Mês: Fevereiro 2016

(memória libertária) Manuel Fiúza Júnior


a voz do faminto

Nasceu em 1887, na cidade de Viana do Castelo, onde editou, por alguns anos, o quinzenário anarquista “A Voz dos Famintos”. Apesar de modesto na colaboração e no aspecto, este jornal, que juntava o seu grito ao clamor dos que, em todo o mundo, reclamam mais um pouco de pão, de justiça e liberdade, exerceu uma profunda influência doutrinária entre a juventude da região minhota, alfobre, desde recuados tempos, de grandes rebeldes e revolucionários, que ilustraram com o seu nome e a sua acção fecunda as páginas da história do movimento operário, principalmente do anarco-sindicalismo.

Veio, no entanto, a quartelada do 28 de Maio de 1926 e com ela o fascismo que navegou nas suas águas, obrigando Manuel Fiúza Júnior aos subterrâneos da luta clandestina, para prosseguir a batalha que redime os homens de todas as vilezas e de todas as debilidades.

Nesta cruzada foi encontrar a morte violenta, melhor dizendo, foi assassinado na sede da PIDE, na Rua do Heroísmo, 329, no Porto, para onde fora conduzido sob prisão, contando então 70 anos de idade. Viviam-se os anos de 1957, quando é preso e, 15 dias depois, morto, na sede da P.I.D.E, do Porto, Joaquim Lemos de Oliveira, natural de Fafe.

Denunciando este crime, foram distribuídos milhares de manifestos e pela responsabilidade do seu aparecimento em Viana do Castelo é preso Manuel Fiúza Júnior. Conduzido pelos carrascos inspector Costa Pereira e chefes Pinto Soares e Patacho, colocado na tortura da “Estátua”, não resistiu ao suplício e morreu. Foi mais um anarquista que deu a vida em holocausto ao ideal libertário.

aqui: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/index.php?option=com_jumi&fileid=13&p=creators&char=J&id=1458

através de : https://www.facebook.com/Alto-Minho-Combativo-1706255582956236

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(Coimbra) Encontro de Informação Alternativa a 25 e 26 de Fevereiro


coimbra

Nos últimos meses vários colectivos portugueses anti-autoritários e anti-capitalistas têm mantido contactos estreitos e desenvolvido uma rede, cada vez mais próxima, de informação alternativa. No mês de Outubro realizou-se uma primeira reunião no Alentejo(*), que decidiu criar a Rede de Informação Alternativa – de que o Portal Anarquista faz parte desde a primeira hora – e realizar este Encontro que vai decorrer agora em Coimbra e em que estarão também presentes vários projectos de media alternativos oriundos do Estado Espanhol (Madrid e Barcelona).

#InfoAltCoimbra

A 25 e 26 de Fevereiro, no Ateneu de Coimbra

Mesa Redonda com projectos de media alternativos | Oficina de Rádio

Num mundo onde grande parte do fluxo de informação é dominado por uma televisão e uma imprensa nas mãos de grandes conglomerados de media, é urgente encontrar outras formas de comunicar e de fazer e transmitir informação. Sentimos a necessidade de desconstruir os discursos hegemónicos através de projectos de comunicação horizontais e independentes, comprometidos com as comunidades e as ruas, bem como com as lutas e os processos que aí se desenvolvem. Na mesma medida, concebemos projectos de informação que não estejam comprometidos com o discurso das grandes empresas, nem dos grandes grupos económicos, nem dos partidos políticos. Depois de algumas conversas entre vários projectos de informação alternativa do território português, sentimos a necessidade de promover um amplo debate em torno do estado dos meios de informação

A 25 e 26 de Fevereiro, aproveitamos a presença em Coimbra de companheirxs de vários projectos de informação alternativa do Estado espanhol para convidar todos e todas xs interessadxs em participar nesta reflexão colectiva e partilha de aprendizagens em torno da informação.

Mesa Redonda com projectos de media alternativos

Na noite de 5ª-feira, dia 25, pelas 21h, o Ateneu de Coimbra acolhe uma Mesa Redonda com a presença de projectos do território português (Indymedia.pt, Jornal Mapa, Portal Anarquista e Guilhotina.info), de Madrid (Periódico Diagonal e Radio Vallekas) e da Catalunha (Jornal La Directa). Após as intervenções iniciais, teremos espaço para debate aberto.

Oficina de Rádio

Na sexta-feira, dia 26, também no Ateneu, pelas 18h, realizar-se-á uma Oficina de Rádio onde uma companheira da Radio Vallekas, um combativo bairro madrileno, fará uma introdução sobre a emissão de rádio em FM e na web, a construção da programação e a importância da ligação à comunidade e aos movimentos sociais.

https://www.facebook.com/events/1554340654878464/

2015-10-10 21.47.37

(*) O encontro de Outubro, de carácter interno e muito direccionado para as actividades práticas, que se realizou no Alentejo, juntou uma dúzia de activistas em representação dos quatro colectivos que integram a rede de informação alternativa (#Altpt)

rede anrquista

(Tierra y Libertad) Está nas bancas e na web mais uma edição do jornal da FAI


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Tablón
Convocatorias, publicaciones, información…

Las soluciones para las personas
versus las perniciosas del capitalismo
Somos los animales más ingenuos del mundo, los más tontos, los más acomodaticios o los más mansos. No podemos tener otro calificativo (…)

La Herstoria feminista
La herstoria de siempre: Lista de 10 o 20 libros fundamentales para el feminismo. Uno, dos, tres, cuarenta recorridos sobe la Historia del Feminismo. Y 0 feministas negras, 0 menciones a algo que no sea occidental, o como mucho, breves menciones de ramificaciones que “aportaron algo” (…)

“La realidad” y “lo real”
Sobre el acuerdo de las CUP
Me importa bien poco (por no decir algo más grueso) la independencia de Catalunya, de las Islas Canarias o del cantón de Cartagena. (…)

La libertad, ¿para qué?
Una idea exagerada de libertad. Así se escucha con frecuencia definir a la anarquía; esta definición sin embargo no dice nada del tipo de libertad del que se habla (…)

El año santo

Llega el Jubileo. Se acabó la Expo de Milán y comienza la Santa expo, del 8 de diciembre de 2015 al 20 de noviembre de 2016. Una verbena que el papa Francisco (…)

El precio del Acuerdo
UE-Turquía
Desde hace tiempo, y desde varios sitios, se sostiene que la distopía contada por George Orwell en su celebérrimo 1984, prácticamente se ha realizado (…)

Consulta envenenada
En un reciente acto electoral, uno de los posibles candidatos a la presidencia de los Estados Unidos ha declarado cándidamente: “Estamos perdiendo a mucha gente por culpa de internet, y debemos hacer algo (…)

El racismo en los albores de
la Antropología británica
Podemos definir el racismo como una doctrina ideológica moderna sin fundamentación científica que establece una jerarquía natural entre distintos grupos humanos (…)

Declaración de Rechazo
Reproducimos a continuación la declaración de una compañera israelí que ha decidido no hacer el servicio militar, con las consecuencias que eso conlleva. (…)

aqui: https://www.nodo50.org/tierraylibertad/

web da FAI: https://federacionanarquistaiberica.wordpress.com/

Voltando a Ferreira de Castro, “o primeiro grande escritor içado do proletariado”


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Escrito em 1947, o romance «A Lã e a Neve» aborda as greves de 1941 e 1946 dos operários têxteis da Covilhã, Tortosendo e Vila do Carvalho (região em que a CGT anarco-sindicalista ainda mantinha uma forte influência na década de 40), bem como a vida dos pastores da Serra da Estrela.

(…) Tendo, em parte dos seus livros, o povo como tema, não o povo pitoresco, mas indivíduos pertencentes a determinados grupos sociais desfavorecidos, do emigrante ao seringueiro, da bordadeira ao contrabandista, passando pelo marçano, o pastor ou o operário têxtil, Ferreira de Castro foi o primeiro grande escritor içado do proletariado a operar uma transformação na perspectiva ideológica duma cultura, conseguindo, dessa forma, inscrever o seu nome individual no património literário nacional comum — o que, convenhamos, não é pequeno feito.

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Abaixo-assinado contra a perda de direitos e liberdades na Europa em nome da luta “contra o terrorismo”


foto

Foi hoje divulgado um manifesto em defesa das liberdades civis na Europa, assinado por diversas personalidades, entre as quais Noam Chomsky e aberto à assinatura de todos que assim o queiram fazer. Tendo como base os últimos acontecimentos em Espanha (a prisão dos dois marionetistas) e em França (o estado de excepção), o manifesto apela “à inviolabilidade efectiva dos direitos de liberdade de expressão, manifestação, associação e reunião” e que se ponha termo à deriva securitária que está em curso em muitos países europeus.

Apesar de não concordarmos com algumas passagens do manifesto – em especial a referência aos “nossos representantes políticos na Europa”, que mais do que a solução para os problemas europeus têm sido eles próprios “o problema”  e o facto do manifesto não apelar directamente aos povos e aos trabalhadores da Europa, mas sim aos governos e aos Estados para se oporem a esta deriva autoritária, gerada pelos próprios Estados e governos a que se apela – julgamos que este é um texto importante para denunciar a situação de perda de direitos e de liberdades a que estamos a viver hoje por toda a Europa, Portugal incluído.

O manifesto, que publicamos em seguida, traduzido para português, pode ser subscrito por qualquer pessoa em  www.porlaslibertadesciviles.org

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(no facebook) Debate em torno de um post


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Há três dias, a propósito do nascimento de Agostinho da Silva, publicámos aqui no Portal Anarquista um texto sobre a faceta libertária na obra deste pensador, que foi objecto recentemente de uma exaustiva biografia da responsabilidade de António Cândido Franco. O texto deste post foi partilhado no facebook onde motivou um vivo debate, que começou por um companheiro recusar a Agostinho da Silva o título de “libertário”, mas que em breve passou para outros temas, como seja a organização anarquista, o que é ou não é ser anarquista, o sectarismo ou o retorno aos clássicos. O debate (interessante) começou por um primeiro comentário de J.F.:

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(AIT/SP) Comunicado de solidariedade com os dois marionetistas espanhóis


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Contra o terrorismo do Estado Espanhol!

Dia 5 de Fevereiro dois actores de teatro de marionetas foram detidos em Madrid, onde representavam uma peça da companhia “Títeres desde Abajo” nas festas de Carnaval da cidade. Após dias na prisão Raúl e Alfonso ficarão finalmente em liberdade, mas enfrentando acusações de “enaltecimento do terrorismo” e de “delito contra as liberdades individuais” por na sua obra satírica encenarem uma montagem policial e ser exibido um cartaz com o trocadilho de palavras “Gora Alka-Eta”. Irão ainda ficar sem passaporte e com a obrigação de apresentações diárias às autoridades.

Em Espanha prendem-se pessoas por participarem em manifestações, piquetes de greve ou por simplesmente se expressarem através de uma obra teatral. Não podemos aceitar esta violência, sabemos bem que terroristas são todos os Estados com as suas leis que condenam os pobres e favorecem sempre os ricos e poderosos.

Juntamo-nos à onda de solidariedade internacional e exigimos que termine de imediato todo este espectáculo repressivo.

Fim da perseguição aos marionetistas!

Pela liberdade de expressão!

Núcleo de Lisboa da AIT-SP

15-02-2016

ait.lisboa@gmail.com