Dia: Novembro 15, 2018

(Nov. 1918- Nov. 2018) Cem anos da greve geral contra a guerra, o sidonismo e a carestia de vida que teve um dos seus epicentros em Vale de Santiago (Odemira)


Capturar2

aqui

Em 1918, a União Operária Nacional convoca uma greve geral para o dia 18 de Novembro. A guerra, a carestia de vida e a escassez alimentar tornavam a vida dos trabalhadores num inferno. De forma a reagir contra esta situação de agravamento do dia-a-dia dos trabalhadores portugueses a central sindical, em que predominavam os sindicatos e associações de classe anarquistas e sindicalistas revolucionários, decide juntar as diversas reivindicações sectoriais e avançar para uma greve geral que, no entanto, resultou num fracasso, ainda que com resultados diferentes conforme as regiões do país.

As causas para este fracasso prendem-se essencialmente, segundo os historiadores, com o anúncio do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial, assinado a 11 de Novembro, poucos dias antes do início da greve; à pneumónica, que grassava por todo o país; e à forte repressão que os sindicalistas da UON sofriam na pele por parte das leis celeradas e anti-operárias do governo de Sidónio Pais e que conduziu até ao assassinato de trabalhadores em Montemor-o-Novo e Alpiarça quando participavam em comícios de protesto.(1)

O movimento grevista teve, entre outros sectores de todo o país, especial impacto entre os rurais do Alentejo e os ferroviários de Sul e Sueste. Em Évora a greve durou 8 dias. Em Odemira e no Vale de Santiago a repressão foi especialmente dura, com deportações de rurais para a África. Foram fuzilados trabalhadores na Moita e em Portimão. (2)

(mais…)