Day: Abril 18, 2016

Depois da CNT, é agora a vez da União Sindical Italiana querer “refundar a AIT”


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A actual Associação Internacional de Trabalhadores foi fundada em 1922 em Berlim, pretendo reagrupar as associações sindicais de base anarco-sindicalista e sindicalista revolucionária sob o modelo da I Internacional destruída pelas manobras divisionistas de Karl Marx e dos marxistas de então. A CGT portuguesa  aderiu à AIT desde o primeiro momento, apesar das pressões e da defesa em vários Congressos, por parte do recém-nascido Partido Comunista, em integrá-la na Internacional Sindical Vermelha, enfeudada ao regime soviético. Com o fim da revolução e da guerra civil espanholas e o declínio do anarco-sindicalismo a nível mundial, a AIT manteve-se como uma entidade de resistência e de propaganda do anarco-sindicalismo e não já como uma associação de centrais sindicais, envolvida directamente na luta e na vida dos locais de trabalho. Com o renascer do movimento libertário e anarco-sindicalista, assente em novos movimentos que agrupam, de novo, dezenas de milhar de trabalhadores, o papel da AIT tem sido muito criticado e há vozes diversas a pedirem para que a velha central do anarco-sindicalismo internacional  seja “refundada”. Uma dessas vozes partiu inicialmente da CNT espanhola. Agora é a vez da União Sindical Italiana (USI), em Congresso Extraordinário, vir reivindicar um “Congresso refundador” da AIT, que se deverá realizar em Dezembro, em Berlim, com o apoio da central sindical alemã, a FAU – aliás, CNT, USI e FAU são, actualmente, três das maiores centrais sindicais anarco-sindicalistas, a que há que juntar a CGT (Espanha), SAC (Suécia) e FORA (Argentina).  O secretariado da AIT, entretanto já respondeu. Considera injustas as críticas e refere que a refundação da AIT só pode ser feita num Congresso da AIT, marcado para esse efeito (ler aqui). Neste dossier publicamos a seguir uma das moções sobre este assunto, aprovada no Congresso da USI, realizado nos dias 9 e 10 de Abril, em Parma.

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