Dia: Janeiro 25, 2016

(memória libertária) A selvática execução de anarquistas no Japão a 24 e 25 de Janeiro de 1911


KotokuShusui  Kanno.Suga


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Apesar do movimento anarquista no Japão não conhecer actualmente o ressurgimento que tem acontecido noutras partes do globo, a verdade é que a presença libertária nesta parte do mundo foi muito forte durante a primeira metade do século passado (há um livro muito interessante, em castelhano, sobre o anarquismo no Japão, de Vitor Garcia, há muito esgotado, mas que pode ser descarregado a partir daqui), que deixou raízes profundas em muitos sectores da sociedade japonesa.

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Há 105 anos, o mês de Janeiro em Tóquio ficou assinalado pela execução de 12 anarquistas, entre eles Shusui Shūsui Kōtoku, uma das figuras mais destacadas do anarquismo japonês, e de sua mulher, Kanno Sugako, escritora e jornalista anarco-feminista.

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(eleições) “A luta deve continuar até que a liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre”


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Velhos lutadores anarquistas reunidos em Almada no pós-25 de Abril. Entre eles,  da esquerda para a direita, Sebastião de Almeida, Correia Pires (que esteve largos anos no Tarrafal) discursando, Emídio Santana (anarco-sindicalista, preso por ter realizado um atentado contra Salazar) e Francisco Quintal. Todos eles lutaram para que a liberdade fosse muito mais do que o direito ao voto (foto daqui).

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A luta pelo voto foi uma luta fundamental de conquista de direitos. Uma melhoria significativa em relação ao que havia, um passo decisivo na direcção da auto determinação dos cidadãos. Devemos honrar aqueles que não baixaram os braços perante a tirania, muitas vezes pagando com a própria vida, os direitos de que usufruímos hoje em dia.

Não é honrar esses lutadores baixar os braços agora, parando a luta que deve ser contínua. O direito de voto não é o terminus da luta. Uma melhoria em relação ao que havia está longe de ser o melhor.

O direito de voto transformou o sistema político numa representatividade oligárquica que continua a oprimir e a explorar os cidadãos. Não é o sistema político ideal por muito melhor que seja do que o sistema político que nos negava esse direito

Votar, defender o voto, significa defender o sistema oligárquico de representatividade. Significa ofender e desonrar os que lutaram pelos nossos direitos, parando o que eles começaram.

O fim da linha vem longe. Não ousemos parar agora, abdicar do caminho iniciado ficando pelos direitos que outrora foram conquistados. Uma vitória após outra até que os cidadãos possam enfim, expressar a sua voz directamente, sem necessidade de quem por nós fale, por nós decida e por nós faça.

Os cidadãos não são alienados mentais a precisar de tutores que decidam o que para eles é melhor. E a luta deve continuar até ao dia em que liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre.

Luís Martins (aqui)

(presidenciais) Apenas um em cada quatro eleitores votou em Marcelo


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abstenção

‪#‎AltPt‬ ‪#‎Presidenciais2016‬ Nunca um Presidente tinha sido eleito com tão poucos votos

Marcelo foi eleito com “maioria absoluta” à 1ª volta com o apoio de apenas 25,4% dos eleitores.

Excluindo as reeleições, estas foram as presidenciais com a maior abstenção de sempre, com 51,2%. Apenas na reeleição de Cavaco Silva, em 2011, houve uma abstenção mais elevada.

Pomos, então, os resultados em perspectiva. Este foi o comportamento dos eleitores nestas eleições:
Abstenção – 51,2%
Marcelo – 25,4%
Sampaio da Nóvoa – 11.1%
Marisa Matias – 4.9%
Maria de Belém – 2.1%
Edgar Silva – 1.9%
Tino de Rans – 1,6%
Outros – 1.7%
Brancos+nulos –

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/a.440006416115840.1073741829.434894793293669/875947599188384/?type=3&theater