Day: Janeiro 16, 2017

(20 de Janeiro de 1937) Em solidariedade com a revolução espanhola: anarquistas portugueses sabotam ministérios e empresas colaboracionistas com Franco


 

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Foi há 80 anos. Em solidariedade com a Revolução Espanhola e contra o governo e os grupos que em Portugal colaboravam com o fascismo espanhol, uma vaga de actos de sabotagem, realizada por grupos anarquistas, na noite de 20 e na madrugada de 21 de Janeiro de 1937, mostrou que era possível ir além das meras palavras de circunstância.

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(Sábado) Concentração em Lisboa contra Trump e pelo fim do patriarcado e do Estado


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Nem Trump, nem trampa: Mais presidentes não, Auto-gestão!

(Lisboa) Sábado, 21 de Janeiro, 15H, concentração junto à Embaixada dos Estados Unidos (Av. das Forças Armadas)

No sábado, dia 21 de Janeiro, realiza-se a Marcha das Mulheres em várias cidades do Mundo, pela igualdade, pela diversidade, pela justiça, pela interseccionalidade das lutas no combate às várias opressões, pela convergência das nossas comunidades de resistência, sob o mote #naosejastrump. Mas não basta que “Não sejas Trump”.

Não sejas trampas: Não sejas Presidente, não sejas Sistema, não sejas Partido, não sejas Democracia-Representativa – foi Ela que elegeu o patife – não sejas poeira-nos-olhos! Há que afrontar os agentes do cisheteropatriarcado e do capitalismo neoliberal em todas as suas mutações.

O mandato de Trump apresenta-se como uma ameaça a mulheres, queers, pessoas trans, imigrantes, pessoas não-brancas e animais não-humanas. Para além dum aumento da discriminação e do risco de crimes de ódio (visto que estas práticas encontram agora legitimação e incentivo no discurso político oficial), estes grupos correm o risco de ver retrocessos no que toca às reformas favoráveis efectuadas nos últimos anos de governação neoliberal.

O momento torna evidente a incipiência dos direitos conseguidos pelo reformismo; direitos que alguns dizem adquiridos e outros conquistados, mas que não passam de “direitos concedidos”. Porque a verdade é que, entre presidentes que vão e presidentes que vêm, as mulheres, as pessoas não-brancas, as imigrantes, as comunidades LBTQIA+ e as animais não-humanas vêem-se sempre a ter de negociar com outrem o que podem ou não podem fazer com o seu corpo. Que “liberdade” é esta, se estamos dependentes da aprovação de um grupo de políticos, ou mesmo de uma maioria, para poder decidir sobre o nosso próprio corpo e como performar/experienciar/viver nele? O estado é uma instituição cuja essência é autoritária, opressiva e cisheteropatriarcal. A sua existência assenta, e tem como objectivo garantir, o controle e a exploração dos corpos de umas em prol da acumulação de riqueza da minoria.

Há que construir e visibilizar as alternativas, que as há! É necessário que deixemos de nos preocupar apenas com as materializações isoladas da opressão e desmantelemos o status quo hierárquico que serve de pedra basilar ao sistema cisheteropatriarcal, mas sem cairmos no erro de falar a partir do lugar inexistente de um sujeito universal neutro. A resistência faz-se pela visibilidade e libertação de todas – mulheres, ciganas, queers, imigrantes, com diversidade funcional, trans, negras, putas, vacas, porcas, cabras, ratas e demais animais.

Assim, desde os nossos múltiplos lugares de enunciação, nós – as feministas, as anti-especistas, as antifa, as fufas, as bissexuais, as queers, as heteras, as não-monogâmicas, as galdérias – reivindicamos, não um novo mestre, mas a auto-determinação. Queremos e somos capazes de auto-organização, horizontalidade e cooperação!

Fascismo Não!
Autogestão!
Feminismo de estado não é solução!

MAM-Portugal e Agenda Libertária Lx

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