Dia: Março 7, 2017

COMUNICADO CEL-Lisboa: Sobre o Cancelamento do Evento da ‘Nova Portugalidade’ na FCSH-UNL


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Dia 7 de março iria ter lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa um evento do proto-núcleo ‘Nova Portugalidade’, grupo que exalta o colonialismo e refere-se ao 25 de Abril como “trágico equívoco”, com o convidado Jaime Nogueira Pinto, “académico e politólogo” que não esconde a sua paixão por Salazar. Este combo para um debate sobre “Populismo ou democracia: Brexit, Trump, e Le Pen”, um debate de só uma visão, e a que mais convém a estas personagens.

Infelizmente vivemos em tempos em que a irresponsabilidade e a traição da esquerda eleitoral à classe trabalhadora que supostamente representavam, criaram um mar de curiosidade sobre os discursos da direita populista que atraem aqueles que se vêem mais desprezados e sem prioridade nas agendas políticas. O português comum estranha assim o desconhecido. Um desconhecido que ganhou mais importância na esfera pública que os seus também legítimos dilemas. Mas o português já foi grande, não foi? Quando se enviava jovens para a Guerra Colonial, quando a pobreza e o analfabetismo eram gritantes, quando o direito à greve era proibido e portanto tinham de contar com a boa vontade do patrão… malditos comunas. Ou talvez não tenha sido aí, lá mais atrás, quando havia reis e escravizávamos povos para enriquecer os cofres do Império, só se esquecem que o português comum dessa época também se via bem condenado. Assim se vê o tipo de narrativa lançado pelos organizadores deste evento, e pelos mesmos da sua linha política, que pretendem dar uma impressão falsa do passado como um tempo inteiramente positivo e melhor do que os dias de hoje.

Ao mesmo tempo que pregam falsidades históricas, inventam também falsidades políticas. Logo que a sala do evento lhes foi retirada, exclamaram ser um acto de horrível censura feito pelos malvados esquerdistas da AEFCSH, que odeiam a liberdade de expressão e desejam subjugar todos à sua ideologia… Pura mentira do mais alto nível. No entanto, não há-de ser surpreendente para aqueles que já conhecem estes grupos que eles tenham de recorrer a métodos desonestos para espalhar as suas ideias. Não ocorreu qualquer acto de censura. Apenas lhes foi negada uma sala, e nem sequer foi pela Direcção da AEFCSH, mas sim por uma RGA, que, já agora, para os esquecidos, é uma reunião aberta onde qualquer estudante pode participar. Ou talvez não estejam esquecidos, tendo em conta que o hábito da participação em reuniões de massas não faz parte da tradição destes patriotas; por muito que não gostem da Hillary Clinton, preferem os jantares de elite.

Enfim, os organizadores do evento podem realizá-lo onde melhor desejarem. Apenas não lhes foi concedida uma sala PELAS E PELOS PRÓPRIOS ESTUDANTES DA FACULDADE. Tamanha a hipocrisia destes indivíduos que apelam aos “democratas” para os apoiarem, e ao mesmo tempo são incapazes de respeitar o processo democrático! Desejam agora ir contra a vontade democrática, que se expressou contra eles, e tentar fazer o seu evento contra os desejos do resto das e dos estudantes da faculdade. Assim se vê o respeito que têm pelos seus colegas, e pela democracia em geral.

Ainda para mais, apelam à denúncia do “ambiente de medo e repressão”. Eis o seu pensamento acerca da liberdade de expressão que afirmam defender: quando vai a seu favor, é uma coisa fantástica, mas quando vai contra eles, é um “ambiente de medo e repressão”. Será claro para todos que estes indivíduos não possuem quaisquer princípios. Qualquer fala de “liberdade de expressão” vinda deles não passa de mera ferramenta propagandística. Tomara que eles fossem de facto defensores daquilo que afirmam. Caso assim fosse, não teriam problemas em aceitar que houvesse pessoas contra eles.

Para melhor se vitimizarem, espalham uma suposta ameaça de violência, da qual não há qualquer prova ou confirmação da sua iminência, e que ao contrário do que algumas almas reaccionárias andam para aí a murmurar, nunca se sugeriu em RGA, da qual existe ata e gravação.

No final do seu texto, a ‘Nova Portugalidade’ admite por fim a quem as suas acusações são dirigidas. Não é à Direcção da AEFCSH, mas sim a “parte da massa estudantil da FCSH”, ou seja “a parte que discorda connosco e expressa livremente as suas opiniões contra nós”, confirmando o seu desdém pela vontade democrática das e dos seus colegas, assim como todas as acusações que lhes foram aqui feitas.

Pensamos que houve uma clara falha estratégica no bloqueio deste evento que já tinha reserva de sala, e era previsível que a tentativa de a cancelar fosse apenas atiçar estes renegados que precisam tanto de se fazer de vítimas e deitar umas lágrimas de crocodilo para atrair a comunicação social. Parece até que estava planeado. Resta-nos zelar para que tal não volte a suceder, e sensibilizar aquelas e aqueles que ainda caem nestes choradinhos.

O Núcleo Universitário do Coletivo Estudantil Libertário de Lisboa

aqui: https://www.facebook.com/colestlib/photos/a.966188940072393.1073741828.951731221518165/1458537440837538/?type=3&theater

(Colômbia) Grupo anarquista ocupa edifício universitário e apela à resistência estudantil e popular


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Na tarde de 1 de Março, o grupo clandestino “Anarquistas ao Combate” ocupou o edíficio P da Universidade Pedagógica Nacional (UPN) na cidade de Bogotá, Colômbia, fazendo um apelo à comunidade estudantil a retomar os processos de autonomia e rebeldia nas discussões e práticas estudantis dentro e fora da instituição. Os militantes encapuçados pintaram algumas palavras de ordem nas paredes do edifício e repudiaram taxativamente os mais de 120 assassinatos de líderes comunitários e defensores dos Direitos Humanos apenas em 14 meses em todo o território nacional, especificamente num contexto que mediatiza a paz, esquecendo os graves – e cobardes – atentados paramilitares contra os lutadores sociais.

No passado dia 23 de Fevereiro organizou-se o “Festival pela Rebeldia e Memória”, na Praça Darío Betancourt, que pretendia fortalecer o imaginário estudantil sobre as arremetidas policiais contra os estudantes organizados na UNP e, pela sua vez, servindo como uma actividade preparatória da marcha nacional contra o recente Código Policial aprovado no início de 2017. Quando se realizava este Festival, uma helicóptero sobrevoou a universidade a apenas alguns metros de altura.

aqui: http://rupturacolectiva.com/grupo-clandestino-anarquistas-al-combate-hace-un-llamado-a-luchar-por-la-autonomia-en-colombia/

(Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal…) #8M Não Me Calo!


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#NiUnaMenos #VivasNosQueremos– Paralisação Internacional de Mulheres, concentração #8M Não Me Calo! | International Women’s Strike

Sob o mote “ Não me calo, nem trabalho – Basta!”, para amanhã, 8 de Março, está convocada uma paralisação internacional de Mulheres a nível mundial. Neste momento mulheres de mais de 49 países vão parar e sair á rua em protesto contra a violência machista, a opressão e exploração de que são alvo, e as desigualdades que afetam milhões de mulheres em todo o mundo.

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Em #Lisboa, Rossio, 18H

“Nós, mulheres, fazemos greve e saímos à rua em todo o mundo! Fomos milhões na Marcha Global Anti-Trump e no dia Internacional da Mulher seremos muito mais! Unimo-nos às companheiras dos mais de 30 países que já aderiram a International Women’s strike / Paro Internacional de Mujeres. Dia 8 saímos à rua!” Dizem as mulheres de diferentes colectivos feministas de Lisboa que conjuntamente foram a rede 8 de Março que afirmam querer “deixar de ser o resultado de uma educação machista, racista e competitiva. Para isso juntamos lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto para ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.” Evento de Lisboa | http://bit.ly/2mctiMc

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No #Porto, Tridade, 18 H

Dia 8 de Março de 2017, as mulheres mobilizam-se por todo o mundo. Unidas protestamos contra o avanço do conservadorismo.
É dia de marcha contra a misoginia, o machismo e todas as formas de violência de género, tais como a violação, a violência doméstica, o racismo, a transfobia e a lesbofobia.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 1909 nos Estados Unidos, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. Muita luta ocorreu desde então e o dia 8 de Março é celebrado como o dia internacional das mulheres, não para enaltecer a beleza e graça femininas, mas para se afirmar como um dia de luta das mulheres trabalhadoras pelo reconhecimento dos seus direitos à igualdade de condições sociais, que incluem trabalho, remuneração digna, e muito mais.
Por essas razões, o Festival Feminista do Porto apela a todas as pessoas, colectivos e associações que se revêem nestas lutas que se juntem à Arruada Feminista, para abanarmos as ruas do Porto em solidariedade com todas a vítimas e resistentes do patriarcado!
Aqui estamos para dar vivas a todas as invisíveis que carregam este mundo. Às mulheres. Às que lutam para ter comida na mesa. Às mães solteiras. Às negras. Às que sobreviveram à violência dos homens. Às que não sobreviveram. Às que são invadidas pelo racismo. Às mutiladas. Às presas. Às pessoas trans. Às putas. Às gordas. Às peludas. Às fufas. Às histéricas. Às que resistem e a todas aquelas que são vítimas do patriarcado.
Este 8 de Março de 2017, seguimos nas ruas pelos nossos direitos! Nem um passo atrás!
Saudações feministas, Festival Feminista do Porto”|
Evento no Porto:  https://www.facebook.com/events/1872243156385989/

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Em #Coimbra, Praça 8 de Maio, 15H,30

A Assembleia Feminista de Coimbra “apela à PARALISAÇÃO das mulheres enquanto acto de mobilização e reivindicação feminista. Neste 8 de Março, fazem greve e vamos paralisar todas as nossas actividades dentro e fora de casa, remuneradas e não remuneradas, como forma de luta e mobilização, porque sobre nós, mulheres – sobretudo as negras e as migrantes – recai um sem número de trabalhos e actividades invisibilizadas e desvalorizadas. Recusamos a precariedade imposta pelo sistema neo-liberal: dos nossos salários, perspectivas laborais e, acima de tudo, dos nossos tempos de vida e afetos. Apelamos a que todas as mulheres, a partir dos seus territórios e das suas práticas, se juntem a nós este 8 de Março – na insurgência contra este sistema patriarcal e capitalista que arruína as nossas vidas! A solidariedade é a nossa força! “| Evento em Coimbra | http://bit.ly/2mOW8G9

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Em #Setúbal, Largo da Fonte Nova, 17h,30

O “Projeto SIGA, através da iniciativa voluntária da Vanessa Amorim e do João Santos, adere à iniciativa internacional 8M – International Women’s Strike/ Paralisação Internacional das Mulheres Concentração 8M Não Me Calo! Em Setúbal queremos assinalar este dia, queremos sair à rua, mulheres e homens, reivindicando a igualdade. Não nos calamos! “ Evento em Setúbal | http://bit.ly/2mfKMtb

Mais informações | Assembleia Feminista Lisboa ; Assembleia Feminista de Coimbra ; 8M Portugal ; Rede 8 de Março; Festival Feminista do Porto

aqui (com acrescento do evento no Porto): Guilhotina.info

No 8 de Março não nos mandem flores…


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NÓS, mulheres feministas, lésbikas, negras, indígenas, camponesas, urbanas, migrantes, não queremos ser homenageadas no dia 8 de março. O ano tem 365 dias, todos eles patriarcais e opressivos.

NÓS não queremos igualdade.

IGUALDADE COM O QUÊ? Com os homens burgueses condenados à arrogância, à eficiência máxima e à concorrência quotidiana? Com os homens trabalhadores, condenados à reprodução de um sistema que os explora quotidianamente?

IGUALDADE dentro do sistema patriarcal capitalista é se submeter à miséria económica e à mediocridade existencial.

NÓS QUEREMOS OUTRA COISA. Queremos uma transformação radical da sociedade. Queremos destruir o estado capitalista, queremos o fim da propriedade privada dos corpos e das mentes. Queremos o fim do trabalho alienado. Queremos o fim do sexo sem prazer dentro das cadeias da heteromonogamia obrigatória. Temos consciência de que a socialização dos meios de produção não determina o fim da opressão das mulheres. A ideologia do patriarcado sobrevive às mudanças económicas e retorna sobre nós ainda mais virulenta!

NÓS NÃO QUEREMOS SER INCLUÍDAS. Inclusão em quê?

Neste sistema que nos designou a função de servir os homens, que nos restringiu à função de procriadoras e amamentadoras da infância, de cuidadoras das crianças e de reprodutoras da ideologia vigente?

Mas hoje não é diferente?? Não! Rejeitamos veementemente a inclusão através da ocupação de cargos político-partidários ou como empresárias de sucesso. A maior parte das mulheres que ocupam lugares de destaque dentro dos parâmetros convencionais não fazem nada diferente dos homens justamente porque se incluem em um estrutura pré-existente. Elas não representam a nossa luta libertária!

Nós somos as que ao longo dos séculos de opressão, nos rebelamos contra esse estado de coisas. Somos as lutadoras que foram invisibilizadas pela história escrita pelos opressores. Somos as que foram e são jogadas nas fogueiras de tantas inquisições. Somos as vítimas de estupros corretivos, as assassinadas pelo facto único de sermos mulheres que desejam fugir do seu lugar designado.

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Por tudo isso é que lutamos com todas as nossas forças contra o fundamentalismo religioso que, a partir de uma visão fanática e metafísica de sociedade, obriga as mulheres pobres a abortar clandestinamente com todas as consequências muito bem conhecidas. Não queremos um país dominado pela bancada religiosa, nem pela bancada ruralista, queremos um país sem bancadas, queremos um mundo sem fronteiras.

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NESTE 8 DE MARÇO chamamos à luta! A luta de todas as almas e corpos antipatriarcais. Uma luta quotidiana e autónoma que transite continuamente do pessoal ao político, entre a destruição e a invenção. Para o surgimento de uma sociedade sem estado, sem deus, sem patrão, sem marido nem partido!

Mulheres Rebeldes
Mulheres Livres
Bruxas Arteiras
Corpos em revolta

aqui (com adaptações): https://efalac.wordpress.com/2012/03/05/8-de-marco-em-porto-alegre/

mujereslibresZGZ