(França) Greve hoje contra o novo Código de Trabalho do governo socialista


greve

Para hoje em França estão marcadas dezenas de greves e paralisações em sectores importantes como escolas, transportes e outros serviços públicos.

A greve e a contestação têm como motivo próximo as principais medidas do projecto de lei da ministra do Trabalho, Myriam El Khomri:

– Duração do tempo de trabalho fixado no seio da empresa, seja com o acordo dos sindicatos maioritários, seja pela realização de um referendo

– Máximo legal do tempo de trabalho: 60 h por semana e 12 h por dia (contra 10 h actualmente)

– Limitação da possibilidade de recurso aos Tribunais de Trabalho em caso de despedimento

– Divisão por 2 do montante máximo das indemnizações de despedimento (15 meses de salário, para as pessoas que tenham mais de 20 anos de antiguidade)

– Possibilidade para as direcções das empresas de modular o tempo de trabalho e os salários durante cinco anos. Se os assalariados recusarem podem ser despedidos “por causas reais e sérias” (menos vantajoso do que por razões económicas).

Eis a nova resposta do governo contra os proletários. É assim que as coisas se colocam: o Estado está lá para garantir aos mais ricos que o sejam, e que aquelas e aqueles que trabalham no duro o façam ainda mais, sempre por menos e com um sorriso!

Parece que não há melhor do que a esquerda para fazer uma política de direita! Ela faz hoje, de qualquer modo, de colchão da sua pequenina irmã de hemiciclo. Preparando o terreno para o futuro.

A contra revolução violenta que nós enfrentamos hoje não é nova, mas a falta de resposta social faz com que os pequenos lacaios dos possidentes estejam todos contentes!

Em todo o mundo alguns abastados ditam as suas leis, exigem que os mais pobres se abaixem. Esta guerra não é um pequeno fenómeno nacional, mas sim uma guerra internacional contra os mais fracos que existe há muito tempo!

Neste momento, em França, o patronato exige, os ministros executam! 60 horas por semana? Sim, sim, sim, grita El Khomri! Jornadas de trabalho de 12 horas? Sim também! Estagiários que ocupam os empregos? Oh sim! Condições de trabalho que se degradam? Mas claro, meu querido patrão! Despedimentos ainda mais fáceis? Sim, cem vezes sim!!

Sejamos claros: se a Federação Anarquista é pela abolição do salariato e do trabalho, ela não está menos convencida que melhorias, mesmo debaixo deste estatuto, são importantes e devem ser conquistadas!

Não deixemos que os ricos e os seus próximos (estados, religiões, nacionalistas, etc…) continuem a brincar com as nossas vidas.

A única resposta que é válida hoje é a mesma de ontem: a unidade face aos ricos, a unidade na greve e na acção. Uma utopia? Talvez. Uma necessidade? Sem dúvida nenhuma! E isto até à morte do salariato. E que viva a autogestão!

Federação Anarquista (França)

aqui: http://www.federation-anarchiste.org/

relacionado: http://www.cestlagreve.fr/greves-en-cours/?

http://www.cnt-f.org/ton-droit-du-travail-vaut-bien-une-greve-generale.html?utm_source=diaporama&utm_medium=link&utm_campaign=home&utm_content=slide-1

http://www.alternativelibertaire.org/?9-mars-La-riposte-commence

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