Day: Junho 9, 2022

Anarquistas do grupo ucraniano “Bandeira Negra”:  “A esquerda consciente tem que apoiar a luta da Ucrânia contra o regime fascista russo”


Elementos da Unidade de  Defesa Territorial Ucraniana Bandeira Negra , conhecidos há cerca de 5 anos pelo seu envolvimento nos conflitos sociais, nas lutas de rua contra nazis, na proteção de espaços públicos em Lviv e no desenvolvimento da economia cooperativa horizontal, publicaram o texto seguinte em 30 de maio no seu canal do telegram :

“Recentemente, os deputados da Assembleia Legislativa da região de Primorsky do Partido Comunista da Federação Russa criticaram a chamada “operação especial”, pedindo o seu fim, dizendo que “haverá mais órfãos e que os jovens que poderiam no futuro ajudar  seu país vão ficar incapacitados”. Foram essas teses expressas por Leonid Vasyukevich, e que foram subscritas pelos seus camaradas de partido. Claro que ele foi imediatamente silenciado e o seu microfone desligado, mas conseguiu ler o apelo dos seus camaradas na íntegra.

Embora seja positivo que até mesmo o partido burguês neo-stalinista esteja a começar a protestar contra a guerra na Ucrânia, acreditamos que são passos bastante tímidos. O despertar da droga patriótica nestes esquerdistas surge depois de milhares de mortes (e eles deviam ter evitado essas mortes) e a inércia ideológica ainda os impede de olhar a guerra com realismo. Obviamente que, mesmo uma estrutura tão rígida, não pode ditar unilateralmente a agenda aos seus subordinados – e provavelmente veremos, em breve, algum movimento neste sentido em todos os níveis das bases do PCFR.

Hoje, qualquer esquerda consciente deve apoiar a Ucrânia na sua luta contra o regime fascista russo. Logicamente que os anarquistas não têm ilusões sobre o estado ucraniano, o seu percurso neoliberal, o  seu caráter periférico e tudo o que disso deriva. No entanto, querer que a Ucrânia perca a guerra, devido à sua suposta submissão aos interesses do imperialismo ocidental, significa, antes de tudo, aceitar a sua submissão [da Ucrânia] ao imperialismo russo, o que implicaria a destruição da sua cultura, da sua língua e, acima de tudo, a derrota dos seus trabalhadores.

Hoje qualquer organização de esquerda na Rússia deve ficar ao lado dos ucranianos. Uma posição ativa contra a guerra na Rússia, a sabotagem do carnaval fascista nas escolas e universidades, até mesmo a destruição dos carris dos comboios ou o incêndio de esquadras da polícia militar, são os testes decisivos que distinguem a verdadeira esquerda russa do chauvinismo imperial (que não pode ser considerado de esquerda) que sadicamente saboreia os avanços da guerra de ocupação contra um povo supostamente “irmão”.

Os esquerdistas russos e ucranianos não têm nada mais a fazer senão conjugarem esforços para derrubar os ditadores, a burguesia fascista e os inimigos dos trabalhadores.

Até a vitória”.

Aqui: https://telegra.ph/Povstante-05-30

E aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/48521

O PAPEL DA NATO NA ARQUITETURA DO CAPITALISMO GLOBAL


Coincidindo com a cimeira da NATO na capital espanhola, no domingo, 26 de Junho, em Madrid, realiza-se uma manifestação multisectorial, de âmbito global, contra o militarismo, contra a NATO e o aumento dos impostos ligados ao sector militar. Uma manifestação pela paz e contra a guerra venha ela de onde vier. Neste contexto interessa perceber o papel – ou os papéis da NATO – e do militarismo norte-americano e europeu. É esse o âmbito deste artigo que traduzimos do jornal anarquista em língua castelhana Todo por Hacer.

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