No 10º aniversário da morte de Gisberta


homenagem gisberta

#Altpt

“No Porto, a transexual Gisberta é espancada, violada e atirada viva (amarrada) para um poço, onde morre. O crime fora cometido por um grupo de jovens que estavam ao cuidado de uma instituição católica de acolhimento de menores, com financiamento estatal. A morte de Gisberta questiona os limites do género binário, mas também a confusão insistente entre transfobia e homofobia. É este o momento em que o feminismo é obrigado a questionar a exclusão das suas fileiras de mulheres que não considerava como tais e que também não entravam na categoria de gays ou lésbicas. O ódio às pessoas trans atravessou todas estas décadas remetidas que estavam à marginalidade e à rua.

Todavia, neste crime, não são apenas as pessoas trans que ganham voz própria pelo ódio e indiferença a que estão sujeitas. A institucionalização de crianças e jovens pelo Estado, a forma como vivem e são educadas, a violência das suas vidas, poderia ser o ponto de partida para a reivindicação de uma mudança social radical. Acabámos contudo com as associações LGBT e feministas espectadoras de um julgamento. Acabámos com a direita a pedir penas de prisão mais implacáveis para crimes cometidos por menores. E podemos dizer que foi pouca a revolta contra os sistemas de institucionalização de menores e a forma como o Estado organiza a vida destas crianças e jovens. Como diria o juiz no julgamento de Gisberta, ao determinar que ela morreu por afogamento: “A culpa foi da água”.” (http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/)

*

Há 10 anos, a 22 de Fevereiro de 2006, era barbaramente assassinada no Porto, Gisberta, por um grupo de jovens internados numa instituição financiada pelo Estado. Transexual, Gisberta foi assumida como símbolo de luta contra uma sociedade onde a diferença é sempre reprimida. Dez anos depois algumas coisas mudaram, mas não muito.

O jornal mapa numa série de artigos abordou esta questão. Também vários espaços ligados à defesa da diversidade e às questões de género têm vindo a abordar este assunto, que é ainda uma ferida aberta na sociedade portuguesa.

Alguns links:
http://dezanove.pt/em-memoria-de-gisberta-salce-junior-902198
http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/
http://www.jornalmapa.pt/2014/03/02/ha-uma-historia-queer-em-portugal-segunda-parte/

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