Day: Outubro 13, 2016

(Buenos Aires) I Congresso Internacional de Investigadores sobre o Anarquismo reúne-se nos dias 26, 27 e 28 de Outubro


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programa completo aqui

Já está disponível o programa completo do I Congresso Internacional de Investigadores sobre o Anarquismo que se vai realizar nos próximos dias 26, 27 e 28 de Outubro em Buenos Aires, na Argentina. Um programa muito completo que vai reunir dezenas de investigadores de vários países. Do Brasil vai estar presente um grupo alargado de investigadores.

https://www.facebook.com/ICongresoAnarquismo

(Setúbal) C.O.S.A.: a resistir há 16 anos!


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A Okupa mais antiga de Portugal

A Casa Okupada Setúbal Autogestionada (C.O.S.A.) comemora este fim de semana o seu 16º aniversário. Situada no centro da cidade de Setúbal tem sido um espaço aberto às mais diversas iniciativas. Constantemente ameaçada de despejo pelos proprietários e pela actuação repressiva da Câmara de Setúbal, tem sabido resistir a todas as ameaças, sendo neste momento o espaço ocupado mais antigo em Portugal ainda em funcionamento. Para esta sexta-feira (14) e sábado (15) está previsto um programa intenso, com comidas, música, conversas e filme. Parabéns e longa vida, cheia de actividade, à C.O.S.A.!

Como os próprios contam na primeira pessoa, a história da COSA tem sido assim:

“A 13 de Outubro do ano 2000, um grupo de jovens setubalenses decidiu tomar nas suas mãos a gestão de um espaço comunitário e político, aberto à expressão e accção livre, sem controlo externo, sem lucro, sem autoridade…Okuparam um espaço abandonado transformando a apatia e o vazio em sonhos e experiências de liberdade, autonomia e auto-gestão.

Passaram 16 anos com largas dezenas de concertos, ateliers, debates, exposições, todo o convívio, partilhas de conhecimentos e auto-aprendizagem, a intervenção política e social…Passaram os vários políticos, comandantes das forças policiais, governadores civis, os processos judiciais, a repressão policial e as difamações nos jornais, passou tudo isto e a Casa Okupada resiste.

Passaram 16 anos e nem a polícia, nem os tribunais poderão apagar este capítulo da história insubmissa e rebelde setubalense.

São diversos os exemplos de Lutas daquelxs que deixaram de esperar milagres e tomaram o controlo das suas vidas nas suas próprias mãos, inspirando-nos mutuamente, e reinventando a capacidade de imaginarmos e criarmos colectivamente uma terra livre, solidária e combativa.

ESTES 16 ANOS JÁ NINGUÉM NOS TIRA!!”

http://cosa2015blog.wordpress.com/

aqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/agenda/33039

Morreu Dario Fo: um companheiro não “acidental”


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Morreu hoje o dramaturgo italiano, Dario Fo, aos 90 anos. Em finais dos anos 60 foi um dos fundadores da companhia de teatro autogestionada Nuova Scena , que nasceu com o objectivo de fazer um teatro verdadeiramente popular, crítico e social que fosse politicamente eficaz. Nos anos 70 a companhia transformou-se no Colectivo Teatral La Comune, mais uma vez independente e autogestionada, que chegou a ser alvo de um atentado fascista em 1978.

Radical, muitas vezes companheiro das posições libertárias, Dario Fo trouxe para o palco o drama vivido pelo ferroviário anarquista Giuseppe Pinelli – um antigo membro da resistência contra o fascismo e membro da Cruz Negra Anarquista, falsamente acusado pela polícia (conforme se provou depois) de ser o autor de um atentado à bomba numa praça de Milão, que matou 13 pessoas, ferindo outras 88.

Pinelli apareceu morto, atirado pela janela da esquadra da polícia quando estava a ser interrogado. Segundo as autoridades terá morrido de “causas naturais”. Sobre a morte de Pinelli, Dario Fo escreveu a peça “Morte Acidental de um Anarquista”, que foi traduzida e representada um pouco por todo o mundo.

Dario Fo tornou-se conhecido internacionalmente em 1969 quando publicou a peça de teatro “Mistério Bufo”, uma epopeia dos oprimidos inspirada na cultura medieval e cujo  herói apela à revolta através do riso.

Entre as muitas peças de carácter social escritas por Dario Fo, salienta-se também “Aqui ninguém paga”, sobre uma família operária, sem recursos para suportar o aumento do custo de vida, e o texto de  “Pum Pum Chi é? La polizia! (Pum Pum, quem é? A polícia! ) em que põe em relevo o papel sujo da polícia e as técnicas desprezíveis usadas pelo Ministério do Interior e pelos Serviços Secretos italianos.

Dario Fo recebeu o prémio nobel da Literatura em 1997.

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