Dia: Março 14, 2019

AMANHÃ, REVISTA ANARQUISTA DO PRINCIPIO DO SÉCULO


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http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Amanha/Amanha.htm

AMANHÃ – “Revista popular de orientação racional dirigida por Grácio Ramos
e Pinto Quartim em Lisboa, de 1 de Junho a 15 de Agosto de 1909, seis
números. Periódico anarquista, foca temas de actualidade na época: faz a
apologia do amor livre, do divórcio, da pedagogia libertária, do ateísmo e da
nova ortografia. Apresenta artigos de grande qualidade.

Eis um excerto do editorial: «Quem somos? Somos os precursores do futuro,
os precursores do amanhã. O que queremos? Queremos pão, liberdade,
ciência e bem-estar para todos os que compõem a família humana. Queremos
que a cada indivíduo assegurado seja o seu máximo de felicidade.» Noutro
passo, afirma-se nomeadamente que a revista se publica «rompendo com todo
o passado, sem respeitar nem ídolos, nem deuses, nem dogmas, nem
preocupações» e que tem como objectivo supremo a instrução científica e
racional do povo.

Este periódico constitui um importante acervo das ideias progressistas do início
do século. No número inaugural Tomás da Fonseca publica um excerto dos
Sermões da Montanha, Emílio Costa o artigo «Eduquemos Sempre»; no n.º 4
homenageia-se o geógrafo anarquista Elisée Reclus.

Principais colaboradores: António Altavila (3), Augusto Casimiro (3P), Bento
Faria (2P), Coriolano Leite (6P), Dikran Elmassian (6), Elisée Reclus (4), Emílio
Costa (1), José Bacelar (1C, 4P), Kropotkine (4), Manuel Ribeiro (1P), Pinto
Quartim (1,5), Tomás da Fonseca (1)”.

In PIRES, Daniel, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa
do Século XX (1900-1940), Lisboa, Grifo, 1996, pp. 64-65.

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