Month: Fevereiro 2022

Não à guerra, não aos impérios.


Carlos Taibo

Divulguei ontem, e divulgaram um punhado de páginas amigas, um artigo em que denunciava o silêncio dos nossos media perante a política que as potências ocidentais puseram em prática nas três últimas décadas em relação à Rússia. Nesse texto sublinhava que Putin não é mais do que uma consequência da agressividade dessas potências, não sem sublinhar, isso sim, que por detrás o que havia era um confronto entre impérios que transformava os povos em meros peões dos estrategas (http://www.carlostaibo.com/articulos/texto/?id=702). A maior parte dos nossos todólogos continua a agarrar-se à ideia de que o mundo ocidental tem sido absolutamente condescendente com Putin. Profundamente morais como somos, nunca erramos…

Hoje é a minha vez de assinalar o que parece óbvio: a intervenção militar russa na Ucrânia é, por um lado, uma loucura e, por outro, uma loucura desprezível. Confessarei que não fui capaz de prever que algo assim pudesse acontecer. Quando, há um mês, me lancei na tarefa de atualizar, com urgência, o livro – “Rússia vs Ucrânia” – que tinha entregue à tipografia em 2014, a minha perceção do que a Rússia se preparava para fazer era a que existia entre os analistas: medir forças para lembrar à NATO que existe e, talvez, mover as suas peças no leste da Ucrânia com base nos modelos utilizados da Ossétia do Sul ou da Crimeia.

Existem duas razões que explicam a minha incapacidade de ir mais longe. A primeira é o facto de, na história recente da Europa Central e Oriental, não haver antecedentes do que, para já, parece ser a invasão de um país com 600.000 km2 e quase 50 milhões de habitantes. Perante o que está a acontecer agora – e não excluo certamente surpresas –, o que aconteceu no passado no Transdiestr, na Abecásia, na Ossétia do Sul, no Nagorni-Karabakh ou na própria Chechénia, parecem ser pequenas escaramuças.

A segunda explicação do meu crasso erro de previsão, tem no entanto, uma maior dimensão: embora Putin seja, por muitos ângulos, um personagem lamentável – como são, sem exceções, os nossos governantes -, nunca acreditei que ele fosse estúpido e se deixasse levar por impulsos descontrolados. Contudo, a operação militar das últimas horas é protagonizada por um país, a Rússia, que, com uma economia em mau estado e um cenário social calamitoso, se prepara para sofrer sanções duríssimas. Essas sanções podem provocar um genuíno terramoto interno que se pode virar contra Putin e o seu aparelho de poder, com consequências insuspeitas. Sobre isso, nas últimas horas veio-me à cabeça o que aconteceu com a ditadura militar argentina após a aventura das Malvinas. E penso que tem um peso menor um facto, aliás inegável: se dermos como certo que a Rússia continuará a exportar, apesar de tudo, as suas matérias-primas energéticas, e que beneficiará de preços talvez exorbitantes, não parece que isso – e ai está a experiência do que aconteceu desde 2014 – vá permitir que as contas fiquem certas. Por meio, enfim, e aguardemos notícias, será preciso explicar como se controla um país muito grande com uma população maioritária e logicamente hostil.

Não sei se o que acabo de referir será motivo suficiente – duvido – para que Moscovo recue ou que, pelo menos, modere os seus impulsos. Aliás, também não sei qual é o mecanismo de tomada de decisão na Rússia. A maioria dos especialistas assume que tudo é decidido por Putin e por um pequeno grupo de assessores. Por certo que os factos são, no entanto, mais complexos. Imagino, em particular, que muitos dos oligarcas que dirigem o país – é verdade que, em alguns casos, próximos do presidente – estão em alvoroço: os seus negócios estão visivelmente em perigo. Resta saber como farão eles valer os seus interesses. Gostaria de poder referir também – mal posso fazê-lo – o ascendente, na Rússia e na Ucrânia, de uma resistência popular forte face aos jogos de oligarcas, alianças militares e impérios.

Com as coisas assim neste pé, o lema “Não à guerra” contesta com veemência a intervenção militar russa e faz o mesmo com a prepotência e a agressividade dessa organização filantrópica que é a NATO. E reivindica estar do lado daqueles que sofreram no Donbass os bombardeamentos indiscriminados do exército ucraniano, daqueles que sofrem agora a força bruta dos tanques russos e daqueles que, uns tantos, em Moscovo e outras grandes cidades, saíram para as ruas com coragem para deixar claro que os povos têm outra maneira de se relacionarem. Uma maneira que não passa pela guerra.

https://www.carlostaibo.com/articulos/texto/?id=703

Declaração Anarquista Internacional: CONTRA O MILITARISMO E A GUERRA. PELA LUTA AUTO-ORGANIZADA E A REVOLUÇÃO SOCIAL!


Uma proclamação do presidente russo Vladimir Putin deu luz verde para a invasão militar russa da Ucrânia. Putin afirma que o ato de guerra da Rússia contra a Ucrânia visa apoiar a Crimeia ocupada pela Rússia e as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk na Ucrânia, que está flertando com a adesão à OTAN por instigação ocidental. Na terça-feira, 22 de fevereiro, a Rússia reconheceu a independência de seus protetorados informais em Donbas, exacerbando as tensões existentes com o eixo Euro-Atlântico que apóia o regime ucraniano.

Não se deve esquecer que uma guerra civil de baixa intensidade está ocorrendo na Ucrânia desde 2014, quando o então governo pró-russo do Presidente Yanukovych foi derrubado por uma “Revolução Laranja” que trouxe ao poder um regime pró-ocidental disposto a se alinhar com o eixo Euro-Atlântico. A Euromaidan, da qual o bloco imperialista Ocidental se beneficiou, tirou a Ucrânia da esfera de influência da Rússia. Também fortaleceu a extrema-direita ucraniana, que ganhou assentos no parlamento e desenvolveu unidades paramilitares que cometeram atrocidades contra pessoas falantes de russo e membros de sindicatos. Este regime é reconhecido e apoiado pelos Estados pertencentes à União Européia e à OTAN, que agora buscam soluções diplomáticas para a prevalência dos “valores democráticos ocidentais”, enquanto supostas imagens de suásticas em edifícios públicos são vazadas através das mídias sociais.

A Rússia, por outro lado, não estava preparada desde o início para perder sua posição imperialista na Ucrânia e especialmente na região da Crimeia, sem se importar com a vontade do povo ucraniano. A revolta da Euromaidan pode ter resultado no regime neoconservador com o qual terminou, mas não há ninguém iludido de que recusa a esse regime tenha saído do sentimento “anti-fascista” da Rússia ou de sua “necessidade de proteger os cidadãos russos”. Afinal, o regime autoritário de Putin na Rússia recompensou nazistas e fascistas dentro do país, prendendo e matando antifascistas, enquanto as numerosas intervenções do imperialismo russo em áreas da ex-URSS não precisavam de tal justificativa. A Rússia queria e ainda quer uma coisa: impor seus próprios termos nos antagonismos imperialistas em evolução. Não tolerará o cerco militar a que alega estar sendo submetido pela OTAN, a instalação de armas nucleares à sua porta, a incitação ocidental da Ucrânia para aderir à OTAN, a tentativa de bloqueio energético de seu fornecimento de gás aos países da UE e a redução de seu controle sobre a antiga periferia soviética. Outro fator é o nacionalismo flagrante dentro da classe dominante da Rússia – a Ucrânia é onde está a origem do Estado russo (a Rus’ de Kiev) e a região leste da Ucrânia é habitada por ucranianos russófonos. Para esses oligarcas, ou a Ucrânia não deveria existir, pois eles desejam uma nação russa unificada como dita a doutrina do irredentismo, ou ucranianos (junto aos bielorussos) são vistos como parte da nação russa.

Por outro lado, os EUA e o campo Euro-Atlântico, com destaque para o Reino Unido, estão pressionando em violação aos acordos internacionais para a expansão oriental da OTAN, o exercício de pressão econômica e energética sobre a Rússia em favor do gás natural liquefeito (GLP) dos EUA e o controle da rota comercial ártica, que se abre com o derretimento do gelo devido ao efeito destrutivo do capitalismo sobre o meio ambiente natural e o ecossistema. Tanto a Rússia quanto os EUA estão tentando exportar sua crise interna para o exterior, enquanto tentam provocar mudanças na hierarquia imperialista global.

A Rússia arregimentou cerca de 200 000 tropas na fronteira com a Ucrânia. O exército russo está golpeando todo o território ucraniano com bombardeios. No momento em que escrevemos esta declaração, o exército russo está atacando principalmente da Crimeia, Lugansk e Kharkiv. As primeiras baixas da guerra imperialista são um fato. Já se fala de baixas civis. O governo ucraniano, que, não esqueçamos, é uma amálgama de neoliberais e neoconservadores, declarou lei marcial em todo o país. Há rumores de unidades militares e paramilitares impedindo os civis de saírem de Kiev para serem usados como um “escudo” para os bombardeios russos. Ainda estamos no início dos horrores da guerra.

Os únicos perdedores da guerra são a classe trabalhadora mundial, especialmente os proletários da Ucrânia e da Rússia. Eles são os destinados ao papel de bode expiatório dos Estados e dos capitalistas.

A guerra imperialista está sendo travada para a divisão das esferas de influência, das rotas energéticas e do rearranjo do poder geopolítico. Não temos interesse em lutar pelos interesses dos poderosos, pelos interesses do Capital. Além disso, espera-se que a eclosão da guerra traga mais aumentos de preços e inflação tanto na energia quanto nas mercadorias básicas, colocando ainda mais pressão nos bolsos daqueles que já são incapazes de atender suas necessidades básicas. Não devemos esquecer que a guerra é uma solução do capital para superar as crises estruturais de sobreacumulação das quais o capitalismo é periodicamente afligido. A destruição do capital fixo (meios de produção) e variável (força de trabalho) abre o caminho para a reconstrução e o desenvolvimento capitalista.

Nosso dever revolucionário e de classe exige a organização e o fortalecimento do movimento internacionalista, antiguerra e anti-imperialista da classe trabalhadora. A lógica de um imperialismo mais agressivo ou mais progressista é uma lógica que leva à derrota da classe trabalhadora. Não pode haver um caminho imperialista a favor do povo. Os interesses da classe trabalhadora não podem ser identificados com os dos capitalistas e das potências imperialistas. A sabotagem da máquina de guerra, a organização da classe e do movimento anti-guerra internacionalista e o fortalecimento das lutas sociais e de classe na direção da revolução social mundial para a construção de uma sociedade comunista libertária são as tarefas urgentes e históricas dos oprimidos e explorados em todos os lugares. Não podemos e não devemos nos contentar com arranjos medíocres e prejudiciais.

Os trabalhadores e trabalhadoras, pessoas desempregadas e jovens não têm motivos para ir à guerra pelos interesses da classe dominante. Estejamos conscientes de nossa posição social e de nossos interesses de classe. Que estes sejam os indicadores de nossa atitude e ação e não a retórica beligerante, ordeira e nacionalista promovida pelos patrões e os meios de propaganda que eles controlam. Não pagaremos a crise do sistema capitalista com nosso sangue. Não saíremos à matança junto aos pobres e miseráveis de outros países. Pelo contrário, é nosso dever bloquear a máquina de guerra e reconstruir as resistências sociais e de classe, com a promoção dos interesses de classe e das necessidades materiais da base social como nosso princípio orientador. Organizar-nos nas formações sociais e de classe da classe trabalhadora, organizando em termos de massa e militância o contra-ataque de nossa classe. Este sistema dá origem às guerras e é responsável pela pobreza, injustiça, exploração e opressão. Portanto, é hora de desafiá-lo de forma organizada e dinâmica, organizando sua destruição em escala internacional.

NÃO À GUERRA QUE NÃO SEJA DE CLASSES!

NEM A OTAN, NEM MOSCOU!

SABOTAGEM DE CLASSE E INTERNACIONALISTA DA MÁQUINA DE GUERRA!

CONTRA O MILITARISMO E A GUERRA: PELA LUTA AUTO-ORGANIZADA E A REVOLUÇÃO SOCIAL!

☆ Alternativa Libertaria (AL/FdCA) – Itália

☆ Anarchist Communist Group (ACG) – Grã Bretanha

☆ Anarchist Federation – Grécia

☆ Aotearoa Workers Solidarity Movement (AWSM) – Aotearoa/Nova Zelândia

☆ Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) – Brasil

☆ Federación Anarquista de Rosario (FAR) – Argentina

☆ Federación Anarquista Uruguaya (FAU) – Uruguai

☆ Embat, Organització Libertària de Catalunya – Catalunha, Espanha

☆ Libertäre Aktion (LA) – Suíça

☆ Melbourne Anarchist Communist Group (MACG) – Austrália

☆ Organización Anarquista de Córdoba (OAC) – Argentina

☆ Organización Anarquista de Santa Cruz (OASC) – Argentina

☆ Organización Anarquista de Tucumán (OAT) – Argentina

☆ Organisation Socialiste Libertaire (OSL) – Suíça

☆ Roja y Negra – Anarchist Organisation (Buenos Aires) – Argentina

☆ Union Communiste Libertaire (UCL) – França, Bélgica & Suíça

☆ Vía Libre Grupo Libertario – Colômbia

aqui: https://www.facebook.com/cabanarquista/photos/a.1510561962492285/2963506477197819/

comunicado em inglês: https://www.anarkismo.net/article/32552

Folhetos anti-guerra dos anarquistas russos para impressão e distribuição


A intervenção dos anarquistas russos nas manifestações contra a guerra nas principais cidades russas tem sido exemplar. Os protestos mantiveram-se nos últimos dias. Nas últimas horas os anarquistas russos organizados em torno da página autonom.org publicaram uma declaração contra a guerra e disponibilizaram diversos folhetos e cartazes para serem impressos e distribuídos quer nas ruas, quer nas redes sociais. Os folhetos estão em russo, mas em todos eles a mensagem é contra a guerra.

*

“A agressão de Putin na Ucrânia continua. Os protestos também continuam na Rússia. É importante que eles não parem. O mundo inteiro está a olhar agora para o povo da Rússia: ele apoia o exército enviado por funcionários do Kremlin e apelaoligarquia para ocupar um país vizinho? Ou ninguém está contente por haver guerra? Esta é uma guerra de todos os russos ou uma guerra de Putin e do seu gangue?

Apelamos aos soldados do exército russo para desertarem, não cumprirem as ordens criminosas dos oficiais e abandonarem imediatamente a Ucrânia. E encorajamos todos os outros a continuarem a sair para as ruas e a protestar.em Publicamos maquetes de folhetos anti-guerra para impressão, difusão e distribuição. Faça download e use:

1 -“Você vai pagar pela guerra de Putin”

2 – “Em 24 de fevereiro, o Kremlin começou a guerra”

3 – “Paz para as nações, guerra aos governos”

4 – “Não à guerra”

5 – “Esta não é a nossa guerra”

No dia 24 de fevereiro, às 4 da manhã, o regime de Putin lançou uma guerra em grande escala contra a Ucrânia. As formações de tanques entraram no território de várias regiões da Ucrânia, as cidades da Ucrânia estão sob ataques de mísseis e os civis sofrem. Os povos da Rússia e da Ucrânia são contra a guerra. Mas se permanecermos em silêncio, tornar-nos-emos cúmplices de Putin e do seu gangue nos atos criminosos contra o povo da Ucrânia. Vamos dizer juntos – não à guerra!

Você é quem paga pela guerra de Putin:

impostos

fronteiras fechadas

pobreza

bloqueio de internet

vazio de informação

Não à invasão militar da Ucrânia! Paz para as nações – Guerra aos governos!

26/02/2022

https://avtonom.org/news/makety-antivoennyh-listovok-dlya-raskleyki-i-razdachi

(tradução através do googletradutor)

(Ucrânia) Comunicado da Federação Anarquista Francófona


Diante da invasão russa, solidariedade internacional!

Stop à Guerra!

Nesta manhã de 24 de fevereiro de 2022, o exército de Vladimir Putin invadiu a Ucrânia através da Bielorrússia, Crimeia e Donbass. Esta invasão visa directamente Kiev, muito perto da fronteira bielorrussa. Várias cidades foram atingidas por mísseis, incluindo a capital. Por sua vez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelinsky promete que “a Ucrânia se defenderá e vencerá”.

Esta situação era, infelizmente, previsível. A Rússia já mostrou asua ambição imperialista, nomeadamente na Geórgia em 2008, no Médio Oriente e em África mais recentemente. Na Ucrânia, após o levantamento da Praça Maidan em Kiev, em 2014 (que derrubou o presidente pró-russo Viktor Yanukovych), Putin anexou a Crimeia e ajudou os separatistas pró-russos do Donbass no leste (as autoproclamadas “Repúblicas Populares” de Luhansk e Donetsk) .

Num “apelo ao povo” transmitido pela televisão a 21 de fevereiro, Putin disse: “Estamos a ocupar uma parte de de Donbass, e se a Ucrânia responder (…), ocuparemos ainda mais “, tendo nas fronteiras 190.000 soldados prontos para o combate.

Todos estes soldados posicionados na fronteira russo-ucraniana, assim como na Bielorrússia, não estavam lá para ocuparem apenas a região de Donbass uma vez que a sua intenção era controlar  toda, ou parte da Ucrânia, que seria para ele uma região do “Império Russo”.

A Ucrânia está presa numa armadilha: por um lado, os seus recursos são cobiçados para fortalecer o regime do Kremlin, enfraquecido pela crise econômica e cuja autoridade foi minada durante a pandemia, por outro, a NATO está a tentar atraí-la para o seu redil.

Em várias regiões do mundo, as rivalidades imperialistas estão a fazer aumentar os conflitos armados, dos quais as populações são as vítimas.

Os anarquistas sempre lutaram contra o nacionalismo e o capitalismo. que transporta dentro de si “a guerra como uma nuvem carrega uma tempestade”, reforçando a militarização e o autoritarismo dos Estados, enquanto a globalização neoliberal se gabava de trazer a democracia e a paz !

Este parece ser apenas o início de vários anos de guerras ou tensões entre os países mais ricos, até aqui poupados pela exportação dos seus conflitos para outras zonas. O objetivo é controlar os recursos naturais, que começam a escassear, criando explosões nacionalistas nostálgicas dos antigos “impérios”, uma visão glorificada de um passado fantasioso, que ignora milhões de vítimas inocentes e permite justificar ideologicamente essas guerras junto das suas populações. O aumento dos orçamentos militares em todo o mundo também é uma realidade cheia de significado.

A nossa luta para construir um mundo baseado na solidariedade, na ajuda mútua e no internacionalismo é mais necessária do que nunca.

Sobre a situação na Ucrânia, concordamos com o apelo de nossos camaradas russos para agir onde for possível, segundo as possibilidades de cada um: “Não à guerra guerra entre os povos! Não à paz entre classes! » https://fr.crimethinc.com/2022/02/24/contra-as-anexacoes-e-agressoes-imperialistas-uma-declaracao-de-anarquistas-russos-contra-a-agressao-russa-na-ucrania

Apelamos também para que, em todo o mundo, se lute contra o capitalismo, o nacionalismo, o imperialismo, bem como contra o exército (e o SNU, na França) que sempre nos empurram para novas guerras.

Estamos solidários com os nossos camaradas na região, que decidiram fugir ou lutar nas milícias de autodefesa ucranianas, embora saibamos que as forças de extrema-direita da ideologia fascista e nazista (mas em grande minoria, o que não agrada a Putin ) também operam lá desde 2014.

O braço de ferro de Putin sobre a Ucrânia significaria a destruição do movimento anarquista nesta região, como aconteceu especialmente no leste da Rússia nos últimos anos: tortura, prisão, execuções seria o futuro anunciado.

Como sempre, são os mais pobres e precários que sofrerão as consequências desta guerra, enquanto os ricos vão reforçar o seu poder e os seus lucros, principalmente no sector militar.

Mesmo sendo pacifistas e contrários a qualquer Estado, seja ele qual for, entendemos a necessidade de lutar pela sobrevivência e resistir à opressão.

Apelamos também à deserção em massa de todos os quartéis militares, em todo o mundo!

Somos internacionalistas e pacifistas, a solidariedade é nossa arma!

Federação Anarquista (Fancófona),

24 de fevereiro de 2022

https://www.monde-libertaire.fr/?article=Communique_Stop_a_la_guerre_!

Comunicado da KRAS – Secção da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) da Região da Rússia


A guerra começou

O que se temia, o que se alertava, o que não se queria acreditar, mas que estava iminente, aconteceu. As elites dominantes da Rússia e da Ucrânia, instigadas e provocadas pelo capital mundial, sedentas de poder e insufladas com os milhões de milhões roubados aos trabalhadores, travam uma batalha mortal. A sua sede de lucro e de poder são pagas com o sangue de pessoas comuns, como nós.

O primeiro tiro foi disparado pelo mais forte, mais predatório e arrogante dos bandidos: o Kremlin. Mas, como sempre acontece nos conflitos imperialistas, por detrás da causa imediata esconde-se todo um emaranhado de razões repugnantes e imundas: a luta internacional pelos mercados de gás e a ânsia das autoridades de todos os países para desviar a atenção da população da tirania das ditaduras “sanitárias”;  a luta das classes dominantes dos países da antiga União Soviética pela divisão e redistribuição do “espaço pós-soviético”;  as contradições globais e de maior escala; a luta pelo domínio entre a NATO, liderada pelos EUA, e a China, desafiando a velha potência hegemônica,  e atrelando à sua carruagem o seu “irmãozinho” do Kremlin.. Hoje essas contradições dão origem a guerras locais. Amanhã elas ameaçam transformar-se numa Terceira Guerra Mundial Imperialista.

Seja qual for a retórica “humanista”, nacionalista, militarista, histórica ou qualquer outra que justifique o conflito atual, por trás dele estão apenas os interesses daqueles que detêm o poder político, econômico e militar. Para nós, trabalhadores, reformados, estudantes, só traz sofrimento, sangue e morte. O bombardeamento de cidades pacíficas, o bombardeamento em si, a matança de pessoas não têm justificação.

Exigimos a cessação imediata das hostilidades e a retirada de todas as tropas para as fronteiras e linhas de separação que existiam antes do início da guerra.

Apelamos aos soldados enviados para combater a não dispararem uns sobre os outros e a não abrirem fogo contra a população civil.

Nós apelamos a que se recusem em massa a cumprir as ordens criminosas dos seus comandantes.

PAREM A GUERRA!

ARMAS PARA O CHÃO!

Apelamos às pessoas na retaguarda dos dois lados, aos trabalhadores da Rússia e da Ucrânia, a não apoiarem esta guerra, não a ajudarem, pelo contrário, a resistirem com todas as suas forças!

Não à guerra!

Nem um único rublo, nem uma única hryvnia dos nossos bolsos para a guerra!

Faz greve contra esta guerra se puderes!

Um dia, quando tiverem força suficiente, os trabalhadores da Rússia e da Ucrânia exigirão total responsabilidade a todos os políticos e oligarcas poderosos que nos colocam uns contra os outros.

Nós repetimos:

NÃO À GUERRA ENTRE OS TRABALHADORES DA RÚSSIA E DA UCRÂNIA!

NÃO À PAZ ENTRE CLASSES!

PAZ ÀS CHOUPANAS – GUERRA AOS PALÁCIOS!!

KRAS – Secção da Associação Internacional de Trabalhadores da Região da Rússia

25/02/22

https://aitrus.info/node/5922

Os libertários e a invasão da Ucrânia


M. Ricardo de Sousa

“Não existe distinção possível entre guerras ofensivas e guerras defensivas [… ] Só existe uma guerra de libertação: aquela que em todos os países é feita pelos oprimidos contra os opressores, os explorados contra os exploradores. Nosso papel é chamar os escravos à rebelião contra seus mestres. Propaganda e ação anarquista devem ser aplicadas com perseverança para enfraquecer e desagregar os diversos Estados, cultivar o espírito de rebelião e criar o descontentamento nos povos e nos exércitos.”

Manifesto Anarquista Contra a Guerra, 1915

A posição tradicional dos anarquistas em relação aos conflitos internacionais é do anti-militarismo e da oposição às guerras entre os Estados. Foi assim na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Dito isto também sabemos que nos dois casos ocorreram algumas divisões nos meios libertários, incluindo em Portugal, pois alguns militantes conhecidos, e alguns grupos, decidiram apoiar um dos lados do conflito. No caso da II Guerra Mundial, transformada em luta contra o nazi-fascismo, houve até um forte envolvimento dos anarquistas italianos, franceses e espanhóis na resistência armada e nas forças militares convencionais.

Podemos dizer hoje que são compreensíveis os motivos que levaram a isso, mas não altera o facto que foi uma escolha política do mal menor, com todas as implicações que essas escolhas têm. Essas divisões tiveram até consequências negativas por muitos anos no movimento libertário, principalmente no caso da Grande Guerra.

Mais uma vez desencadeou-se um conflito militar internacional na Europa, antes tivemos o da Jugoslávia, e sabemos que os interesses dos Estados e das potências não coincidem com os dos Povos. O discurso histórico e nacionalista russo é uma retórica política para justificar as acções militares; o discurso ocidental da legalidade e do direito internacional serve igualmente para dar cobertura, com algum cinismo, aos interesses geoestratégicos dos EUA e da UE.

Que a NATO se manteve após o fim da União Soviética e do Pacto de Varsóvia é um facto, que se expandiu para Leste é inquestionável. Que o governo da Ucrânia quer aderir à NATO ninguém o pode negar…Quanto à natureza autocrática e reacionária do regime de Putin só os idiotas úteis da esquerda leninista o podem negar.

Dito isto repito: os Povos, pior ainda, os anarquistas, têm de escolher um campo? Nem ao diabo lembraria, pois os interesses das classes dominantes e das elites políticos não são comuns com os interesses dos Povos. Temos de ficar firmes na nossa análise crítica e autónoma e não ceder ao debate político, e geoestratégico, e menos ainda à escolha do mal menor.

(FAI) Face à escalada militar, a tensão e o possível conflito bélico na Ucrânia


A Ucrânia tem sido um barril de pólvora desde há muitos anos. O conflito tem raízes num quadro histórico muito complexo que vai desde a derrota russa na Guerra da Crimeia no século XIX, à guerra da Ucrânia no século XX, que levou à criação da República Socialista Soviética da Ucrânia, à entrega por Nikita Khrushchev da Crimeia à Ucrânia, ao processo conhecido como Euromaidan, à Guerra de Donbass e à anexação russa da Crimeia.

Nem os acordos de Minsk II, assinados para reduzir a tensão da guerra do Donbass, nem a diplomacia europeia conseguiram mitigar este longo conflito em que estão em jogo demasiados interesses geopolíticos, económicos, energéticos e étnicos. Interesses que colocam as oligarquias pró-russas contra as nacionalistas pró-europeias e que deixam os trabalhadores ucranianos no meio, os quais têm que aprender a viver numa incerteza constante entre a guerra civil, a ocupação militar, a miséria que a guerra traz e que oligarcas irão lucrar com o seu trabalho.

Uma incerteza que nós, trabalhadores da Europa e do mundo, também somos obrigados a partilhar, visto que as potências beligerantes possuem milhares de ogivas nucleares, tornando esta tensão muito semelhante às que já se viveram durante a Guerra Fria.

A atitude do governo espanhol de enviar tropas para os vários exercícios militares da NATO*, assim como em organizar a cimeira de Madrid em 2022, responde à escala militarista que estamos a ver crescer, em que se investe cada vez mais em militares e armamentos, e onde a  indústria militar engorda com a venda de armas e com a participação de Espanha em conflitos internacionais.

Perante a escalada da tensão e do possível conflito bélico, solidarizamo-nos com os trabalhadores ucranianos. Rejeitamos a interferência imperialista da NATO e da Rússia, a ocupação estrangeira e o nacionalismo, e fazemos nossas as palavras de Nestor Makhno:

“Um poder estatal “intruso” e um poder de Estado “independente” dão no mesmo, e os trabalhadores não ganham nada com nenhum deles: eles devem orientar os seus esforços, onde quer que estejam, para destruir o aparelho de Estado e substituí-lo por organismos operários e camponeses vocacionados para a autogestão social e económica”.

Nem guerra nem negócio de morte

Nem guerra entre povos nem paz entre classes

Federação Anarquista Ibérica

*Também Portugal já anunciou  o envio de militares para integrar os contingentes da NATO nos países que integram a organização no leste europeu.

aqui: https://conscienciayrabia.blogspot.com/2022/02/ante-la-escalada-militar-la-tension-y.html

(livro) “Oil Dorado”, o outro lado da monocultura do olival no Baixo-Alentejo


Acaba de ser editado (Janeiro 2022, edição de autor, 500 exemplares) o livro “Oil Dorado”, uma reportagem fotográfica sobre a monocultura do olival instalada em vários concelhos do distrito de Beja da autoria de André Paxiuta. O álbum, editado com os contributos monetários de uma campanha de crowdfunding, insere um texto inicial do arqueólogo Samuel Melro (Preâmbulo em Defesa do Território), outro de Pedro Horta, do Movimento Alentejo Vivo, um outro de Alberto Matos, da Solidariedade Imigrante e de Fátima Mourão, da Associação Ambiental Amigos das Fortes, que vive um gravíssimo problema ambiental. Integram o livro também testemunhos de um imigrante, natural da Gâmbia, a trabalhar nos olivais de Beja, e de uma habitante em Fortes, todos eles num grito de denúncia dos crimes ambientais, paisagísticos e humanos, de destruição acelerada do território e das suas gentes, corporizados na monocultura do olival.

Segundo o autor “”Oil Dorado” é o resultado de quatro anos dedicados a documentar, fotográfica e textualmente, as consequências ambientais e sociais do novo paradigma agro-industrial de olivicultura intensiva e superintensiva instalado nos territórios a sul do Tejo. No conjunto, este trabalho serve o propósito de um testemunho colectivo, procurando criar um espaço de reflexão sobre o caminho até ao momento percorrido.

Como refere Samuel Melro no Preâmbulo…

“O retrato aqui fugazmente ensaiado demonstrou como o sacrifício da ruralidade e do território condenou gerações, imprimiu cicatrizes profundas no tecido social e feriu de morte a terra. À semelhança de outras análises territoriais, como referiu o antropólogo João Carlos Louçã (Parsifal, 2021), a promessa de modernidade industrial destruiu formas de vida, desarticulou comunidades e forçou-as à partida. É esta a realidade em redor da acelerada transformação dos campos do Sul.

Partilhando a visão de esperança do antropólogo, subsiste, ao invés, um apelo e uma capacidade de resistência pelo espaço comum na qual podemos aprender que “a relação com a terra não é nunca uma relação de propriedade individual, mas de utilização coletiva perante uma natureza que não se procura domesticar, mas que se integra nas cosmologias humanas e perante a qual a comunidade ganha sentido e encontra o seu lugar”. Conscientes da paisagem, as lutas são necessariamente lutas pelo território”.

Gabriel Pombo da Silva: Evolução jurídica desde a última comunicação pública (Abril 2021)


Cartaz da convocatória de uma sessão de apoio a Gabriel Pombo realizada em Junho do ano passado em Oviedo (Espanha) por iniciativa do Grupo Anarquista Higino Carrocera – FAI

Com este comunicado, queremos informar sobre a situação legal actual que continua a impedir a libertação do nosso camarada anarquista, apesar de terem passado 2 anos desde a sua prisão (ilegal). A vontade que os carrascos de toga têm para continuar a raptar o Gabriel é evidente. Com quaisquer meios que os seus (quase) ilimitados poderes lhes permitam, abusam deles, demonstrando a sua vontade de continuar a transformar o tempo numa arma.

A tristeza da mensagem legal (que usamos de forma sintética e fria) torna-se força sabendo que o nosso camarada está de muito boa saúde e de bom humor, apesar desta situação, e apesar do tratamento discriminatório que tem sofrido durante meses depois de ter recusado a «vacina» anti- Covid (não lhe é permitido ter vis-à-vis e só pode receber visitas por telefone). Como sempre, passa o seu tempo (nas suas mãos, como nas nossas, o tempo pode também tornar-se uma arma) a ler livros, a receber e a escrever cartas, a dedicar-se a traduções e ao exercício físico e a projectos de liberdade que esperamos que se concretizem o mais depressa possível.

A intercepção de comunicações foi anulada retroactivamente (antes do Verão passado, o Tribunal Provincial, com uma sentença final, estabeleceu a «não perigosidade do recluso»). Em resposta, a prisão vingou-se ao negar a segunda licença por «pertencer a grupos armados» (o recurso foi rejeitado com a desculpa do «afastamento da data de cumprimento» – Novembro de 2030-, sem entrar na questão da acusação injustificada e falsa de «grupos armados»…

Note-se o plural. Até que esta data de cumprimento seja alterada, não é possível solicitar outra autorização.

  • A resposta do Supremo Tribunal relativamente à possibilidade de uma revisão para 20 anos deveria ter chegado no Outono passado, mas a procuradora responsável pela tramitação do recurso não o tramitou, o que nos fez perder 6 meses (os esgotos legais do Estado parte 1). O mesmo tribunal restabeleceu o recurso e temos de esperar pelo menos mais 5 a 6 meses.
  • Durante todos estes meses, a juíza Alcázar Navarro do Tribunal número 2 de Girona nunca respondeu ao pedido relativo ao Código Penal aplicado a Gabriel, apesar da prova de que o Código Penal de 1973 lhe está a ser aplicado (caso contrário, não teria sido condenado). No final de Setembro, a juíza Navarro passou o seu trabalho à juíza Fontana Rodríguez de Acuña que, demonstrando a mesma linha da sua colega (atrasando o tempo por saber que tínhamos razão), obrigou-nos a apresentar uma queixa ao Conselho Geral da Magistratura que, finalmente, a aceitou e induziu o tribunal de Girona a responder-nos. O referido juiz negou a acusação de «atraso indevido» e «abuso judicial» dado que «é um tribunal muito ocupado» e que «não foi feito nenhum mal ao Sr. Pombo». Esta resposta legitimou-nos a recorrer ao Supremo Tribunal, ganhando um dos nossos objectivos: retirar de uma vez por todas o poder de decisão do Tribunal número 2 de Girona. Temos de esperar 4 a 6 meses para que o Supremo Tribunal tome uma decisão final sobre o código penal aplicado a Gabriel.
  • Continuamos à espera que ao nosso camarada seja reconhecido todos os restantes perdões de pena e depois seja libertado por cumprimento dessa mesma pena. Esperando pelo dia em que finalmente se possa ler em preto e branco que o código penal aplicado é o de 1973, fomos em frente e pedimos ao juiz de Vigilância Penitenciária de León parte da respectiva documentação… em resposta, recebemos a documentação «errada» relativa aos perdões já reconhecidos no ano passado. Este «erro de gabinete» (esgotos legais do Estado, parte 2) está a fazer-nos perder ainda mais tempo.
  • O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem rejeitou o nosso pedido de reconhecimento da violação dos direitos humanos (não admira).
  • A notícia deverá chegar brevemente do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem ao qual já apelámos para denunciar a ilegitimidade do mandato de captura europeu emitido em 2019 (ilegal devido à violação do princípio da especialidade, um dos pilares do direito europeu, em resultado do qual Gabriel não poderia ter sido detido).

Gabriel envia um forte abraço cheio de coerência e determinação a todos os combatentes dignos do mundo.

Companheiro, não estás sozinho!

Liberdade para Gabriel!

Todxs livres!

Viva a anarquia!

Para escrever a Gabriel:

C.P. de Mansilla de las

Mulas Paraje Villahierro, s/n

24210 Mansilla de las Mulas

Leão

(Brasil) Revista de Estudos Libertários, nº9


EDIÇÃO COMPLETA

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SUMÁRIO

EditorialWallace de Moraes, Cello Latini PfeilPDF3/6

ARTIGOS

UMA CASA DE SANTO ANARQUISTA: UMA PERSPECTIVA DECOLONIAL E LIBERTÁRIA NAS PRÁTICAS RELIGIOSAS AFRO-BRASILEIRAS.Rafael Garcia Madalen EirasPDF8/29
VEGANISMO ENQUANTO IMPORTAÇÃO COLONIAL: UM FENÔMENO DE CONSUMO DO CAPITALISMOMartina DavidsonPDF30/60
Filosofia como abertura de caminhos: contribuição ao processo de descolonização libertária do pensamento, (en)cruzando práticas políticas e conceituais.Yan Gabriel Souza de OliveiraPDF61/92
Capoeira, uma experiência anarquistaRENATA GIOVANA DE ALMEIDA MARTIELOPDF93/109
DEIXA FALAR: UMA PROPOSTA QUILOMBISTACarlos Augusto da Conceição JuniorPDF110/122
Sindicalismo e Anarquismo: a perspectiva goldminiana em focoNilciana Alves MartinsPDF123/141
Os Moscoso e Vasconcelos entre o privado e o público: a crônica de uma família libertáriaThiago Lemos SilvaPDF142/168
A memória de Francisco Ferrer na construção da identidade operária na Amazônia: a repercussão da morte e das ideias do professor espanhol entre os trabalhadores de Belém e de Manaus na década de 1910Marcos Lucas Abreu BragaPDF169/188

VERSÕES

A poesia de Gigi Damiani durante o primeiro exílio no Brasil (1897-1919)Gabriela Ribeiro, Carlo RomaniPDF190/193
A INFÂNCIA E A FORMAÇÃO. O PRIMEIRO EXÍLIO NO BRASIL (1876-1919)Isabelle FeliciPDF194/209

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