(comunicado da associação ecologista TERRA VIVA!) COM TRUMP E ALMARAZ TRINTA ANOS PARA TRÁS!


alamaraz
COM TRUMP E ALMARAZ TRINTA ANOS PARA TRÁS!

À primeira vista que tem a ver o caporal Trump com Almaraz, perto da fronteira portuguesa, com a sua central nuclear obsoleta e o plano de construção de um centro de recuperação de resíduos nucleares? À primeira vista, para quem esteja desprevenido, decerto, nada… Mas realmente  tem!  Mais que não fosse como sinal dos tempos actuais, sinal de que os do “oh tempo volta p´ra trás”, todos eles estão aí de novo (realmente nunca deixaram de estar…), dos racistas e militaristas mais empedernidos aos nuclearistas e anti-ecologistas mais cegos (pelo poder fascinante do dinheiro, do capital, afinal do PODER, sobre o planeta Terra e sobre a maioria da Humanidade).  Tempos de alguma confusão, não admira pois, que algumas gentes desejosas de pescar  em poluídas águas turvas, venham de novo a terreiro…

O facto de a “recuperação” ou “reciclagem” dos resíduos nucleares das várias centrais nucleares pela Europa e pelo mundo fora, nada ter de “pacífico” (mas haverá nuclear “pacífico”?…) e ter como objectivo principal o fabrico de PLUTÓNIO para as ogivas das bombas atómicas dos vários exércitos que adoptam esse tipo de armamento, pode-nos dar uma pequena ideia da ligação entre os interesses nuclearistas e armamentistas à escala mundial. Os resíduos nucleares uma vez transformados em plutónio constituem assim uma autêntica mina de ouro para os promotores da indústria nuclear, que naturalmente fornecerão os governos mais agressivos militarmente. Não são úteis é a causa da Paz e da Liberdade dos povos!…

E isto para além de cada central nuclear (em Espanha, no resto da Europa e no mundo) constituir por si só um perigo latente para as populações -lembremos THREE MILES ISLANDS, nos EUA-1979, CHERNOBIL , na Ucrânia-1986, TOKAIMURA, no Japão-1999, entre tantos outros…

Em Portugal, nos anos 80, por pressão das populações, de activistas libertári@s e anti nucleares (nos quais a Terra Viva se incluiu!) e da comunidade científica, a “opção nuclear” do “PEN” (Plano Energético Nacional), através do qual o/s governo/s de então pretendiam a construção de pelo menos 3 centrais nucleares em Portugal) foi rejeitada. Entretanto até meados dos anos 90, o perigo de o governo espanhol pretender construir um depósito de resíduos nucleares em Aldeadávila, às portas do Douro, mobilizou as populações e o movimento anti-nuclear dos dois lados da fronteira e o projecto foi suspenso.   Agora, de novo ALMARAZ …como há cerca de 30 anos , mas pior – pois além do funcionamento da central nuclear existente, já para além do prazo previsto, ainda se adiciona o projecto da central de recuperação de lixo nuclear.

Num momento em que a administração Trump move uma guerra suicida (suicida para a Humanidade, se calhar para ele não…) contra tudo quanto toca à mais básica defesa ambiental, desde as medidas para travar as alterações climáticas planetárias, à contaminante continuação da exploração petrolífera em grande escala, pondo assim em causa a própria preservação da espécie humana (para além de todo o desprezo demonstrado pelos mais elementares “Direitos Humanos”), a permanência e o desenvolvimento da indústria nuclear aqui ao lado, em Almaraz, ou no resto do mundo, embandeira em arco com as tendências belicistas e ecocidas do “führer” Trump do outro lado do Atlântico.

Com efeito já não é possível, ao contrário do que defendem alguns “amigos do ambiente”, separar as ameaças que pairam ao nível local como ao global sobre o planeta e a sua população, da gula das grandes empresas e dos seus gestores, do CAPITAL internacional e dos chefetes ao seu  serviço nos vários Estados, que encaram o planeta como uma vulgar “fonte de recursos económicos” (dele$) e a humanidade como fonte de recursos humanos e de mão de obra barata (também dele$).

Razão tinham os índios norte-americanos quando diziam:  “Quando o último rio secar, quando o último peixe e o último animal se forem, dareis conta que não se pode comer dinheiro”…

E é por isso que hoje, como há trinta ou quarenta anos atrás, A RESISTENCIA DOS POVOS, aqui e no mundo inteiro está na ordem do dia, das novas às mais antigas gerações de activistas.

O planeta Terra e a humanidade, na sua maravilhosa diversidade, são belas demais para que alguns chalados se permitam destruí-las.

Os Trumps e outros “trampas”, os Almarazes e o CAPITALISMO -a “coisa” mais anti-ecológica que há – NÃO PASSARÃO!

A RESISTÊNCIA dos Povos do mundo está na ordem do dia! ACTIVÊMO-NOS!
De novo: “MAIS VALE HOJE ACTIV@S QUE AMANHÃ RADIOCTIV@S!”.

Grupo  de Trabalho INTERVENÇÂO SOCIAL da
TERRA VIVA!/Terra Vivente – Associação de Ecologia Social
Porto, 3 de Fevereiro 2017

*

(nota à margem):

Estranhamente – ou talvez não!..- vemos como figura conferencista, numa conferência que a associação “Campo Aberto”, do Porto, organiza neste fim de semana em Lisboa, sobre Almaraz e as ameaças de contaminação radioactiva do Tejo, um tal senhor Elóy, da antiga associação “Amigos da Terra”, de Lisboa.Cremos que este senhor é o mesmo (estaremos enganados?…) que há uns poucos anos, nas páginas do “Diário de Notícias”, insultava  de “terroristas” e criminosos os jovens da associação ecologista GAIA por, durante um campo de trabalho internacional, terem eliminado uma plantação de contaminante milho transgénico, algures no Alentejo, depois de terem oferecido ao proprietário uma quantidade equivalente de milho NÃO transgénico.
Aliás este senhor Elóy será o mesmo que em 1981, no acampamento de protesto em Miranda do Douro contra a então projectada Central Nuclear de Sayago, às portas do Douro, teve um ataque de histeria e insultou jovens libertários portugueses e espanhóis que se juntaram ao protesto, berrando  “elles são anarquistas! Não são ecologistas!…”.
Se é o mesmo, este senhor, fazendo o papel de “pacífico amigo da erva” – como diria um velho amigo nosso falecido há pouco, o Júlio Carrapato – tenta assim conferir aos libertários uma imagem de “perturbadores da ordem pública” e de “ferrabrazes” e a si próprio o papel de pacífico “anho ambiental”…  Provavelmente  preferirá nada saber do que foram as lutas populares – onde também malta libertária participou – nos anos 80 e 90, contra a pretendida eucaliptização em Valpaços e Aboboreira, ou contra a então projectada central de recuperação de resíduos nucleares de Aldeadávila, ou tantas outras lutas populares por motivos sociais e ecológicos, também nesse período…
Para além de esta iniciativa da Campo Aberto ser em Lisboa e não estarmos em maré de abundância monetária para podermos participar naquela conferência, vindos do Porto, confesse-se que a presença daquele senhor Elóy ao lado dos demais doutos activistas anti-nucleares, tira-nos o apetite para lá podermos meter a colherada…apesar do convite que a Campo Aberto também nos endereçou na semana passada.
Oportunamente voltaremos a este temas, que se nos afiguram mais que pertinentes na época actual – como o foram nos anos 80 e 90 quando outras ameaças nucleares surgiram por cá.  E abriremos também os nossos arquivos históricos sobre estas questões. Possivelmente tornam-se de novo pertinentes também muitos dos textos de Afonso Cautela – um dos pioneiros da intervenção social e ecológica dessa época .
– nota da responsabilidade de J.A.Paiva da Terra Viva!AES )

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