Day: Outubro 18, 2016

Carlos Taibo: “Sobre o colapso [geral do sistema]”


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Carlos Taibo e Silvério Rocha-Cunha (da Universidade de Évora) durante uma conferência sobre Decrescimento na Universidade de Évora. Maio de 2015.

Escreve Carlos Taibo: “Acabo de publicar um livro intituladoColapso. Capitalismo terminal, transição ecosocial, ecofascismo’ (Los Livros de la Catarata). Permito-me resumir aqui, fundamentalmente por razões pedagógicas, algumas teses que defendo nesta obra…. Faço-o, também, na certeza de que o debate relativo a um eventual colapso geral do sistema em que padecemos falta, duma forma apelativa, tanto nos meios de incomunicação como entre os responsáveis políticos. Dito isto, acrescento que não estou em condições de afirmar taxativamente que se vai produzir um colapso geral e menos ainda quanto a adiantar uma data a esse respeito. Limito-me a assinalar que o colapso é provável. Não apenas isso: os dados que nos vão chegando convidam-nos a concluir que é cada vez mais provável, o que, só por si, nos devia levar a assumir uma estratégia de reflexão, de prudência e, claro, de acção.”

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Para compreender a situação que se vive na Síria


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A guerra civil síria tornou-se, em boa parte, o teatro de um confronto indirecto entre potências estrangeiras. Rússia, Estados Unidos, Irão, Turquia, França, petromonarquias…Quem quer o quê? E onde está Rojava no meio de tudo isto? Um artigo de descodificação e de hipóteses publicado hoje (18/10/2016) no site da Alternative Libertaire

Síria: no meio da salgalhada imperialista

Em Setembro, pela terceira vez este ano, a Síria viu falhar uma nova tentativa de tréguas patrocinada pela Rússia e pelos Estados Unidos. Este falhanço deveu-se, sobretudo, à multiplicação, no seio da guerra civil, de grupos armados com objectivos contraditórios, às alianças entre movimentos, aos apoios duvidosos. É difícil fazer respeitar um cessar-fogo nestas condições. No entanto, mais do que nunca, Moscovo e Washington aparecem como a dupla sem a qual nada se pode fazer na Síria. Para grande irritação das outras potências com intervenção no conflito – Irão, França, Turquia, Arábia Saudita… – , mantidas à distância dos conciliábulos russo-americanos ou convidadas para conferências multilaterais inúteis, como a de Lausanne, a 15 de Outubro [1]

Foi essencialmente devido às intervenções estrangeiras que a revolução de 2011 degenerou, já em 2012, em guerra civil. Nesta salgalhada de imperialismos, cada qual persegue objectivos, faz apostas, testa os seus parceiros e adversários… E durante este período, a população civil, refém deste jogo cruel, foge aos milhares.

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