Sobre as eleições. Resposta a um comentário no facebook


Há dias uma leitora respondeu a um pequeno texto no facebook do Portal Anarquista onde se defendia a não relevância das eleições e da generalidade dos actos eleitorais. Nessa publicação, a autora defende que “a abstenção não muda nada” e considera que a posição abstencionista dos anarquistas “é um discurso idiota, que roça o cinismo individualista e imaturo” (o texto pode ser lido aqui). Eis a resposta de um dos colaboradores do Portal Anarquista.

*

Hesitei em responder-te devido aos insultos gratuitos que introduziste no teu escrito (“os anarquistas não devem ser parvos”, “discurso idiota”, “deixem de ser tolos”, etc.), mas reconheço também que, apesar das centenas de textos anarquistas explicando porque não participamos nas eleições – que, muitas vezes, denominamos como farsa eleitoral -, este é um dos temas que suscita mais dúvidas e que faz com que haja muitas pessoas que nos questionam por este nosso posicionamento. (1)

UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIO

Embora o movimento anarquista não seja um movimento massificado, de pensamento único, onde meia dúzia de dogmas servem de ideologia, em geral, todos os anarquistas recusam por principio o jogo eleitoral, uma vez que defendem a organização autónoma dos cidadãos com o mínimo de representação possível – e isso está nos antípodas daquilo que o parlamentarismo ou o eleitoralismo representam.

Para os anarquistas a vida social e as relações políticas devem ser descomplexizadas e determinadas a partir da base: das assembleias de moradores, trabalhadores, consumidores, etc., organizados federativamente, sem uma representação profissionalizada e especializada, e removíveis dos seus lugares sempre que necessário.

Tal como a sociedade porque lutamos, já hoje consideramos que as organizações que construímos têm que ser assentes nesta base; não hierarquizadas, nem mediatizadas, procurando serem, dentro do possível, cada vez mais de democracia directa. Consideramos que a nossa luta e os métodos que utilizamos hoje têm já em embrião a sociedade futura e devem conter já, em si, os fins que queremos atingir. A liberdade não se constrói com constrangimentos, nem a autonomia com hierarquia, centralização ou representação.

Por isso não nos organizamos em partidos centralizados, mas em associações variadas, grupos díspares (de acção sindical, livrarias, páginas e jornais de agitação e informação, grupos  culturais, feministas, etc.) e de todo este mosaico, nas expressões individualista, cooperativista, colectivista, sindicalista ou comunista, se compõe o movimento libertário. Diverso, plural, mas sempre entendendo que não pode haver contradição entre os meios que utilizamos, e como nos organizamos, e os fins que pretendemos atingir. E o parlamentarismo e o jogo eleitoral estão totalmente em contradição com o espaço de liberdade, igualdade e sem exploração por que lutamos.

Mas perguntas tu e perguntam-nos muitas vezes outros como tu: mas porque não votam, mesmo quando estrategicamente isso seria importante?

Antes do mais, convém esclarecer, que por razões tácticas tem havido momentos na história em que os anarquistas, sem fazerem propaganda nem participarem em campanhas, têm optado pelo voto. Mas esses momentos são excepcionais e têm acontecido sempre em momentos relevantes, como aconteceu nas eleições de fevereiro de 1936 em Espanha. As prisões estavam cheias de presos anarquistas e os candidatos republicanos prometeram a libertação de todos os presos políticos. Face a esta promessa, a CNT e os sectores anarquistas decidiram não boicotar as eleições pelo que muitos libertários foram votar, permitindo a libertação das centenas ou milhares de companheiros presos (muitos deles depois da repressão da revolução nas Astúrias e na Catalunha de 1934).

Mas são situações excepcionais. Em geral, aos anarquistas tanto dá que ganhe este ou aquele partido, todos irmanados em soluções estatistas e autoritárias, não tendo nada o movimento dos trabalhadores e da cidadania, em geral, a ganhar com a eleição do palhaço A ou do palhaço B. Poderá, no entanto, em casos extremos, por exemplo, na eventualidade de uma vitória de um partido de ideologia vincadamente totalitária, fascista ou comunista, justificar-se o voto neste ou naquele candidato melhor posicionado para combater essa opção, mas essa situação terá que ser extremamente excepcional e, por certo, haverá melhores formas de combater esse perigo do que através do voto.

Escreves: “Se existe um partido que partilha dos mesmo valores e tem ideias semelhantes de organizar a sociedade que um anarquista porque não se há-de votar nele?”. Se existir um partido com que um “anarquista” partilhe os mesmo valores e tem ideias semelhantes na organização da sociedade, é porque essa pessoa não é anarquista e o melhor é ir filiar-se nesse partido.

É-NOS INDIFERENTE QUEM SE PRESTA A SEGURAR NO CHICOTE DO PODER

Para qualquer anarquista é indiferente estar no Parlamento este ou aquele deputado, deste ou daquele partido. O seu papel de figurante e de mero auxiliar de cerimónias do sistema é exactamente o mesmo caso seja do PS, do PCP, do PSD, do BE ou do Livre. O mal menor não faz parte das nossas opções. O mal – o capitalismo, a sociedade autoritária – é sempre o mal. Nâo há mal menor nem maior.

Por outro lado, partes do principio que ter um deputado no Parlamento pode ser mais útil do que ter um colectivo de agitação, uma livraria ou mesmo uma página de Facebook. Também aqui estamos em desacordo: para a mudança na sociedade, a destruição do capitalismo e a construção de um sistema sem exploração ou opressão é irrelevante os deputados que tens no Parlamento. A revolução não passa nem nunca passou por aí. E se há algo fechado em si próprio, autocastrador e autofágico, não será o Parlamento e os seus figurantes?

Há dias metade dos eleitores foram votar e em muitos casos houve Câmaras e Juntas de Freguesia que mudaram de partido. Vai mudar alguma coisa? Loures ser do PC ou do PS muda o quê? Lisboa ser Medina ou Moedas que significado tem? Évora ter continuado a ser da CDU e não do PS ou PSD é importante para quem? Talvez para os próprios e para a corte de assessores e apaniguados, mas pouco mais, porque os programas de uns e de outros são idênticos e o que defendem na prática é a perpetuação das actuais relações de produção e de poder.

Dizes que abster nada muda. Claro que muda. Em termos populares, de legitimidade, quanto maior for a abstenção mais clara é, para todos, a farsa que constituem as eleições. Mas muda, sobretudo, porque nos coloca, a nós anarquistas, fora do jogo partidário e eleiçoeiro que constitui a legitimação do sistema opressivo e de exploração em que (sobre)vivemos. As eleições e os partidos fazem parte dessa cenografia com que nos querem convencer que o nosso destino está, não nas nossas mãos, mas no nosso voto.

Os que querem um mundo novo , como dizia Durruti e tu citas, têm que se organizar à margem dos partidos do sistema – e são todos autoritários e centralistas -, procurando forçar através da luta, do associativismo, da cooperação entre iguais, do debate, da afirmação dos ideais de liberdade e autonomia, o surgimento de melhorias na forma em que vivemos, mas nunca esquecendo que o objectivo central do nosso combate não é a sobrevivência do sistema, mas a sua destruição.

E se não queremos ser lobo não lhe podemos vestir a pele, senão nunca mais a largamos. Falas do Livre, que agora acabou por cair nos braços do PS, a troco de um lugar para o Rui Tavares. Quem se entrega às benesses do sistema partidário, dele nunca mais sairá.

Duas notas ainda: ao contrário do que dizes, o partido nazi entrou no Parlamento e chegou ao poder depois de ter vencido as eleições em julho de 1932.

Em Portugal, o 25 de Abril de 1974, uma data relevante para a liberdade de expressão e organização dos portugueses, não se decidiu através do voto. Tiveram os militares e os populares, logo de seguida, de saírem para a rua e dissolverem o Parlamento. Nunca como agora a frase de Emma Goldmann foi tão certeira: se votar mudasse alguma coisa, seria ilegal.

E, por último, deixa-me dizer-te: os anarquistas pensam e escrevem muito sobre estas questões e temos “sentido crítico e analítico do contexto que se vive”.

A ti ficava-te bem alguma humildade e uma menor sobranceria. O anarquismo e os anarquistas têm um longo percurso e uma longa história que não se coadunam com meia dúzia de frases escritas ao correr da pena.

Cuida-te!

L. B.

(1) Também em comentário ao mesmo texto de Maria João Silva, um outro comentador, Logomaquia Logomaquia, escreve de forma irónica: “Nós, os anarquistas, temos os nossos próprios candidatos. Somos os «amigos» dos animais. O nosso impoluto democratismo, premissa inquestionável do ideal libertário, é o encantamento pacificado da oratória eleitoral. Depois da famosa polémica entre Merlino e Malatesta, corrigimos a nossa posição, agora, na nossa acção enfatizamos o processo de normalização democrática, consagrada ao pensamento conformista. Por isso, votámos em Julho de 1972, no “Porco Tomáz”, para a Presidência da República Portuguesa. Por que voltámos, depois de Abril, já há longo tempo, persistimos votar no “Galo de Barcelos”. Nós, os anarquistas, somos pessoas benignas, mas completamente perdidas para a política institucional. É preciso ter alguma paciência com a maneira como rimos a pretexto deste assunto.”

*

Alguns artigos que te podem ajudar a perceber porque é que os anarquistas não votam.:

A ilusão do sufrágio universal, Bakunin

http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/FILOSOFIA/Artigos/sufragio_universal.pdf

Os anarquistas e o sufrágio universal, René Berthier, https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2019/03/21/os-anarquistas-e-o-sufragio-universal/

Os anarquistas não trocam a transformação social por um “prato de lentilhas” eleitoral

O gado eleitoral, Albert Libertad

Malatesta e as eleições

2 comments

  1. Este texto voltou a merecer novo comentário no facebook de Maria João Silva que aqui reproduzimos. Posteriormente, o Portal Anarquista elaborou uma contraresposta que também iremos colocar como comentário a este post.

    “Mais uma vez muita parra, pouca uva!
    1 – “Por isso não nos organizamos em partidos centralizados, mas em associações variadas, grupos díspares (de acção sindical, livrarias, páginas e jornais de agitação e informação, grupos culturais, feministas, etc.) e de todo este mosaico, nas expressões individualista, cooperativista, colectivista, sindicalista ou comunista, se compõe o movimento libertário.”
    Obrigada pela explicação, mas eu sei o que é o Anarquismo e aquilo que defende… A minha questão é: onde estão os colectivos, as associações, os sindicatos? Onde está a capacidade de mobilização e influência? Onde está tradição anarquista de sindicalismo e de luta de classe junto dos trabalhadores?
    Não vejo grande actividade nesta página sobre os temas actuais da sociedade portuguesa! Que está tudo mal já eu sei, agora o que é que vamos fazer em relação a isso?…
    Não levem a mal, já o disse e repito, o trabalho associativo feito por colectivos anarquistas é muito válido, mas isso só não chega…
    2 – “Há dias metade dos eleitores foram votar e em muitos casos houve Câmaras e Juntas de Freguesia que mudaram de partido. Vai mudar alguma coisa? Loures ser do PC ou do PS muda o quê? Lisboa ser Medina ou Moedas que significado tem? Évora ter continuado a ser da CDU e não do PS ou PSD é importante para quem? Talvez para os próprios e para a corte de assessores e apaniguados, mas pouco mais, porque os programas de uns e de outros são idênticos e o que defendem na prática é a perpetuação das actuais relações de produção e de poder.”
    Vocês falam como se vivessem num mundo à parte, e como se as decisões tomadas pelos governos não vos afectassem directamente… Vão falar que as coisas já são más… eu digo que não tem que ficar piores!… Desculpem, mas essa vossa resposta soa só a apatia e cinismo… Encontro a mesmo discurso no Zé ali do 3º direito que nunca leu um livro anarquista, mas vem como chavão clássico “Politícos?! São todos ladrões!!”. O Zé que vai achar mais graça ao discurso do Ventura, “porque diz umas verdades”, que se dar ao trabalho de ir a uma livraria procurar aprofundar os meandros da sua opressão!…
    3 – “Dizes que abster nada muda. Claro que muda. Em termos populares, de legitimidade, quando maior for a abstenção mais clara é, para todos, a farsa que constituem as eleições. Mas muda, sobretudo, porque nos coloca fora do jogo partidário e eleiçoeiro que constitui a legitimação do sistema opressivo e de exploração em que vives. As eleições e os partidos fazem parte dessa cenografia com que nos querem convencer que o nosso destino está nas nossas mãos mas, sobretudo, no nosso voto.”
    ERRADO! Acham mesmo que as pessoas que não vão votar são todas anarquistas??? Se a abstenção mudasse alguma coisa, essa mudança já tinha ocorrido! Quer dizer, até já ocorreu, fez com que os mesmos partidos, as mesmas ideias, os mesmos poderes, se mantivessem no poder estes anos todos… As pessoas não votam porque não acreditam nos partidos, mas continuam a acreditar neste sistema de democracia representativa, sabem que o capitalismo é imperfeito, no entanto “é o melhor sistema que arranjamos”, percebem?…
    4 – “Os que querem um mundo novo , como dizia Durruti e tu citas, têm que se organizar à margem dos partidos do sistema – e são todos autoritários e centralistas -, procurando forçar através da luta, do debate, da afirmação dos ideais, o surgimento de melhorias na forma em que vivemos, mas nunca esquecendo que o objectivo central não é a sobrevivência do sistema, mas a sua destruição.”
    O vosso problema é que querem construir a casa pelo telhado… Como pretendem que a sociedade se transforme e aceite viver sob os principios anarquistas se a maioria das pessoas nem sabe o que é o anarquismo? Se nem sabem o que é socialismo! Vocês esquecem os 50 anos de obscurantismo que este país viveu, que continua atrofiar mentes até hoje?… Vão dizer que a informação está aí, que não podem forçar ninguém a ouvir-vos… etc… Devo lembra-vos mais uma vez da tradição anarquista e libertária junto dos sindicatos, dos movimentos populares, dos trabalhadores? De ir ter com as pessoas, não de ficar à espera que as pessoas vão ter com eles?…
    Deculpem, eu não vejo nos vossos textos o discurso inspirador de solidariedade e união que vejo nos textos anarquistas, eu vejo conformismo, uma certa apatia e cinismo! O Anarquismo tem tradição de ser acção, o vosso discurso incentiva muito pouco à acção, à mobilização colectiva (só apelam à mobilização, quando se sentem ameaçados), vejo mais uma atitude individualista de “anarquismo estilo de vida”…
    5 – “E, por último, deixa-me dizer-te: os anarquistas pensam e escrevem muito sobre estas questões e temos “sentido crítico e analítico do contexto que se vive”.”
    Pois, não parece… e nem parece que aceitem muito bem as criticas dos vossos semelhantes!
    Acho mesmo que vocês precisam de fazer uma auto-análise!.. E não estou a dizer isto por arrogância, porque eu fico mesmo triste ver boas ideias e movimentos/colectivos serem sabotados pelos proprios…”

    Maria João Silva

    1. E aqui fica a contraresposta do Portal Anarquista nesta troca de comentários no facebook na página do Portal Anarquista.

      “Maria João Silva
      Sem qualquer intenção de prolongar esta conversa, porque o essencial já foi dito, faço apenas algumas notas aos pontos que referes.
      É sabida a repressão e a destruição do movimento anarquista em Portugal e em grande parte do mundo a partir do final da década de 30. Em Portugal, a repressão fascista, o fim da guerra civil Espanhola, e a 2ª guerra mundial dizimaram os sindicatos e as organizações anarquistas que suportaram mal a clandestinidade, dadas as suas características assemblearias e participativas. Ao mesmo tempo a influência da União Soviética, o dinheiro que permitiu a existência de estruturas comunistas clandestinas profissionalizadas e centralizadas fizeram que o movimento libertário fosse ultra minoritário nos anos 70, quando o fascismo caiu.
      Hoje, os anarquistas associam-se nalguns espaços colectivos (CCL, Disgraça, Batalha, algumas livrarias e centros comunitários), mas estão sobretudo presentes nos movimentos sociais e ambientais (lítio, professores, nalgumas escolas, em estruturas como a Resistência Estudantil Luta e Liberdade, nalguns sindicatos, em associações ambientais, nas organizações dos seus sectores profissionais), onde militam e actuam participando em comissões de trabalhadores ou em associações populares nos locais em que moram. Os anarquistas, ao contrário dos marxistas, não fazem entrismo nos movimentos e associações em que participam, nem as pretendem tutelar ou controlar, como faz a generalidade dos partidos. Defendemos a autonomia dos movimentos populares e é desse modo, individualmente, que ali estamos, sem quaisquer jogos escondidos.
      Ao contrário do que pretendes insinuar a vida dos anarquistas não se resume a pequenos grupos escondidos do resto da sociedade. É uma caricatura que convém ao teu quadro caricatural mais geral. As redes sociais, os jornais, os debates e os espaços culturais onde nos movimentamos são uma parte da nossa vida. Trabalhamos, estudamos, relacionamo-nos com outros – e em cada gesto está a nossa capacidade militante, autónoma e não hipotecada a qualquer sigla ou bandeira. Por exemplo, aqui no Portal Anarquista as redes sociais são apenas uma parte pequena da nossa vida. Alguns trabalham em grandes empresas, outros são estudantes ou professores. Também há reformados. Somos pais, mães, filhos, sindicalizados, fazemos greves e participamos em espaços colectivos que são do agrado de cada um. Vivemos e intervimos na mesma sociedade em que vives e em que gostaríamos que também interviesses no sentido da mudança e não da sua perpetuação.
      Ao não acreditarmos que uma nova sociedade possa ser gerada a partir das propostas politicas e partidárias, de um aparelho de Estado centralizado, somos fiéis aos nossos princípios e aos nossos modos de actuação que são, por excelência, os movimentos sociais em que, quase todos, estamos empenhados, dependendo das nossas circunstâncias, actividades e gostos. Quem não percebe isto é porque não percebe nada da filosofia anarquista e da sua prática, fomentadora da autonomia e da tomada de decisões, assembleária e colectiva – que são, por principio, os elementos essenciais da prática anarquista.
      Por outro lado, para quem se afirma pelo menos “compagnon de route” do anarquismo deixo a pergunta: que espaços libertários frequentas, em que encontros – e têm havido vários – tens participado, em que feiras do livro anarquista estiveste presente (a última, no fim de semana passado, em Lisboa, esteve sempre cheia, de gente nova e muito activa)? Ou o teu militantismo resume-se a teclar meia dúzia de ideias vagas sobre o que deveria ser o anarquismo (se fosse como deixas perceber que gostarias que fosse, era tudo menos anarquismo…), confundindo-o com uma esquerda um tudo nada “radical” e fora de tempo, tipo BE, MAS ou Livre que nada têm a ver com o espaço libertário.
      A terminar, e com alguma ironia, quando nos propões que façamos “auto-análise” devolvemos-te o convite acompanhado de uma proposta de militante para um dos partidos que se acotovelam no parlamento. Aí talvez estivesses melhor (mesmo com livros sobre Durruti na estante)!”

      Portal Anarquista

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