Month: Janeiro 2017

(vídeo) A greve geral de 18 de Janeiro de 1934


 

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Dois vídeos sobre a greve geral de 18 de Janeiro de 1934 feitos pelo jornalista Jacinto Godinho para a RTP. Mais uma vez esquece-se a dimensão nacional do protesto (*) e o foco é a Marinha Grande, onde a “sublevação” dura um par de horas, quando em Silves, Barreiro, Almada a greve é geral e prolonga-se por vários dias. Mas, em termos gerais, é uma investigação rigorosa e isenta.

“Em Agosto de 33 Salazar publica o Estatuto do Trabalho Nacional. Em Portugal acaba o sindicalismo livre, criminaliza-se o direito à greve e começa o corporativismo.

Mas os anarco-sindicalistas e os comunistas não desarmaram. Unem-se pela primeira vez numa greve geral revolucionária. O objetivo desta primeira “geringonça” é derrubar à força de bombas o regime de Salazar e Carmona.

Mas houve uma região que a PVDE descuidou nos planos da greve revolucionária – a Marinha Grande. Na região vidreira, os grevistas tomaram de assalto o posto da GNR e dos CTT. A ocupação durou poucas horas.

No rescaldo da falhada greve revolucionária a PVDE prendeu 696 pessoas só em processos relacionados com a Greve Revolucionária. A polícia política usa a tortura violenta para encontrar os responsáveis pelos atentados bombistas de 18 de Janeiro. Vários dos presos não aguentam as violências e “suicidam-se”. É o caso do militante comunista Mário Vieira Tomé que aparece morto na prisão. Neste episódio tenta-se desvendar o caso e obter pela primeira vez provas concretas de tortura na PVDE. O anarquista Jaime Rebelo corta a língua e Jaime Cortesão dedica-lhe o poema ‘Romance do Homem da Boca Fechada’ (“cortada” no site do vídeo).

Apesar das prisões em massa de 1934, o único dos movimentos anti ditadura que não teve líderes presos foi o PCP que fica solitário na oposição ao regime. A propaganda do regime concentra-se no combate ao comunismo considerado por Salazar “a grande heresia da nossa idade”. (**)

A insurreição nacional perpetrada a 18 de janeiro de 1934 resulta indiretamente de um longo processo de luta social e sindical pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, e surge especificamente como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres, por força do recém-publicado “Estatuto do Trabalho Nacional e Organização dos Sindicatos Nacionais” em setembro de 1933 pelo Estado Novo, regime responsável por milhares de vítimas, mortos em confrontos, prisões ou em situações de tortura, prisões em campos de concentração no continente, ilhas e colónias, perseguições, expulsões do país, degredos e deportações para as ilhas e colónias, semeando um rasto de terror entre várias gerações de portugueses.

Jornada de luta contra a fascização dos sindicatos e pela defesa da livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva patronal e do Estado salazarista contra os salários, o horário de trabalho de 8 horas; contra a repressão e em defesa das liberdades cívicas e políticas tinha a determiná-lo a compreensão do que o fascismo representava para os trabalhadores: privação de todas as liberdades, perseguições, prisões, torturas, assassinatos, intensificação da exploração, desemprego e miséria.

A reacção do governo salazarista à greve de 18 de Janeiro, e em particular na Marinha Grande, foi de grande violência e arbitrariedade: elevado número de prisões, despedimentos, julgamentos praticamente sumários, condenações a pesadas penas de prisão, deportações, assalto ao que restava das organizações operárias livres.

O Campo de Concentração do Tarrafal, instalado numa das piores zonas climáticas de Cabo Verde chuvas, fortes ventos, calor, água inquinada com um regime prisional inspirado no modelo nazi, assente na arbitrariedade, na violência organizada, nos trabalhos forçados, tornou-se num verdadeiro inferno para os presos antifascistas que para lá foram enviados, muitos deles participantes na greve de 18 de Janeiro”

(*) https://colectivolibertarioevora.files.wordpress.com/2014/01/textos-18-janeiro.pdf

(**) https://www.facebook.com/PORTAL.ANARQUISTA/photos/a.296793177087642.53912.296105283823098/946763515423935/?type=3&theater

Por uma Rede de Solidariedade Popular: a miséria ainda mata na zona histórica do Porto.


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Já são vários os casos de morte de pessoas sem-abrigo na área do Porto. À fome, à miséria, alia-se a morte. Para evitar que mais casos aconteçam, a Associação Terra Viva lança um apelo para a constituição de uma Rede de Solidariedade Popular, que através do voluntariado e do apoio-mútuo possam ajudar todos os que necessitam. Fica o apelo às gentes do Porto e de todo o país. Para vencer a miséria e encontrar perspectivas revolucionárias de transformação da vida e do mundo – o apoio-mútuo e a solidariedade são essenciais.
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O caso do “Toni”
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Janeiro de 2017 Antero Pina, conhecido como “Toni”, cabo-verdiano de 71 anos, ex-mineiro no Pejão e na Panasqueira, sem-abrigo (a não ser precário), andava desaparecido. desde o princípio do ano, dos locais habituais onde parava. Albergado temporariamente numa dependência da Terra Viva (associação de ecologia social ) na rua da Vitória, de que tinha a chave e onde tinha uma cama, roupa e um pequeno fogão camping-gás, esperava agora que alguns problemas se resolvessem, nomeadamente o seu possível acesso a uma pensão de reforma (já que tinha trabalhado em Portugal desde 1973 ) e a possível instalação num quarto de uma pensão na proximidade – já que o seu estado de saúde já não lhe permitia grandes caminhadas. Ultimamente só conseguia andar com a ajuda de uma “canadiana”.
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Quando no início de janeiro tentámos falar com ele na Terra Viva, já que tínhamos recebido a informação da técnica da instituição que também o apoiava (SAOM) de que finalmente tinham conseguido arranjar-lhe um quarto numa pensão, percebemos que já há alguns dias não dormia no sítio habitual e resolvemos lançar um apelo num folheto (em cima) que distribuímos para que nos pudessem informar do seu paradeiro. Também contactámos na altura as urgências dos hospitais do Porto mas não havia registada qualquer entrada em seu nome.
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Tínhamos conseguido obter-lhe o passaporte no Consulado de Cabo-Verde no Porto, tínhamos guardado o original para que não o perdesse e tínhamos-lhe passado uma fotocópia do mesmo, além de termos contactado com Cabo-Verde para que lhe enviassem um atestado de registo criminal ( o que conseguimos) sem o qual ele não poderia ter acesso aqui a medidas de apoio social a que teria direito.
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Depois de várias tentativas para o encontrar, finalmente veio a má notícia: o Antero fora entretanto encontrado caído na rua, desacordado, ferido na cabeça, e levado para a urgência do Hospital de Santo António, faleceria alguns dias depois… Como não tinha consigo na altura qualquer identificação, não nos deram qualquer informação quando lá a tentámos obter…
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Inicialmente abrigado num edifício vazio na Rua dos Caldeireiros de onde acabaria por ser despejado pelo proprietário, o Antero durante dois anos andou a deambular por aí, chegando a ter sido albergado numa pensão na Rua 31 de Janeiro – de onde foi mandado embora por ter tentado cozinhar no quarto – e não chegou a ir para a pensão do Carregal (que tinha sido contactada por nós e pelo SAOM ) porque lá “não admitiam a entrada a pretos”(…!) facto que denunciámos publicamente na altura. Neste caso a MISÉRIA teve também os nomes de RACISMO a somar ao da usual BUROCRACIA institucional…
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18 de Março 2016: O caso do Manuel Coelho
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O Manuel Coelho, antigo mineiro nas lousas em Valongo, um dos cerca de 40 “sem-abrigo” que em 2010 tinham ocupado o então abandonado e semi- arruinado “Mercado do Anjo” (onde é agora o centro comercial dos Clérigos) tinha regressado há pouco de Espanha por onde tinha tentado arranjar algum trabalho. Não o tendo conseguido, voltou ao Porto e em meados de Janeiro de 2016 abrigou-se inicialmente com outros amigos numa antiga “ilha” da Rua dos Caldeireiros, de onde acabou por sair para uma casa abandonada perto do jardim da Cordoaria. Uma noite de Março, ao passar pela garagem do centro comercial dos Clérigos teve uma discussão com um dos seguranças da “Líder” que o atacou violentamente. Em resultado disto foi parar à urgência do Hospital de Santo António onde veio a morrer das pancadas que recebera na cabeça…
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Outros casos anteriores
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De entre os “sem-abrigo” que tinham participado em 2010 na “ocupação” das ruínas do antigo Mercado do Anjo, pelo menos 3 acabaram por morrer na rua (um deles abandonado no que restava daquelas ruínas, antes das obras de renovação do local), já que os apoios sociais a que teoricamente teriam direito nunca chegaram a funcionar verdadeiramente ou a ser-lhes acessíveis. Não deveremos esquecer que grande parte destas pessoas são atingidas por hábitos de alcoolismo e de consumo de drogas- único escape que conseguem à miséria da vida que têm – e que na maioria dos casos, as instituições ditas de “solidariedade social” aqui existentes na zona histórica e central do Porto não têm pessoal profissional suficiente, preparado e à altura de lidar com este tipo de população carenciada – que necessita mais de relações de fraternidade, apoio mútuo e de compreensão do que de “bitaites”e sentenças muito “técnicas” atiradas do alto do cavalo…
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POSSÍVEIS SOLUÇÕES?…
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Para que não mais pessoas morram ao abandono pelas ruas como o “Toni”, o Manuel e tantos outros, a solução não será certamente contar apenas com VOLUNTÁRIOS… Mas TAMBÉM! Há em muitos locais, instituições, associações, grupos informais, entre os vizinhos, pessoas mais sensíveis às dores das restantes, que organizando-se, relacionando-se, como uma REDE LOCAL DE SOLIDARIEDADE POPULAR , poderão ser muito mais eficientes no apoio às demais do que algumas estruturas e organizações cujo principal objetivo parece ser mais mascarar a realidade, esconder a pobreza e servir-se dela do que servir verdadeiramente a causa dos mais pobres e necessitados.
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DAÍ ESTE COMUNICADO TRAZIDO ATÉ VÓS PARA QUE NOS POSSAM CONTACTAR E POSSAMOS EM CONJUNTO LEVAR À PRÁTICA ESTA IDEIA.
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Grupo de Trabalho Solidariedade Social da TERRA VIVA!/Terra Vivente- Associação de Ecologia Social
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Porto, 16 de Janeiro 2017
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Telem.: 961449268 / 938896091
Telef.:223324001

(20 de Janeiro de 1937) Em solidariedade com a revolução espanhola: anarquistas portugueses sabotam ministérios e empresas colaboracionistas com Franco


 

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Foi há 80 anos. Em solidariedade com a Revolução Espanhola e contra o governo e os grupos que em Portugal colaboravam com o fascismo espanhol, uma vaga de actos de sabotagem, realizada por grupos anarquistas, na noite de 20 e na madrugada de 21 de Janeiro de 1937, mostrou que era possível ir além das meras palavras de circunstância.

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(Sábado) Concentração em Lisboa contra Trump e pelo fim do patriarcado e do Estado


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Nem Trump, nem trampa: Mais presidentes não, Auto-gestão!

(Lisboa) Sábado, 21 de Janeiro, 15H, concentração junto à Embaixada dos Estados Unidos (Av. das Forças Armadas)

No sábado, dia 21 de Janeiro, realiza-se a Marcha das Mulheres em várias cidades do Mundo, pela igualdade, pela diversidade, pela justiça, pela interseccionalidade das lutas no combate às várias opressões, pela convergência das nossas comunidades de resistência, sob o mote #naosejastrump. Mas não basta que “Não sejas Trump”.

Não sejas trampas: Não sejas Presidente, não sejas Sistema, não sejas Partido, não sejas Democracia-Representativa – foi Ela que elegeu o patife – não sejas poeira-nos-olhos! Há que afrontar os agentes do cisheteropatriarcado e do capitalismo neoliberal em todas as suas mutações.

O mandato de Trump apresenta-se como uma ameaça a mulheres, queers, pessoas trans, imigrantes, pessoas não-brancas e animais não-humanas. Para além dum aumento da discriminação e do risco de crimes de ódio (visto que estas práticas encontram agora legitimação e incentivo no discurso político oficial), estes grupos correm o risco de ver retrocessos no que toca às reformas favoráveis efectuadas nos últimos anos de governação neoliberal.

O momento torna evidente a incipiência dos direitos conseguidos pelo reformismo; direitos que alguns dizem adquiridos e outros conquistados, mas que não passam de “direitos concedidos”. Porque a verdade é que, entre presidentes que vão e presidentes que vêm, as mulheres, as pessoas não-brancas, as imigrantes, as comunidades LBTQIA+ e as animais não-humanas vêem-se sempre a ter de negociar com outrem o que podem ou não podem fazer com o seu corpo. Que “liberdade” é esta, se estamos dependentes da aprovação de um grupo de políticos, ou mesmo de uma maioria, para poder decidir sobre o nosso próprio corpo e como performar/experienciar/viver nele? O estado é uma instituição cuja essência é autoritária, opressiva e cisheteropatriarcal. A sua existência assenta, e tem como objectivo garantir, o controle e a exploração dos corpos de umas em prol da acumulação de riqueza da minoria.

Há que construir e visibilizar as alternativas, que as há! É necessário que deixemos de nos preocupar apenas com as materializações isoladas da opressão e desmantelemos o status quo hierárquico que serve de pedra basilar ao sistema cisheteropatriarcal, mas sem cairmos no erro de falar a partir do lugar inexistente de um sujeito universal neutro. A resistência faz-se pela visibilidade e libertação de todas – mulheres, ciganas, queers, imigrantes, com diversidade funcional, trans, negras, putas, vacas, porcas, cabras, ratas e demais animais.

Assim, desde os nossos múltiplos lugares de enunciação, nós – as feministas, as anti-especistas, as antifa, as fufas, as bissexuais, as queers, as heteras, as não-monogâmicas, as galdérias – reivindicamos, não um novo mestre, mas a auto-determinação. Queremos e somos capazes de auto-organização, horizontalidade e cooperação!

Fascismo Não!
Autogestão!
Feminismo de estado não é solução!

MAM-Portugal e Agenda Libertária Lx

https://www.facebook.com/mamportugal/
https://www.facebook.com/agendalibertarialx/

4º Congresso dos Jornalistas Portugueses: algumas considerações


Algumas considerações sobre o 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses porque estou muito irritado com as coisas que tenho lido pela internet.

1- Ao número de pessoas que vi a reclamar acerca do mesmo, parecia-me um número suficiente para criar um congresso alternativo onde se discutissem os problemas de verdade, no jornalismo em Portugal e não só.

2- Não percebo porque estão a reclamar se desde o 1º momento, já que o acesso é condicionado logo à partida. Quem não tem 40€ para assistir/participar é considerada/o irrelevante. Também diz muito do tipo de pessoas que se quer nesse congresso. Eu não sou jornalista, mas se fosse, seria um precário e com certeza não ia desperdiçar 40€ para ouvir as grandes corporações a encherem-se de elogios e dizer disparates. Sintoma disse mesmo é a crónica do Público de hoje, onde categoricamente um pseudo-director diz que não existe crise no jornalismo e isso são tudo tretas.

3- Olhando para a lista de financiadores, provavelmente acho que me dá vontade de chorar de riso com esta tragicomédia a que se dá o nome de “Congresso de Jornalismo” para de, uma forma muito categórica, assimilar toda a categoria profissional/projectos de informação, quando na realidade a maioria das pessoas que lá estavam faz parte de uma elite mesquinha que anda a desinformar o país desde 1974! ( E aos amigos e amigas que vierem reclamar porque foram, eu sei que existem excepções).

4- Quando se quer debater os problemas inerentes à profissão de jornalista, e tudo o que daí advém, convém começarmos por fazer uma reflexão individual acerca do nosso papel ,em que continuamos a alimentar o mesmo tipo de publicações, o mesmo tipo de corporações e o mesmo tipo de noticias enviesadas desde o 1º momento.

5- De um breve relance que dei pelos painéis propostos e temas em debate, tal como as pessoas convidadas a falar, tudo boa gente! Figuras políticas, empresariais e outras que têm ligações muito duvidosas, parece-me a mim, que não percebo muito da coisa, que o debate está condicionado à partida.

6- Identificar categoricamente o que é jornalismo, como que  restringindo as categorias à media tradicional, é outra coisa que me parece muito raro, mas isto sou que sou desconfiado.

7- Espero que tod@s os presentes desfrutem do ultimo dia e que, pelo menos, quem se aproveita faça uma rede e, aí sim, organize um congresso onde se possam debater os problemas de verdade e não contos de fadas promovidos pelas grandes empresas. Eu que, não sendo jornalista, mas com muito interesse no tema, estarei presente.

Um abraço e divirtam-se!

Bruno Garrido (aqui)

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IV Congresso dos Jornalistas

1) Que outra coisa pode ser este Congresso dos Jornalistas senão, quase só, a manifestação do “quarto” do poder e dos grandes interesses, quando a sua lista de apoios e parcerias é aquela que o Congresso a decorrer no São Jorge apresenta?

Quando tem painéis com os grandes empresários da CS e com os directores dos OCS – patrões e chefias?

Quando o Congresso é inaugurado pelo PR e a promiscuidade com os políticos continua a ser o pão nosso de cada dia de grande parte da classe jornalística?

2) Tudo isto – aliado à precariedade, aos baixos salários, ao controlo da CS – faz com que o jornalismo seja cada vez menos o “quarto poder” e cada vez mais o “quarto” do poder e dos interesses instalados (empresariais, económicos, políticos, de lobby…).

3) Por isso, também, cada vez é mais importante a comunicação crítica e alternativa que urge construir, à margem dos grandes interesses económicos e políticos.

aqui: https://www.facebook.com/PORTAL.ANARQUISTA/photos/a.296793177087642.53912.296105283823098/944414355658851/?type=3&theater

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(opinião) Uma palavra anarquista sobre Mário Soares


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Este texto foi-nos enviado para publicação por um companheiro que assina com um pseudónimo. É um texto (eventualmente polémico) que traça dois momentos em que os libertários e Mário Soares estiveram próximos: no combate contra o fascismo e, mais tarde, no repúdio a quaisquer tentativas de, no pós 25 de Abril de 1974, se regressar a um tempo de limitação da liberdade de associação e de expressão – como foi, por exemplo, a lei de unicidade sindical, destinada a proteger a CGTP como única Central Sindical, na altura já totalmente controlada pelo PCP. (*)

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(nova edição) Jornal ‘MAPA’ (15) já nas ruas!


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#Altpt Jornal Mapa (nº15 Janeiro-Março 2017)

Portos, Petroleiros e Metaneiros: entre as greves dos pescadores contra a poluição em Sines nos anos 80; o 14º aniversário da catástrofe do Prestige ao largo da Galiza e o desenvolvimento da actual economia dos combustíveis não-convencionais | A luta dos imigrantes, as consequências da agroindústria: escravatura e degradação ambiental | e a agricultura bio como alternativa ao produtivismo capitalista | A resistência dos índios Sioux contra o Dakota Access PipeLine | José Afonso: poeta, andarilho e cantor | Salvar Doñana | Terrorismo:os suspeitos do costume | A história do arame farpado | Carta ao meu vizinho que fez a guerra colonial | …

A começar a circular nos locais habituais –https://goo.gl/Jx5wF4 – e seguir para os assinantes que apoiam este jornal de informação critíca |http://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/

Para ler em PDF nºs. antigos: http://www.jornalmapa.pt/ler-o-mapa-em-pdf/

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A Luta de Libertação Curda | Ciclo de Conversas + Assembleia + criação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão


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#AltPT A Luta de Libertação | Ciclo de Conversas + Assembleia
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SETÚBAL – 18 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadî Madrid e Nesrin Usif
Local: Espaço Maquis Largo António Joaquim Correia n. 13 (Largo da Palmeira), Fonte Nova
COIMBRA – 19 de Janeiro às 16h – Documentário + Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: República Ninho Dos Matulões [Rua Infanta D.Tereza 29b Celas]
PORTO – 20 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Gato Vadio [Rua do Rosário nº281]
LISBOA – 21 de Janeiro às 16h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Casa da Achada – Centro Mário Dionísio[Rua da Achada, 11, R/C]
LISBOA – 22 de Janeiro às 15h – Assembleia de fundação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão
Local: Grupo Excursionista e Recreativo Os Amigos do Minho [R. do Benformoso 244, 1100-395 Lisboa]

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(memória libertária) José Negrão Buísel (1875-1954), um anarquista de Portimão


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José Negrão Buísel é uma das referências do anarquismo no Algarve. Professor, seguidor das ideias pedagógicas libertárias da escola Moderna de Francisco Ferrer, esteve ligado à Federação Anarquista do Sul e posteriormente à CGT. Preso por diversas vezes, o seu nome foi atribuído, após o 25 de Abril de 1974, a um estabelecimento de ensino e a uma rua de Portimão.

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(pedagogia libertária) Vídeo sobre a ‘Escola Moderna’ com legendas em português


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O documentário ‘Viva a Escola Moderna’, narra a aventura pessoal e educacional empreendida pelo pedagogo anarquista Francisco Ferrer y Guardia, no começo do século XX, para fundar a Escola Moderna de Barcelona, uma escola em que o respeito à vontade e aos direitos das crianças eram o centro do processo educativo.
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Através de imagens actuais e de arquivo, o documentário reconstrói a vida de Francisco Ferrer y Guardia, a sua formação ideológica, a construção das bases para a criação da escola, laica e racional, e os diversos embates que teve de afrontar para levar adiante a sua obra pedagógica.
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As legendas em português foram feitas pela Biblioteca Terra Livre.