Dia: Setembro 8, 2016

(Lisboa) 1º aniversário da ‘Disgraça’ este fim-de-semana


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Aniversário #1 da Disgraça

A Disgraça é um centro DIY anticultural cujo objectivo é criar um espaço horizontal livre de racismo, especismo, homofobia e sexismo.

Tem uma cantina autónoma aberta de segunda a sexta, espaço de concertos e oficinas.

Disgraça Birthday Weekend #1 – dia 9, 10 e 11 de Setembro.

Programação (em actualização):

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(EUA) Esta sexta-feira greve de presos contra as Fábricas Corporativas Prisionais e o Sistema Penitenciário. Abolição Já!


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@s companheir@s da Cruz Negra Anarquista nos EUA conseguiram angariar apoios e promover uma Greve Geral nas prisões dos Estados Unidos numa data muito significativa como é o 9 de setembro, o Aniversário da famosa Rebelião de Attica, e a que já se juntaram centenas de grupos em todo o país. Ademais, fizeram com uma reivindicação anarquista ancestral, como é a sua abolição, incluindo no debate as causas de sua ampla utilização pelo sistema, as suas verdadeiras motivações e propondo alternativas; justiça e reparação em vez de punição.

Greve nas prisões? O sistema prisional só pode ser visto como uma extensão do sistema de dominação e exploração, formado por uma estrutura de dissuasão e outra coerciva. A situação de assédio estrutural das minorias, a violência institucionalizada e generalizada, e o peculiar sistema judicial trouxeram o patamar de conflito para níveis não vistos desde os anos 70 com a Guerra do Vietname. E com 2,5 milhões de pessoas tratadas como mercadoria escrava e sofrendo diariamente as agressões do “Encarceramento Corporativo” em que são obrigados a trabalhar. A greve é mais do que justificada, como evidencia a adesão de todos os tipos de organizações e grupos à convocatória.

Destacamos que desde a Terceira Greve de Prisioneiros da Califórnia em 2013, apoiada por 30.000 prisioneiros, e as Greves de Guantánamo “Gitmo Hunger Strike” no mesmo ano, que durou mais de 200 dias, não víamos uma organização nacional tão poderosa .

Fiquem atentos, não esperem vê-la anunciada na TV.

Saúde e Abaixo os muros das Prisões!

Fonte: http://tarcoteca.blogspot.com.br/2016/08/manufacturas-carcelarias-corporativas.html

Tradução: 

Também aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/36908

https://www.facebook.com/events/1332938410064666

(ensaio) A Hipótese Anarquista ou Badiou, Žižek e os preconceitos anti-anarquistas


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Este ensaio foi escrito no verão de 2011, depois de Slavoj Žižek ter vestido uma t-shirt com a imagem de Lenin durante uma conversa com Amy Goodman e Julian Assange em Londres. O diálogo teve lugar no dia 2 de Julho de 2011 e foi organizado pelo Frontline Club. Gabriel Kuhn é um dos anarquistas da nova geração, que tem participado na renovação das ideias libertárias – ideias hoje difundidas por todo o globo e que, ao mesmo tempo que influenciam a maioria dos movimentos sociais em todos os continentes, se deparam também, cada vez mais, com as portas abertas nas mais diversas academias.

  Por Gabriel Kuhn[1]

gabriel-kuhn A “Hipótese Comunista” de Alain Badiou repousa sobre uma simples, ainda que importante, convicção: precisamos de ser capazes de imaginar algo diferente do capitalismo e a noção de comunismo torna-o possível. No entanto, a forma como Badiou entende o comunismo continua a ser bastante vaga, já que o define como “uma Ideia com uma função reguladora, mais do que um programa” [2]. Tal como o seu amigo e aliado comunista, Slavoj Žižek, Badiou considera que faliram todas as tentativas de implementar o comunismo durante o século XX. Enquanto Badiou fala, algo desalentado, sobre “os aparentes e, às vezes, sangrentos erros em que consistiram certos acontecimentos ligados à hipótese comunista”[3], Žižek corrige Stephen Sackur, apresentador de “HardTalk” da BBC, que afirma que o comunismo foi um “fracasso catastrófico”, preferindo referir- se a ele como um “fracasso total”[4]. Não obstante, Badiou e Žižek são as estrelas centrais de uma série de populares conferências comunistas que se iniciaram em 2009 com uma iniciativa em Londres, baseada, nos termos de Badiou, na convicção de que “a palavra ‘comunismo’ pode e deve adquirir hoje, mais uma vez, um valor positivo”. [5]

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