Month: Janeiro 2016

(eleições) “A luta deve continuar até que a liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre”


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Velhos lutadores anarquistas reunidos em Almada no pós-25 de Abril. Entre eles,  da esquerda para a direita, Sebastião de Almeida, Correia Pires (que esteve largos anos no Tarrafal) discursando, Emídio Santana (anarco-sindicalista, preso por ter realizado um atentado contra Salazar) e Francisco Quintal. Todos eles lutaram para que a liberdade fosse muito mais do que o direito ao voto (foto daqui).

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A luta pelo voto foi uma luta fundamental de conquista de direitos. Uma melhoria significativa em relação ao que havia, um passo decisivo na direcção da auto determinação dos cidadãos. Devemos honrar aqueles que não baixaram os braços perante a tirania, muitas vezes pagando com a própria vida, os direitos de que usufruímos hoje em dia.

Não é honrar esses lutadores baixar os braços agora, parando a luta que deve ser contínua. O direito de voto não é o terminus da luta. Uma melhoria em relação ao que havia está longe de ser o melhor.

O direito de voto transformou o sistema político numa representatividade oligárquica que continua a oprimir e a explorar os cidadãos. Não é o sistema político ideal por muito melhor que seja do que o sistema político que nos negava esse direito

Votar, defender o voto, significa defender o sistema oligárquico de representatividade. Significa ofender e desonrar os que lutaram pelos nossos direitos, parando o que eles começaram.

O fim da linha vem longe. Não ousemos parar agora, abdicar do caminho iniciado ficando pelos direitos que outrora foram conquistados. Uma vitória após outra até que os cidadãos possam enfim, expressar a sua voz directamente, sem necessidade de quem por nós fale, por nós decida e por nós faça.

Os cidadãos não são alienados mentais a precisar de tutores que decidam o que para eles é melhor. E a luta deve continuar até ao dia em que liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre.

Luís Martins (aqui)

(presidenciais) Apenas um em cada quatro eleitores votou em Marcelo


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‪#‎AltPt‬ ‪#‎Presidenciais2016‬ Nunca um Presidente tinha sido eleito com tão poucos votos

Marcelo foi eleito com “maioria absoluta” à 1ª volta com o apoio de apenas 25,4% dos eleitores.

Excluindo as reeleições, estas foram as presidenciais com a maior abstenção de sempre, com 51,2%. Apenas na reeleição de Cavaco Silva, em 2011, houve uma abstenção mais elevada.

Pomos, então, os resultados em perspectiva. Este foi o comportamento dos eleitores nestas eleições:
Abstenção – 51,2%
Marcelo – 25,4%
Sampaio da Nóvoa – 11.1%
Marisa Matias – 4.9%
Maria de Belém – 2.1%
Edgar Silva – 1.9%
Tino de Rans – 1,6%
Outros – 1.7%
Brancos+nulos –

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/a.440006416115840.1073741829.434894793293669/875947599188384/?type=3&theater

(opinião) Os anarquistas não trocam a transformação social por um “prato de lentilhas” eleitoral


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Em dia de eleições presidenciais, aqui em casa uma parte da família votou, outra não. É uma democracia alargada. Cada qual segue aquilo que a sua consciência determina. O voto é um direito, logo pode ser usado da forma como cada qual melhor entende. Eu estou entre os que não fui votar. E explico porquê.

Antes do mais porque não me sinto representado por qualquer dos candidatos. Nenhum fala a minha linguagem, nem coloca as questões que me parecem relevantes: o papel do Estado como garante da sociedade de classes; o trabalho assalariado; a propriedade privada; o porquê da existência de forças armadas, entre muitos outros.

(mais…)

Tomada do “Santa Maria” foi há 55 anos com a participação de libertários espanhóis e portugueses


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Faz hoje 55 anos…. O navio “Santa Maria” foi tomado de assalto na madrugada de 22 de janeiro de 1961, por um punhado de 24 exilados políticos portugueses e espanhóis. O navio foi rebaptizado “Santa Liberdade”. A sigla DRIL significava Directório Revolucionário Ibérico de Libertação e reunia antifascistas portugueses e espanhóis.
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Um dos factos pouco conhecidos da acção de tomada do “Santa Maria” é que entre os revolucionários que nela participaram havia um grupo de libertários espanhóis, refugiados no continente americano, e que constituiam a base do DRIL. Fernando J. Almeida escrevia na “Batalha“, em Setembro de 2003 que “uma expressiva parte dos elementos do DRIL é de extracção libertária, que ombreia com republicanos, socialistas e outros opositores aos regimes fascistas ibéricos”.
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Edgar Rodrigues refere, por seu lado, que “o sequestro (do Santa Maria) teve a participação de anarquistas portugueses e espanhóis. Dezassete sequestradores viveram alguns meses refugiados em Nossa Chácara, no Itaim Paulista, propriedade dos libertários do Brasil, onde deixaram um cão que respondia pelo nome de Salazar.”
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Miguel Urbano Rodrigues, jornalista que esteve no “Santa Maria” depois deste ter sido tomado e que mais tarde foi director de “O Diário”, o jornal do PCP pós 25 de Abril, em entrevista ao site Resistir.info declara que “eram 24 os membros do comando do DRIL que tomou o “Santa Maria”. A maioria espanhóis, quase todos anarquistas”.
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Foi há 55 anos e representou uma viragem importante na luta pela liberdade em Portugal.

(Publicação) Solidariedade anarquista com Rojava


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Em PDF – Revistaed2

A solidariedade anarquista com Rojava e com a luta dos curdos tem sido uma constante. A defesa do federalismo e do municipalismo libertários têm sido marcas diferenciadoras da luta do povo curso contra os seus opressores, sejam turcos, sírios, iraquianos ou, agora, fudamentalistas do estado islâmico. Existem dezenas de grupos e de sites de apoio à luta dos curdos, em todas as línguas e de fácil acesso.

No Outono passado começou-se a publicar uma revista em castelhano bem documentada, que pode ser também partilhada através da web, e que mostra bem a solidariedade anarquista para com esta luta de um povo pela sua liberdade.

(Prisões) Solidariedade com Gabriel Pombo da Silva


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Gabriel Pombo da Silva é um anarquista galego que ao longo de vários anos tem sofrido na carne a violência do sistema prisional espanhol, do qual se tentou livrar aproveitando uma saída precária em 2003. Meses depois foi novamente preso na Alemanha e enviado para Espanha, onde tem estado em cadeias de alta segurança. Durante estes anos tem protagonizado dezenas de revoltas contra o sistema prisional, desde greves de fome a protestos contra a forma como é tratado. Por todo o lado tem vindo a crescer também o movimento de solidariedade com Gabriel Pombo da Silva, cuja percurso de insubmissão é pouco conhecido em Portugal. Recentemente protagonizou uma nova greve de fome a que pôs termo na passada terça-feira, dia 19 de Janeiro.

Transferência do companheiro Gabriel Pombo da Silva para a prisão de Dueñas- La Moraleja (Palência)

Depois de 18 meses passados na prisão de Topas (Salamanca), onde foi transferido de módulo constantemente, o companheiro Gabriel Pombo da Silva foi novamente transferido, desta vez para a prisão de Dueñas (Palência) durante a noite de 13 de Janeiro, sem aviso prévio e sem apresentação dos papéis de transferência.

Não sabemos se existe mais algum motivo para esta transferência para além da miserável e bem conhecida estratégia penitenciária que se vem desenvolvendo contra o companheiro desde que foi extraditado da Alemanha para as prisões espanholas e contra outros presos que não aceitam os jogos sujos da burocracia carcerária.

Esta estratégia tenta, entre outras coisas, cortar todos os laços de quem está preso existentes tanto dentro como fora dos muros das prisões, seja através do regime FIES e da intervenção em todas as suas comunicações, seja através das suas constantes deslocações quando se estabelecem laços de apoio mútuo e de solidariedade.

Por agora, Gabriel encontra-se no módulo de ingresso à espera do que está para vir. Avisaremos quando haja mais notícias. No entanto, já se lhe pode escrever para a seguinte morada:

Gabriel Pombo da Silva
Centro Penitenciario La Moraleja, Dueñas (Palencia)
Ctra. Local P-120
34210 Dueñas (Palencia)
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(Lisboa) Concentração de solidariedade com as mulheres e o povo curdo


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Hoje, 21 de Janeiro – 17h30 – Rossio

A Marcha Mundial Mulheres Portugal chama à ação de solidariedade com as mulheres e o povo curdo, organizando um protesto no dia 21/01, às 17h30, no Rossio em Lisboa.

Queremos denunciar os assassinatos políticos do regime de Erdoğan e lembrar que, na noite do dia 4 de janeiro, em Silopi, foram assasinadas três feministas e ativistas do movimento curdo, Sêvê Demir (membro da assembleia DBP – Democratic Regions’ Party), Fatma Uyar (KJA – Congresso das Mulheres Livres) e Pakize Nayır (Co-Presidente da Assembleia do Povo de Silopi),

A MMM Portugal une-se às ações da Marcha Mundial das Mulheres em todas as regiões do mundo, exigindo

– O fim da impunidade dos responsáveis
– O fim dos assasinatos de activistas políticos, defensores de dereitos humanos e jornalistas
– O fim do recolher obrigatório nas cidades curdas
– O retiro das forças militares e paramilitares das cidades curdas
– Declarar o cessar-fogo e renovar as negociações de paz
– Acabar com o abuso, insultos e maus-tratos das pessoas e em especial às mulheres

Não há silêncio sem o acto de silenciamento, sem que alguém tenha sido calado, visto os seus direitos negados, tenha sido amordaçado, recebido a indicação para ter cuidado com a língua, sem que lhe tenham cortado a língua, sem que o gato lha tenha comido, sem que haja perdido a voz. Não nos silenciamos, não nos silenciaremos!

Estaremos em marcha até que todas sejamos livres!

aqui: https://www.facebook.com/events/479686432233377/

(Estado espanhol) Edições de Janeiro dos jornais da FAI e da CGT


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Jornal da Federação Anarquista Ibérica, Janeiro de 2016. Para ler na edição online: https://www.nodo50.org/tierraylibertad/

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Jornal da central sindical anarco-sindicalista espanhola CGT, referente ao mês de Janeiro de 2016. Aqui em PDF: http://rojoynegro.info/sites/default/files/rojoynegro297_0.pdf

Debates no Porto e em Lisboa: “MOVIMENTO LIBERTÁRIO E LUTA SOCIAL NO BRASIL”


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“MOVIMENTO LIBERTÁRIO E LUTA SOCIAL NO BRASIL”
Encontro/Debate com Alexandre Samis e Helen Lázaro.

Porto: sexta-feira, 22/1/2016 às 21h na TERRA VIVA!A.E.S.,
(Rua dos Caldeireiros, 213);

Lisboa: segunda-feira, 25/1/2016 às 21h na BOESG
(Rua da Penha de França 217).

Alexandre Samis é conhecido como historiador e activista do movimento libertário (uma das suas obras mais conhecidas é “Minha pátria é o mundo inteiro”, sobre o anarquista português Neno Vasco e a sua relação com o Brasil – edição “Letra Livre”).

Helen Lázaro é pedagoga e activista sindical libertária, nomeadamente numa escola secundária no Rio de Janeiro.

APARECE e DIVULGA!!!