Day: Outubro 24, 2016

Nos 60 anos da Revolução Húngara: um sopro de liberdade esmagado pelos tanques soviéticos


Se a queda do muro de Berlim constituiu a 9 de Novembro de 1989, simbolicamente e na prática, o fim do bloco soviético e de mais de 70 anos de terror em nome do “socialismo” e do “comunismo” autoritários, como tinha sido antecipado por Bakunin (1), já há muitos anos que os regimes de tipo marxista-leninista, ditatoriais e de capitalismo de estado, eram contestados por largos estratos da população nos mais diversos países do chamado “Pacto de Varsóvia”.

Sem considerar os levantamentos protagonizados por grandes movimentos de trabalhadores logo no início da ditadura dita soviética, como Kronstadt ou a luta dos camponeses ucranianos, com Makhno, a revolução Húngara, em 1956, com a formação de conselhos operários (2) e o levantamento popular nalgumas das principais cidades do país, é um marco importante na história da dissidência e do combate pela liberdade desses povos.

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