Europa: o regresso da pena de morte


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Com o surto do chamado terrorismo islâmico de “baixa intensidade” em varias capitais europeias, em que os instrumentos de ataque são carrinhas que abalroam transeuntes, os Estados europeus suspenderam a pena de morte e deram autorização às polícias para primeiro dispararem e depois perguntarem.

Nesta leva, que ameaça o regresso à lei da selva, os suspeitos – só por o serem – são abatidos e executados sem mais. Em Espanha o alegado condutor da carrinha nas Ramblas, ao fim de quatro dias, desarmado, sozinho, extenuado e perdido entre vinhas e vinhedos foi simplesmente executado – sem acusação, sem julgamento, sem nada.  O mesmo aconteceu a um português em França, deficiente mental, que foi executado com 20 balas.

O Estado – todos eles – e a polícia andam exultantes. Á margem da lei e do direito já podem disparar e executar quem quiserem – sem que nenhuma voz se levante e diga o que é urgente dizer: cada vez mais este terrorismo se parece a um serventuário dos regimes ocidentais que lucram duplamente com a venda de armas a países como a Arábia Saudita (a mãe de todos os terrorismos islamistas) e com a securitização que hoje se verifica por toda a Europa, em que a polícia e as forças de segurança têm poderes desmedidos, muitas vezes à margem da lei, através de medidas excepcionais, em detrimento das liberdades e direitos individuais e comunitários que são, regra geral, simplesmente ignorados.

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