(Lisboa) A Escola-Oficina n.1 da Graça e a pedagogia libertária


escola-operaria

A Escola-Oficina nº 1 da Graça (encerrada definitivamente em 1987), onde andaram nomes sonantes do anarquismo e do anarco-sindicalismo, como Emídio Santana, tinha como método de ensino a pedagogia libertária de Francisco Ferrer e as experiências libertárias da escola moderna. Um ensino que juntava as componentes teórica e prática e em que a sanção era substituída pelo estímulo e pela experimentação. A vertente libertária foi sempre mais relevante do que a maçónica, que foi importante no projecto inicial, mas cuja definição pedagógica foi, sobretudo, libertária.

Sobre esta escola-oficina refere Viriato Porto (em comentário ao post de José Maltez, onde este afirma que: A colaboração entre libertários e maçons produziu a Escola-Oficina nº 1. No Largo da Graça. Um bom exemplo de ideais progressivos e práticos. Faz parte do meu currículo ter sido membro da direção da instituição, ainda hoje existente.):

“Por outras palavras, para quem não saiba, tratava-se da educação anarquista na Escola-oficina nº1 com métodos libertários e de educação integral. Existiu uma luta surda pelo controlo pedagógico da Escola entre os directores, na sua maioria, e excepção feita a Luís da Matta, Maçons e Republicanos, e os professores, que liderados por Adolfo Lima, com o precioso apoio de Luís da Matta, são sobretudo Anarquistas.Por modelo educativo libertário, entendemos nós, uma síntese entre os conceitos metodológicos e pedagógicos da educação nova do princípio do século, e os planos educativos de tradição socialista que vêem na educação integral uma forma de combater a desigualdade social traduzida pela existência desde sempre nos sistemas educativos ocidentais de vias profissionais por um lado, e académicas por outro. Da educação nova, os libertários aproveitarão o rigor no estudo do desenvolvimento físico e intelectual da criança e a necessidade de na base dos processos educativos existirem motivações «naturais» da criança incompatíveis com a repressão física e intelectual; da tradição socialista de educação (ver entre outros, Dietrich, 1973) os anarquistas salientarão a necessidade de os processos educativos serem o mais globais possíveis, juntando os aspectos técnicos e de aprendizagem profissional, com os aspectos científicos,artísticos e culturais característicos de uma «boa educação tradicional».”

Sobre os métodos pedagógicos da escola-oficina e a sua história – http://repositorio.ispa.pt/…/10400.12/1694/1/AP%202(3)%2032…
http://gremioestreladalva.blogspot.pt/2012/11/uma-instituicao-paramaconica-escola.html
https://www.facebook.com/escola.oficina.1/

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