“O que está em Peniche é exactamente a linha de pensamento dos mecenas e da barriga de aluguer que gerou o museu”


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Emídio Santana, militante anarquista, director de “A Batalha” depois do 25 de Abril de 1974, um dos autores do atentado contra Salazar (1937) – após o que cumprirá 16 anos de prisão – discursando na manifestação do 1º de maio de 1975, na Praça da Figueira, em Lisboa. Fotografia de  Carlos Vidigal (aqui)

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(comentário no facebook ao post “(PENICHE) PROTESTO CONTRA A OMISSÃO QUE O MUSEU NACIONAL RESISTÊNCIA E LIBERDADE FAZ DO PAPEL DA CGT E DOS ANARQUISTAS NO COMBATE E NA RESISTÊNCIA CONTRA O FASCISMO”)

“… não é de estranhar! Ao decidirem a vossa linha de pensamento político e optarem pela visão acrata sobre a sociedade, têm de compreender que para o comum dos mortais, mesmo para muitas mentes que se acham superiores, e até liberais, em matéria de intelectualidade, têm de compreender, dizia eu atrás, que falar de anarquismo, ou acracismo, em certos meios, é o mesmo que pregar o fim do mundo. O que está em Peniche é exactamente a linha de pensamento dos mecenas e da barriga de aluguer que gerou o museu.

Quem esteve em Peniche na apresentação do livro do ex-dirigente comunista Carlos Brito e teve a oportunidade de escutar as palavras do presidente do município local, se escutou com atenção as palavras do dito cidadão, teve logo – eu tive! – a premonição do desastre.

Não sei se os meus caros estiveram na Biblioteca Nacional, há umas semanas, na apresentação do livro do João Freire, “Quatro Itinerários Anarquistas” integrado nas comemorações do centenário d’ A Batalha?.  Se estiveram, certamente se recordam de o José Pacheco Pereira, que apresentou a obra, ter falado da “quebra da memória”, ou seja, uma interrupção de documentação e massa crítica no intervalo de uma ou duas gerações. É com este tipo de ” subtilezas” que se provoca a “quebra de memória”.

Eu ainda não fui lá ver com os meus olhos para poder pensar por mim, mas breve irei lá, depois farei a minha apreciação e não terei qualquer problema em a escarrapachar no livro de visitas do museu, caso exista.”

Herminio Nunes

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