Day: Outubro 19, 2016

(anarquismo no mundo) Inauguração de um espaço libertário em El Salvador


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Centro Social La Libertaria

Acompanhando o que se passa em todo o mundo, com um desenvolvimento crescente do movimento libertário, nas suas diversas vertentes, a América Latina tem sido um dos continentes onde o anarquismo mais se tem consolidado nas últimas décadas. Em El Salvador, embora ainda muito frágil, o movimento começa a dar passos importantes. Um deles é a inauguração do novo espaço La libertaria, na capital San Salvador, já no próximo fim-de-semana.

“¡Nuestro sueño se ha hecho realidad! Tenemos ya un espacio social desde donde podremos abonar a una cultura popular antiautoritaria y no-violenta, para tejer complicidades amistosas con mira hacia las transformaciones desde abajo.”, referem os companheiros salvadorenhos.

Mais informações e contacto em https://www.facebook.com/events/621510264697836 e através do mail undisparocolectivo@riseup.net

(solidariedade com Maria de Lurdes) Carta enviada à ABIC e à ANICT pela investigadora Joana Pereira


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Carta enviada à ABIC (Associação dos Bolseiros de Investigação Científica) e à ANICT (Associação Nacional de Investigadores em Ciência e Tecnologia) pela investigadora Joana Luisa Pereira.

“Boa tarde,

Sou investigadora em pós-Doutoramento, apoiada por uma bolsa FCT, sendo nesse contexto que conheço a vossa atividade enquanto associação de  representação.

Não são assuntos relacionados com a minha própria atividade enquanto  investigadora ou assuntos relacionados com a minha bolsa/estatuto enquanto bolseira/condição “profissional” que motivam este contacto. É  sim, uma causa de que tive conhecimento há pouco tempo e que merece a  atenção de todos os portugueses, mas especialmente os investigadores,  bolseiros e contratados, de que vocês são voz ativa. Trata-se do caso de  uma investigadora portuguesa a quem foi negado o acesso a uma bolsa de formação no estrangeiro em 1996/97, na área de Cinema, quando tinha  direito a ela, já que foi colocada em segundo lugar na seriação do  concurso e o primeiro lugar desistiu. Quando fez o pedido formal para  atribuição da bolsa viu-o indeferido. Recorreu da decisão e um longo  caminho de processos em tribunais administrativos foi o que se seguiu.  Este caminho culminou na prisão efetiva desta investigadora, no passado  dia 29 de Setembro. Recebeu uma sentença final de 3 anos de prisão  efetiva por crimes vários de injúria e difamação (materializados em  várias cartas de denúncia que enviou a várias entidades e personalidades  envolvidas) depois de não aceitar pena suspensa com tratamento  psiquiátrico (já que comprovou que medicamente não tinha necessidade de  qualquer tratamento).

Embora tenha resumido o caso de alguma forma (pelo menos o que se conhece publicamente do caso), deixo abaixo alguns links onde podem  verificar a história e saber um pouco mais acerca de todo o processo e  do movimento que se tem vindo a desenvolver de apoio a esta  investigadora, tentando desencadear a sua libertação da cadeia de Tires. Deixo, no fim da lista, link para a petição que foi elaborada para  recolher apoio para a libertação da investigadora.

http://p3.publico.pt/…/liberdademarialurdes-tres-anos-de-pr…

http://tviplayer.iol.pt/…/53…/video/58011f6f0cf25d916ffd9563

https://pt.globalvoices.org/…/investigadora-cumpre-pena-de…/

https://aventar.eu/…/maria-de-lurdes-a-mulher-que-esta-pre…/

http://zap.aeiou.pt/investigadora-presa-apos-ter-contestado…

https://www.facebook.com/groups/1785149368363752/?fref=nf

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT83315

Quantos de nós, investigadores/bolseiros, já não estivemos envolvidos em  recursos com respostas pouco satisfatórias. Quando penso neste caso,  penso que isto poderia, de facto, ter acontecido a qualquer um de nós, num qualquer processo de recurso que não estivéssemos dispostos a  aceitar e que estivéssemos dispostos a continuar até ver a injustiça que  considerámos ter havido compensada. Quantos recursos conhecem que sejam  inócuos e que um bom advogado não consiga configurar como ofensivos e difamatórios? Porque este caso nos toca especialmente a nós, bolseiros e  investigadores, e porque ninguém melhor que as associações de bolseiros e investigadores como vós tem a perceção da dimensão do problema porque  recebem desabafos de muitos candidatos que foram ou consideram ter sido  alvo de injustiça nos processos de avaliação e atribuição de bolsas de  investigação, pareceu-me adequado trazer este assunto ao vosso  conhecimento. Mesmo que a situação original da Maria de Lurdes tenha  acontecido há muitos anos e mesmo que vocês ainda não estivessem  constituídos como associação na altura, o assunto e os seus contornos  não deixam de ter atualidade assegurada no nosso contexto particular.

Por tudo isto apelo a alguma iniciativa vossa para apoiar e divulgar  este caso.

Saudações,

Joana Pereira

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