(25 Nov.) Esta sexta-feira marchas no Porto, Coimbra, Lisboa e Covilhã contra as violências machistas


marcha-mulheres

#AltPt 25 de Novembro | Marchas contra as violências machistas #Porto, #Coimbra, #Lisboa e #Covilhã

Esta sexta-feira sai-se à rua contra as violências machistas. Marchas e várias actividades estão convocadas para quatro cidades portuguesas:


#Porto | http://bit.ly/2f3XKbA
15h | Praça da Batalha

#Lisboa | http://bit.ly/2ghEHrX
18h | Praça do Comércio

#Coimbra | http://bit.ly/2gdw0Nv
15h30 | Performances no Largo D.Dinis
17h | Partida da Universidade
18h | Teatro Forum & Instalações na Praça 8 de Maio

#Covilhã | http://bit.ly/2fmDKMg
11h | Jardim do Lago – Alameda Europa

                                                                               *

Convocatória da Marcha de Coimbra:

«No dia 25 de novembro de 1960, as três irmãs Mirabal foram brutalmente assassinadas na República Dominicana, pela ditadura fascista de Rafael Leónidas Trujillo, por serem mulheres e revolucionárias.

Durante o encontro feminista Latino Americano e das Caraíbas, realizado em Bogotá (Colômbia) em 1981, um grupo de mulheres propôs o 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Este dia de luta e reivindicação seria posteriormente institucionalizado pela Assembleia Geral da ONU em 1999.

Os femicídios de 1960, que estão na origem do 25 de Novembro, são, em pleno século XXI, um alerta para todas nós, mulheres, de todas as idades e classes sociais, trans, negras, lésbicas, queer, migrantes, indígenas, trabalhadoras do sexo, com diversidade funcional, entre muitas outras: a crueldade das guerras, fascismos, ditaduras, de ontem e de hoje, violentam os nossos corpos. Já não são somente os ditadores como Trujillo e Salazar, são também os Erdogan, Pena Nieto, Assad, Trump, Mauricio Macri, Monsanto, Temer, Putin. A história repete-se, e SEMPRE acaba em tragédia. Já há muito que defendemos que se a nossa liberdade e as nossas diferenças forem respeitadas, viveremos numa sociedade que garante, efectivamente, a dignidade e bem-estar de todas as pessoas. São, ainda hoje, os nossos corpos e vidas que são dominados pela violência deste sistema que destrói a vida em nome de interesses económicos e de ganâncias de poder. Acreditamos que o patriarcado é a base deste sistema: um sistema de domínio que está enraizado nas práticas quotidianas, desde a educação nas escolas, às relações afectivas, às decisões políticas, tanto a nível nacional como global, e que atentam contra a nossa autonomia e auto-determinação, contra as diferenças que cada pessoa e cada povo expressam.

Em Portugal, inúmeras mulheres, de todos os grupos já enunciados, são violentadas e assassinadas quotidianamente, tanto nas ruas, como no próprio lar e, até, na esquadra – um espaço supostamente seguro para a denúncia destas violências.

Por isso, este dia 25 de novembro de 2016 é, para nós, uma acção de revolta das mulheres e de todos os grupos oprimidos e violentados pelo poder machista, sexista e racista, em Coimbra, em Portugal e no mundo inteiro. É um grito de solidariedade e de sororidade com todas aquelas mulheres que estão a construir, desde o passado até ao presente, formas de resistência e alternativas sociais a este sistema. Da Argentina ao Curdistão, de Espanha ao Brasil, da Polónia à Grécia, de Itália à Líbia, da República Democrática do Congo ao México… até todas as partes do mundo!»

via guilhotina.info

rede-anrquista

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