(Lisboa) Acção de protesto na Gulbenkian contra a indústria da energia


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‪#‎AltPT‬

8 pessoas foram esta segunda-feira identificadas num protesto relâmpago realizado durante um encontro na ‪#‎Gulbenkian‬ de empresas ligadas à exploração energética. Entre as temáticas estavam os biocombustíveis. A Gulbenkian é dona da ‪#‎Partex‬, empresa interessada em levar a cabo exploração de petróleo em Portugal usando tecnologias não convencionais.

Para além das 8 identificações ilegais por “manifestação não autorizada” (crime imaginário que a PSP usa para identificar manifestantes), a Gulbenkian também levou a cabo o sequestro de toda a gente no auditório por 20 minutos  até a polícia chegar, o que segundo consta também é ilegal.

COMUNICADO DOS AUTORES DA ACÇÃO DIRECTA LEVADA A CABO NA GULBENKIAN:

“No dia 14 de Março, na Fundação Calouste Gulbenkian, 15 pessoas invadiram uma sessão em protesto contra a exploração de petróleo, gás natural e toda a indústria energética.

Nesta sessão, estavam representantes da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC), da BP, da GALP, da APETRO (Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas), da PRIO e da Torrejana para falarem de biocombustíveis. Note-se que algumas destas empresas têm concessões de exploração no Alentejo e no Algarve, e que a ENMC é a entidade responsável pela gestão da atribuição de todos os contratos de concessão e exploração de petróleo e gás natural em Portugal. Para além disso, a Fundação Gulbenkian é detentora de 100% do grupo Partex Oil & Gas, e participa em duas concessões de exploração de petróleo na costa.

Todas estas empresas ao mesmo tempo que destruíram, e que continuam a destruir territórios inteiros, vêm agora falar sobre biocombustíveis, numa clara indicação de que a vida no seu todo é um recurso a ser explorado – simplesmente vão saltando de negócio em negócio!

Os biocombustíveis são a mais famosa falsa solução para as alterações climáticas. Na teoria, significa zero emissões de carbono, sem qualquer modificação do nosso estilo de vida.Na prática, representa a devastação de florestas inteiras para a implementação de monoculturas, a expulsão de comunidades das suas terras, a substituição de produção de comida por produção de combustível, maior destruição ambiental que o carvão e o petróleo, ao mesmo tempo que facilita a atribuição de subsídios às grandes corporações.

Por todos estes motivos, interrompeu-se a sessão sobre “biocombustíveis em Portugal”, tendo sido mostrada uma faixa onde se podia ler “nem fósseis nem biocombustíveis, contra a indústria energética”, distribuíram-se panfletos e leu-se um texto de denúncia.

Funcionários da Gulbenkian mostraram-se muito motivados no cerco às pessoas envolvidas nesta acção, facilitando a tarefa dos seguranças e dos polícias.

Contra o modelo industrial de exploração de recursos, abaixo as corporações!”

Fotos e informações retiradas daqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/?fref=photo

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