XI Congresso da Internacional de Federações Anarquistas decorreu na Eslovénia de 24 a 28 de julho


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Companheira anarquista argentina falando no Congresso sobre o movimento Ni Una Menos

Em torno do Congresso da IFA em Liubliana

De 24 a 28 de julho, numerosos anarquistas de todo o mundo encontraram-se em Ljubljana, na Eslovénia por ocasião do Congresso da Internacional de Federações Anarquistas (IFA). A maioria das federações europeias esteve representada, entre as quais a federação grega APO que aderiu este ano à IFA. A FLA, da Argentina, também marcou presença, assim como diversos convidados vindos do Japão, Brasil, Venezuela e Roménia que se juntaram às delegações participantes no encontro.

Durante o primeiro dia todos se apresentaram e conviveram. Os dois dias seguintes foram marcados por ateliers de trabalho e de discussão sobre diferentes temas: migração e fronteiras, os media desenvolvidos em cada uma das diferentes federações, um ponto da situação sobre a luta de classes na actualidade, o anti-militarismo, o feminismo e muitos outros!

A diversidade de olhares e das situações vividas relativamente a cada um dos assuntos discutidos permitiu o surgimento de debates, trocas de informações, ideias e de práticas extremamente ricos que nos deixou perceber a intensidade e a força que o internacionalismo possui.

Todas as noites debates ou discussões tiveram também lugar debates e discussões de forma pública. Foram animados por muitos dos participantes no congresso, que trouxeram com eles a sua luta quotidiana e a sua História. Cobrindo também uma ampla gama de questões políticas, que se estenderam da educação popular a desenvolvimento do movimento anarco punk no Brasil … Estes espaços públicos permitiram aos diferentes participantes do congresso descobrirem as lutas locais das outras federações, e ao mesmo tempo permitindo a um público variado descobrir as diferentes formas de que se reveste o anarquismo no seio da IFA. Estas discussões ocorreram em três lugares diferentes: num pequeno parque localizado ao lado do edifício onde se realizou o congresso; em Metelkova, uma velha caserna ocupada em 1993 e que depois foi legalizada pela Câmara e atrai uma fauna turística das mais improváveis; na ROG, uma antiga fábrica de bicicletas ocupada há 31 anos e que ainda luta hoje pela sua sobrevivência.

Todas as noites após os debates, Metelkova acolhia diversas manifestações  artísticas (circo, cabaré e concertos) servindo também de espaço de sociabilização informal socialização informal onde cânticos e alguns refrescos etílicos permitiram enfrentar a dureza do idioma inglês.

Os últimos dois dias foram consagrados à redacção de moções e a campanhas, bem como à continuação dos debates nalguns grupos de trabalho. Daqui saiu uma campanha virada para “os migrantes” e contra as fronteiras, um tema crucial que vai piorar ainda mais nos próximos anos com as migrações relacionadas com o clima. Este assunto faz ainda mais sentido que seja objecto duma acção internacional uma vez que a IFA está presente nos países de partida, trânsito e chegada das migrações. Mais do que nunca é necessário destruir as fronteiras. Estes limites imaginários que são traçados sobre o sofrimento e a morte devem deixar de dividir a humanidade!

Em conclusão, este congresso foi um grande sucesso, com uma super-organização e com discussões extremamente interessantes e que dão muito força para a continuidade da IFA.

Com amizade,

Louis (Grupo Germinal)”

(Le Monde Libertaire, Setembro 2019)

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