(memória libertária) Suplementos de “A Batalha” disponíveis na web


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Portão da Sede da CGT, do Jornal “A Batalha” e de outros organismos Sindicais, na Calçada do Combro em Lisboa (foto de Emidio Santana, na década de 70, aqui)

O jornal “A Batalha”, porta-voz da CGT anarco-sindicalista, foi o mais influente jornal operário português, publicando-se diariamente entre 1919 e 1927 e chegando a ser 0 terceiro quotidiano mais vendido. Constantemente perseguido e fechado, com os seus redactores presos e as instalações seladas por diversas vezes,  o jornal sobreviveu até à eclosão do golpe de Estado fascista de 28 de Maio de 1926. O seu último número como diário foi publicado no dia 26 de Maio de 1926, quando as suas instalações na Calçada do Combro, em Lisboa, foram totalmente destruídas e o jornal impedido de se publicar. No entanto, existem várias tentativas para que o jornal se continue a publicar de forma legal, ainda que se submetendo à Comissão de Censura. Uma dessas tentativas ocorre no final de 1930 com o aparecimento de uma edição semanal que vai durar algumas semanas e de que Emídio Santana é um dos redactores.

Depois desta tentativa e com a repressão violenta sobre o movimento operário e anarquista que se segue ao 18 de Janeiro de 1934, com centenas de prisões e deportações, “A Batalha” continua a sair, mas de forma clandestina, o que irá acontecer até aos finais dos anos 40. Só reaparecerá depois, de forma legal, após o 25 de Abril, em 21 de Setembro de 1974.

A colecção completa do jornal existente na Biblioteca Nacional está digitalizada mas ainda não está disponível na Internet, o que se lamenta, uma vez que torna difícil a sua consulta.

No entanto, a pouco e pouco, uma parte do acervo de “A Batalha” vai sendo disponibilizado. É o caso, agora, de diversos números quer do Suplemento Literário e Ilustrado de “A Batalha”, que se começa a publicar no dia 3 de Dezembro de 1923 (saindo à segunda-feira) e em que colaboram diversos escritores e jornalistas de renome, como Ferreira de Castro, quer da Batalha semanal (já visada pela Comissão de Censura e de que saem 13 números), que está nas bancas ao sábado, e cuja publicação, já depois do golpe militar e fascista de 28 de Maio de 1916, começa a 13 de Setembro de 1930, disponibilizadas agora no site da Casa Comum, ligada à Fundação Mário Soares.

A digitalização e estudo deste espólio tem sido feito com a colaboração do Seminário Livre de História das Ideias da FCSH/UNL.

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Suplemento Ilustrado

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A Batalha Semanal Nº1

A Batalha Semanal Nº2

A Batalha Semanal Nº3

A Batalha Semanal Nº4

A Batalha Semanal Nº5

A Batalha Semanal Nº6

A Batalha Semanal Nº7

A Batalha Semanal Nº8

A Batalha Semanal Nº9

A Batalha Semanal Nº10

A Batalha Semanal Nº11

A Batalha Semanal Nº12

A Batalha Semanal Nº13

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