Mais protestos contra a omissão da resistência anarquista ao fascismo na exposição do Museu Nacional Resistência e Liberdade de Peniche


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Vários companheiros têm feito chegar ao Portal Anarquista mensagens de protesto enviadas ao Museu Nacional Resistência e Liberdade a propósito da denúncia aqui feita da omissão do papel dos anarquistas e anarcossindicalistas numa exposição em que se destaca a resistência ao fascismo em Portugal. De algumas delas fazemos eco (ou já fizemos) nestas páginas e apelamos a que mais vozes de protesto se juntem às nossas.

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“Adiro ao protesto contra a grave omissão que o Museu Nacional Resistência e Liberdade, Fortaleza de Peniche, faz do papel da CGT e dos anarquistas no combate e na resistência contra o fascismo. Estigmatizo a remoção da memória histórica que ofende não somente os anarquistas e os anarcossindicalistas, mas também todos os que honram a verdade histórica e todos os sinceros antifascistas. 

Virgilio Caletti – Arruda dos Vinhos”

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“Excelentíssimas Sras. e Srs. responsáveis pelo Museu Nacional Resistência e Liberdade (MNRL); e do catálogo da exposição – “Por Teu Livre Pensamento” – (PTLP).

Venho por este meio, como Libertário, protestar veemente contra a emissão que fizeram – voluntário ou involuntariamente sobre o papel da CGT-Anarco-Sindicalista. Estes militantes-trabalhadores e lutadores pela dignificação do trabalho; e contra a degradação social, vivida no “Estado-Novo” – não merecem ser branqueados décadas de luta, morte e sofrimento, que o ditador impôs!

Os ideais de quem luta pela liberdade e pelo bem comum do Género-Humano, jamais se apagarão! 

“A função do historiador é lembrar à sociedade daquilo que ela quer esquecer” – (Pétu Burke, historiador)

Com os melhores cumprimentos.

António Alvão Carvalho.”

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“O centenário da CGT e da Batalha, que se assinalou durante o corrente ano de 2019, coincidiu com a transformação da Fortaleza de Peniche em Museu Nacional e a abertura de uma exposição «Por Teu Livre Pensamento» que é uma autêntica elegia da história do PCP e onde a CGT, A Batalha e os anarquistas não contam.

Vários companheiros já protestaram junto da organização do Museu e da Exposição pelo total apagamento do papel dos anarquistas na luta contra o Estado Novo e o fascismo.

Anarquistas e anarco-sindicalistas que sofreram centenas de anos de prisão acumulados nas diversas prisões do fascismo, entre elas a fortaleza de Peniche, e onde muitos também foram vítimas de torturas atrozes e alguns perderam a vida.

Face a esta ignomínia, junto a eles a minha voz a denunciar a obscena omissão dos organizadores de tal exposição, considerando inaceitável tal manipulação dos factos da história social.

Luís Bernardes”

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“EMAIL ENVIADO AO DGPC :

Venho por este meio denunciar o papel ínfimo que o Museu Nacional de Resistência e Liberdade esta a dar aos anarquistas e anarcosindicalistas no contexto de resistência aos fascismo.

O PCP teve um papel importante na luta contra o fascismo, mas não foi só o PCP que resistiu ao fascismo.

Os anarquistas e anarcosindicalistas da extinta CGT – Confederação Geral do Trabalho organizaram uma greve geral em 18 de Janeiro de 1934 para derrubar o regime fascista do Estado Novo que não teve êxito, mas foi um marco de luta do trabalho contra a ditadura.

Também Emídio Santana organizou um atentado sem êxito ao ditador Salazar a caminho da missa numa rua de Lisboa em 4 de Julho de 1937. Agradecia que divulgassem estes dois aspectos.

Fernando Dias

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