Day: Janeiro 22, 2016

Tomada do “Santa Maria” foi há 55 anos com a participação de libertários espanhóis e portugueses


santa maria
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Faz hoje 55 anos…. O navio “Santa Maria” foi tomado de assalto na madrugada de 22 de janeiro de 1961, por um punhado de 24 exilados políticos portugueses e espanhóis. O navio foi rebaptizado “Santa Liberdade”. A sigla DRIL significava Directório Revolucionário Ibérico de Libertação e reunia antifascistas portugueses e espanhóis.
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Um dos factos pouco conhecidos da acção de tomada do “Santa Maria” é que entre os revolucionários que nela participaram havia um grupo de libertários espanhóis, refugiados no continente americano, e que constituiam a base do DRIL. Fernando J. Almeida escrevia na “Batalha“, em Setembro de 2003 que “uma expressiva parte dos elementos do DRIL é de extracção libertária, que ombreia com republicanos, socialistas e outros opositores aos regimes fascistas ibéricos”.
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Edgar Rodrigues refere, por seu lado, que “o sequestro (do Santa Maria) teve a participação de anarquistas portugueses e espanhóis. Dezassete sequestradores viveram alguns meses refugiados em Nossa Chácara, no Itaim Paulista, propriedade dos libertários do Brasil, onde deixaram um cão que respondia pelo nome de Salazar.”
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Miguel Urbano Rodrigues, jornalista que esteve no “Santa Maria” depois deste ter sido tomado e que mais tarde foi director de “O Diário”, o jornal do PCP pós 25 de Abril, em entrevista ao site Resistir.info declara que “eram 24 os membros do comando do DRIL que tomou o “Santa Maria”. A maioria espanhóis, quase todos anarquistas”.
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Foi há 55 anos e representou uma viragem importante na luta pela liberdade em Portugal.

(Publicação) Solidariedade anarquista com Rojava


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A solidariedade anarquista com Rojava e com a luta dos curdos tem sido uma constante. A defesa do federalismo e do municipalismo libertários têm sido marcas diferenciadoras da luta do povo curso contra os seus opressores, sejam turcos, sírios, iraquianos ou, agora, fudamentalistas do estado islâmico. Existem dezenas de grupos e de sites de apoio à luta dos curdos, em todas as línguas e de fácil acesso.

No Outono passado começou-se a publicar uma revista em castelhano bem documentada, que pode ser também partilhada através da web, e que mostra bem a solidariedade anarquista para com esta luta de um povo pela sua liberdade.