Dia: Fevereiro 17, 2016

Noam Chomsky: “o centro da natureza humana é o que Bakunin chamou de ‘instinto da liberdade'”


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(Imagem: Jared Rodriguez / Truthout)

Aos 87 anos Noam Chomsky acaba de lançar, nos Estados Unidos, um novo livro  intitulado “Que tipo de seres somos nós?” (“What Kind of Creatures Are We?”). O livro é um conjunto de palestras feitas por Chomsky na Universidade de Columbia em dezembro de 2013, nas quais investiga áreas como ciência cognitiva, linguística, filosofia e teoria política. O economista e cientista C.J. Polychroniou falou com Chomsky sobre este livro, numa conversa em que o linguista voltou a defender o socialismo libertário como alternativa ao capitalismo liberal e ao capitalismo de estado. E como saída para o futuro da humanidade diz escolher “o optimismo ao desespero”.

*

(…) Você definiu sua filosofia política como socialismo libertário/anarquismo, mas recusa-se a aceitar o ponto de vista segundo o qual o anarquismo, como uma visão da ordem social, flui naturalmente de suas visões sobre linguagem. A relação é apenas de coincidência?

É mais que coincidente, mas muito menos que dedutiva. Num grau suficiente de abstração, há um elemento comum – que foi às vezes reconhecido, ou ao menos vislumbrado pelo Iluminismo e na era romântica. Em ambos os domínios podemos perceber, ou ao menos esperar, que o centro da natureza humana é o que o [anarquista russo Mikhail] Bakunin chamou de “um instinto pela liberdade”, que se revela tanto no aspecto criativo do uso da linguagem normal quanto no reconhecimento de que nenhuma forma de dominação, autoridade ou hierarquia é autojustificada. Cada uma precisa justificar a si mesma e se não pode, o que normalmente ocorre, deve ser desmantelada, em favor de mais liberdade e justiça.

Esta me parece a ideia central do anarquismo, derivada de suas raízes clássicas, liberais, e de percepções mais profundas – ou esperanças – sobre a essência da natureza humana. O socialismo libertário vai além, ao reunir ideias sobre simpatia, solidariedade, auxílio mútuo, e também raízes do Iluminismo e concepções sobre a natureza humana.

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(memória libertária) Manuel Fiúza Júnior


a voz do faminto

Nasceu em 1887, na cidade de Viana do Castelo, onde editou, por alguns anos, o quinzenário anarquista “A Voz dos Famintos”. Apesar de modesto na colaboração e no aspecto, este jornal, que juntava o seu grito ao clamor dos que, em todo o mundo, reclamam mais um pouco de pão, de justiça e liberdade, exerceu uma profunda influência doutrinária entre a juventude da região minhota, alfobre, desde recuados tempos, de grandes rebeldes e revolucionários, que ilustraram com o seu nome e a sua acção fecunda as páginas da história do movimento operário, principalmente do anarco-sindicalismo.

Veio, no entanto, a quartelada do 28 de Maio de 1926 e com ela o fascismo que navegou nas suas águas, obrigando Manuel Fiúza Júnior aos subterrâneos da luta clandestina, para prosseguir a batalha que redime os homens de todas as vilezas e de todas as debilidades.

Nesta cruzada foi encontrar a morte violenta, melhor dizendo, foi assassinado na sede da PIDE, na Rua do Heroísmo, 329, no Porto, para onde fora conduzido sob prisão, contando então 70 anos de idade. Viviam-se os anos de 1957, quando é preso e, 15 dias depois, morto, na sede da P.I.D.E, do Porto, Joaquim Lemos de Oliveira, natural de Fafe.

Denunciando este crime, foram distribuídos milhares de manifestos e pela responsabilidade do seu aparecimento em Viana do Castelo é preso Manuel Fiúza Júnior. Conduzido pelos carrascos inspector Costa Pereira e chefes Pinto Soares e Patacho, colocado na tortura da “Estátua”, não resistiu ao suplício e morreu. Foi mais um anarquista que deu a vida em holocausto ao ideal libertário.

aqui: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/index.php?option=com_jumi&fileid=13&p=creators&char=J&id=1458

através de : https://www.facebook.com/Alto-Minho-Combativo-1706255582956236

(Coimbra) Encontro de Informação Alternativa a 25 e 26 de Fevereiro


coimbra

Nos últimos meses vários colectivos portugueses anti-autoritários e anti-capitalistas têm mantido contactos estreitos e desenvolvido uma rede, cada vez mais próxima, de informação alternativa. No mês de Outubro realizou-se uma primeira reunião no Alentejo(*), que decidiu criar a Rede de Informação Alternativa – de que o Portal Anarquista faz parte desde a primeira hora – e realizar este Encontro que vai decorrer agora em Coimbra e em que estarão também presentes vários projectos de media alternativos oriundos do Estado Espanhol (Madrid e Barcelona).

#InfoAltCoimbra

A 25 e 26 de Fevereiro, no Ateneu de Coimbra

Mesa Redonda com projectos de media alternativos | Oficina de Rádio

Num mundo onde grande parte do fluxo de informação é dominado por uma televisão e uma imprensa nas mãos de grandes conglomerados de media, é urgente encontrar outras formas de comunicar e de fazer e transmitir informação. Sentimos a necessidade de desconstruir os discursos hegemónicos através de projectos de comunicação horizontais e independentes, comprometidos com as comunidades e as ruas, bem como com as lutas e os processos que aí se desenvolvem. Na mesma medida, concebemos projectos de informação que não estejam comprometidos com o discurso das grandes empresas, nem dos grandes grupos económicos, nem dos partidos políticos. Depois de algumas conversas entre vários projectos de informação alternativa do território português, sentimos a necessidade de promover um amplo debate em torno do estado dos meios de informação

A 25 e 26 de Fevereiro, aproveitamos a presença em Coimbra de companheirxs de vários projectos de informação alternativa do Estado espanhol para convidar todos e todas xs interessadxs em participar nesta reflexão colectiva e partilha de aprendizagens em torno da informação.

Mesa Redonda com projectos de media alternativos

Na noite de 5ª-feira, dia 25, pelas 21h, o Ateneu de Coimbra acolhe uma Mesa Redonda com a presença de projectos do território português (Indymedia.pt, Jornal Mapa, Portal Anarquista e Guilhotina.info), de Madrid (Periódico Diagonal e Radio Vallekas) e da Catalunha (Jornal La Directa). Após as intervenções iniciais, teremos espaço para debate aberto.

Oficina de Rádio

Na sexta-feira, dia 26, também no Ateneu, pelas 18h, realizar-se-á uma Oficina de Rádio onde uma companheira da Radio Vallekas, um combativo bairro madrileno, fará uma introdução sobre a emissão de rádio em FM e na web, a construção da programação e a importância da ligação à comunidade e aos movimentos sociais.

https://www.facebook.com/events/1554340654878464/

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(*) O encontro de Outubro, de carácter interno e muito direccionado para as actividades práticas, que se realizou no Alentejo, juntou uma dúzia de activistas em representação dos quatro colectivos que integram a rede de informação alternativa (#Altpt)

rede anrquista

(Tierra y Libertad) Está nas bancas e na web mais uma edição do jornal da FAI


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Tablón
Convocatorias, publicaciones, información…

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La herstoria de siempre: Lista de 10 o 20 libros fundamentales para el feminismo. Uno, dos, tres, cuarenta recorridos sobe la Historia del Feminismo. Y 0 feministas negras, 0 menciones a algo que no sea occidental, o como mucho, breves menciones de ramificaciones que “aportaron algo” (…)

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Reproducimos a continuación la declaración de una compañera israelí que ha decidido no hacer el servicio militar, con las consecuencias que eso conlleva. (…)

aqui: https://www.nodo50.org/tierraylibertad/

web da FAI: https://federacionanarquistaiberica.wordpress.com/