18 Janeiro

(C.G.T.) Hoje assinalam-se os 80 anos do 18 de Janeiro de 1934 em Lisboa e no Porto


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Em Lisboa, com um jantar seguido de conversa e visionamento de um vídeo com testemunhos relacionados com o 18 de Janeiro, na BOESG, na Rua das Janelas Verdes, 1º Esq. (a Santos)18 janeiNo Porto com uma Tertúlia, Convívio, Música e Petiscos, na Terra Viva! AES, na Rua dos Caldeireiros, nº213 (à Cordoaria), numa iniciativa do Sindicato de Ofícios Vários do Porto, filiado na AIT/SP.

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Textos essenciais sobre o 18 de Janeiro de 1934


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Estão aqui reunidos alguns textos-base que circulam na Internet e que ajudam a compreender o  que esteve na origem, como se desenrolou e quais as consequências e os debates em torno do 18 de Janeiro de 1934, uma greve geral insurreccional convocada, em conjunto, pela CGT anarco-sindicalista, os sindicatos socialistas, a tendência comunista e alguns sindicatos independentes. Por diversas razões a greve não teve a adesão pretendida e foi alvo de uma brutal repressão, o que fez com que esta data marcasse também  o declínio do movimento sindical autónomo e  anarco-sindicalista em Portugal.

Alguns destes textos são de reputados investigadores, outros têm um carácter mais jornalístico, outros ainda mais militantes, mas todos ajudam a conhecer melhor e a enquadrar duma forma mais global  o que efectivamente foi o 18 de Janeiro de 1934, para além da mera propaganda.

Um grupo de anarco-sindicalistas

aqui: https://colectivolibertarioevora.files.wordpress.com/2014/01/textos-18-janeiro.pdf

(memória libertária) Nota da CGT sobre o 18 de Janeiro de 1934 publicada em “A Batalha” clandestina de Abril/1934


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Com os 80 anos do 18 de Janeiro a serem assinalados no próximo sábado temos vindo a publicar diversos textos relevantes para a compreensão daquilo que esta data significou para o movimento operário, em geral, e para o movimento anarco-sindicalista português, em particular.  É uma data importante em que a participação dos diversos actores – e o modo como o fizeram – ainda é motivo de polémica e controvérsia. Hoje publicamos a primeira tomada de posição da CGT (logo em Abril de 1934, numa edição clandestina de “A Batalha”) sobre uma nota do Secretariado do PCP em que este partido afirma, de forma mentirosa, que “o 18 de Janeiro caracterizou-se precisamente pela expressão do desejo das massas de seguirem as palavras de ordem do Partido Comunista” e de que “na margem Sul do Tejo, em Almada, Cacilhas, Porto Brandão, Alfeite, Cova da Piedade a greve foi geral. No Algarve, houve greves e manifestações de massas, sobretudo em Silves, alguns pontos do Alentejo seguiram, também, as palavras de ordem do nosso Partido”. Ou seja, onde houve movimentação de massas ali esteve o PCP, então quase inexistente em termos de militantes… Os  métodos mentirosos, contra a verdade e de pura propaganda, afinal são a matriz fundadora de um partido que, primeiro, com financiamento da URSS, depois com as verbas do Estado,  tem partidarizado e anestesiado, desde há décadas, a luta dos trabalhadores portugueses.

A C.G.T., os chefes bolchevistas e o movimento de 18 de Janeiro

Os processos de actuação dos chefes bolchevistas são conhecidos: «todos os meios são bons para alcançarem os fins»… Desde a mentira à confusão, desde a intriga à calúnia.

Temos à nossa frente um Boletim assinado pelo Secretariado do Partido Comunista. É por consequência um documento oficial. Trata do movimento de 18 de Janeiro. O seu conteúdo não eleva quem o redigiu; revela apenas uma falta de honestidade moral que nunca pode triunfar no seio do proletariado.

A audácia das suas afirmações, o descaramento com que se pretende demonstrar uma grande preparação revolucionária comunista para o citado movimento, não consegue iludir a própria massa operária, fora, ou desviada, do âmbito destas lutas.

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(Diário de Lisboa) O 18 de Janeiro em Silves


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A propósito de uma efeméride que se aproxima

O 18 de Janeiro em Silves

Alfredo Canana (*)

Acerca da organização da greve revolucionária de 18 de Janeiro de 1934, em Silves, e das razões porque se gorou a tomada da cidade pelos trabalhadores, tal como acontecera na Marinha Grande, pouco se sabe. Apenas os que viveram os acontecimentos conservam na memória os factos, enquanto os mais curiosos os conhecem por relatos parciais e até mistificadores saídos na imprensa burguesa da época. Há, no entanto, motivos que merecem notícia mais circunstanciada, de modo a permitir a correcção de certas «verdades» ditas oficiais, sobre o que na realidade se passou em Silves no dia 18 de Janeiro.

Dois homens, dois operários corticeiros participantes nessa luta, deram-nos o ensejo de concretizar tal objectivo e, mesmo à distância de 46 anos, dar a notícia.

São eles: Francisco Nicolau, que na altura foi julgado e condenado à revelia, mas teve a felicidade e a inteligência de poder fugir às masmorras do fascismo e viver em «liberdade» a época do salazarismo; e Manuel Pessanha, que cumpriu 12 anos de prisão em Angra do Heroísmo e Tarrafal. Para além da participação activa no dia 18 de Janeiro, algo de comum uniu estes dois homens: ambos conseguiram fugir para a serra. Por lá andar uns dias e refugiar-se em Espanha algum tempo.

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