8 de Março, dia internacional de combate e luta da mulher trabalhadora: greve e concentrações em Portugal


dia da mulher

aqui

Amanhã, um pouco por todo o mundo, assinala-se o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, que muitos pretendem que seja apenas mais um dia amarelo, de conformismo e de aceitação do status quo. Para os anarquistas e anti-autoritários em geral, pelo contrário, este deve ser um dia de afirmação e luta. De afirmação de direitos, sejam eles de igualdade, sejam eles de diferença. O direito a sermos tratadas como iguais, e o direito a assumirmos as diferenças que quisermos.

Tal como desde sempre a luta das mulheres é imprescindível, seja nos locais de trabalho, seja nos bairros, seja no movimento associativo, seja nos espaços familiares e de convívio. Por isso, os sectores mais combativos dos diversos movimentos de mulheres, invocando o carácter internacional do Dia da Mulher Trabalhadora, convocaram para este 8 de Março greves ao trabalho, ao consumo e aos cuidados.

No Estado espanhol os sindicatos anarcosindicalistas da CNT, CGT e Solidaridad Obrera marcaram greves gerais para o 8 de Março.

Em Portugal, secundando este movimento, cinco sindicatos independentes convocaram também greves para este dia (ver quadro abaixo).

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Também vários colectivos libertários em Portugal apelaram à participação nas manifestações convocadas para este 8 de Março em várias cidades, nomeadamente em Lisboa, Porto e Coimbra, como é o caso da RELL – Resistência Estudantil Luta e Liberdade, com núcleos nessas cidades.

Também a partir do Portal Anarquista apelamos a todas as companheiras e companheiros que participem de forma empenhada nas manifestações e paralizações marcada para esta sexta-feira, dando-lhes um conteúdo de luta e de afirmação anti-autoritária, no sentido em que o faz a Assembleia Feminista de Coimbra quando, no seu manifesto para este 8 de Março intitulado: “8M: Nem partido, Nem marido”, refere:

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“No dia 8 de Março, dia internacional das mulheres e da greve feminista, vamos invadir as ruas de Coimbra, e de centenas de cidades no mundo. Um dia de greve e de luta, de sororidade e de independência, para conjugar em muitas maneiras a força das mulheres que lutam e a mesma vontade de acabar com a violência e a opressão patriarcal.

Em vários sítios do mundo, seremos mulheres trabalhadoras e desempregadas, cis e trans, jovens e idosas; mulheres com diversidades funcionais; mulheres que são diariamente exploradas pelo capitalismo e que lutam para decidir livremente sobre o próprio corpo; somos lésbicas, negras, indígenas, antifascistas, trabalhadoras do sexo, estudantes ou empregadas domésticas: somos mulheres que marcham uma ao lado da outra, e nenhuma solta a mão de nenhuma.

“É dentro das nossas diferenças que somos igualmente mais poderosas, e mais vulneráveis”: esse sempre foi o espírito com o qual cruzamos as ruas da nossa cidade nos últimos anos, tratando de manter a riqueza das lutas das mulheres no mundo, lutas independentes e variadas, que sempre são muito mais do que é possível traduzir nas categorias clássicas das organizações políticas – sejam partidos ou sindicatos.

Neste 8M, estamos há quase um ano sem justiça pela execução de Marielle Franco, feminista periférica, lésbica e negra no Brasil, assim como tantas outras mulheres em luta assassinadas pelo mundo. Em Portugal, desde o início do ano, já foram vítimas de femicídio dez mulheres e uma criança. Recentemente, e mais uma vez, o Juíz Neto de Moura protege os agressores machistas, retirando a pulseira eletrónica a um deles, por considerar que a violência exercida (rebentamento de um tímpano da vítima com um soco) não justificava uma pena tão pesada. Ainda, numa tentativa de a justiça machista lavar a sua imagem, a organização sindical de juízes organiza um workshop de maquilhagem, para assinalar o dia 8 de Março, recorrendo a técnicas desesperadas de purple washing.

Diante do panorama global de fortalecimento dos racismos, fascismos, LGBTQ+fobia, machismo, xenofobia e outras formas de violências que sofremos, achamos ainda mais importante assumir o desafio da multiplicidade que as lutas feministas nos propõem. Se hoje existe uma possibilidade real de combater os fascismos, esta possibilidade está nas lutas independentes e radicais das mulheres. “ (aqui)

Convocatórias:

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RELL-Coimbra

17 h

#8M #Coimbra
Chamado para um 8 de Março combativo e não comemorativo.

Vemo-nos na Praça da República:
16H – Aquecimento Batucada 
17H30 – Concentração

Fotos nos arredores da Faculdade de Economia e Faculdade de Medicina

Avante a luta da mulher trabalhadora e estudante! Avante a greve de mulheres!

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RELL-Porto

18 h

#8M #Porto Convocamos todas e todos os de baixo para um 8 de Março combativo, não comemorativo! A manifestação no Porto terá início às 18:30 na Praça dos Poveiros!

Avante à luta da mulher trabalhadora e estudante!

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Em Lisboa e no resto do país:

Estamos todas convocadas para a MANIFESTAÇÃO do dia internacional das Mulheres!

A 8 de Março, mulheres em todo o mundo levantam-se em defesa dos seus direitos e mobilizam-se contra a violência, a desigualdade e os preconceitos. Somos mais de 30 coletivos, associações, sindicatos e organizações políticas a convocar o 8 de Março 2019 em Portugal.
Saímos à rua para reinvindicar: VIVAS, LIVRES E UNIDAS.
Basta de desigualdade entre mulheres e homens no trabalho, em casa, no espaço público, nas escolas e universidades. Basta de mulheres assassinadas vítimas de violência de género.

As violências que sofremos são múltiplas, por isso a Greve que convocamos também o é.

No dia 8 de Março faremos greve ao trabalho assalariado, ao trabalho doméstico e à prestação de cuidados, ao consumo de bens e serviços e greve estudantil.

No dia 8 de Março, as manifestações decorrem em 13 cidades do País: Albufeira, Amarante, Aveiro, Braga, Chaves, Coimbra, Covilhã, Fundão, Lisboa, Porto, São Miguel, Viseu e Vila Real!

Se as mulheres param, o mundo para!

VIVAS, LIVRES E UNIDAS.

MANIFESTAÇÕES POR CIDADES ///

ALBUFEIRA /// Praça dos Pescadores – 18h

AMARANTE /// Largo de S. Gonçalo – 17h

AVEIRO /// Praça Dr Joaquim de Melo Freitas – 18h

BRAGA /// Avenida Central – 18h

CHAVES /// Ponte Romana – 19h

COIMBRA /// Praça da República – 17h30

COVILHÃ /// Jardim Público – 17h

FUNDÃO /// Praça do Município – 10h15

LISBOA /// Praça do Comércio – 17h30PORTO /// Praça dos Poveiros – 18h30

SÃO MIGUEL – PONTA DELGADA /// Portas da Cidade – 16h30

VISEU /// Jardim Tomás Ribeiro, no Rossio – 17h

VILA REAL /// frente ao tribunal judicial – 17h30

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