A Batalha

“A Batalha”, nº 273


batalha 1

Aí está mais uma edição de “A Batalha” (VI série, XLI, nº 273), numa linha renovada que começou há um par de números, com colaboração variada, embora as características anarco-sindicalistas que fizeram deste jornal o porta-voz da central operária CGT, com edição diária, estejam cada vez mais ténues.

Neste número os destaques de primeira página vão para uma entrevista com António Cândido Franco, director da revista de cultura libertária “A Ideia” e para um texto de Rui Mário Pinto, um dos fundadores da nova editora libertária “Barricada de Livros”, cujo primeiro título “O direito ao roubo” será publicado em breve, reunindo textos sobre a corrente libertária formada pelos ilegalistas que sempre actuam à margem da sociedade e das suas instituições.

Também na primeira página há a reter a chamada para a primeira parte de um texto sobre o pensamento de Max Stirner, que continua no próximo número do jornal.

No interior, são vários os temas em abordagem. Um texto de Gonçalves Correia, publicado em 1917; uma breve sobre os Cem anos da revolução Russa; uma conversa entre militantes sobre o significado de libertários, libertaristas e libertarianos; um artigo sobre o Sahara colonizado; artigos sobre o Brasil e Cuba, etc..

Mais um número de “A Batalha”


batalha_0002

Acaba de ser publicada e já está a ser distribuída mais uma edição do jornal “A Batalha”. Em destaque de 1ª página uma entrevista com o musicólogo Rui Eduardo Paes; uma reportagem  sobre Cuba e as transformações que estão a ocorrer neste país; uma evocação da homenagem a Ferrer, Ascaso e Durruti em Barcelona, para além de várias outras chamadas para artigos diversos no interior.

(nº 271) Jornal “A Batalha” com redacção reforçada


batalha1_0002

Saiu o nº 271 do Jornal “A Batalha”, antigo órgão da Confederação Geral do Trabalho (CGT) agora numa versão renovada, de que já nos podemos aperceber neste número.

Nesta edição, a manchete vai para a Rede de Informação Alternativa (de que o Portal Anarquista faz parte) que ocupa as páginas centrais do jornal; os 80 anos da Revolução Espanhola; um artigo de Rui Eduardo Paes sobre “um novo hino anarquista”; a situação no Brasil; uma análise à situação que se vive na ZAD de Notre-Dame-des- Landes; um artigo de Gonçalves Correia, sobre a “Comuna da Luz”, publicado no jornal “A Questão Social”, de 1916, entre vários outros temas de interesse.

Recentemente a redacção de “A Batalha” foi reforçada com a entrada de novos elementos, dos quais se espera – em conjunto com os companheiros que até agora têm tido a responsabilidade de editarem regularmente este jornal de expressão anarquista – que consigam dar a este antigo quotidiano, agora bimestral, um novo fôlego, adequando-o às questões e aos problemas que hoje se colocam à expansão do movimento libertário.

Aos novos e aos antigos colaboradores de “A Batalha”, uma forte saudação libertária!

(memória libertária) José António Machado (“Graça”), um dos obreiros d’ “A Batalha” clandestina


bnp-n61-cx-58-f02

José António Machado, tipógrafo e jornalista, militante anarco-sindicalista,  na manifestação do 1º de maio de 1975, em Lisboa. (aqui)

José António Machado (1916-1978), de origem operária, depois tipógrafo e jornalista, foi um dos militantes libertários que permitiram a existência de “A Batalha” clandestina, bem como de outra propaganda anarquista e anarco-sindicalista durante os tempos da ditadura.

Natural do Barreiro, onde nasceu em 1916, José António Machado começou a trabalhar aos 16 anos na indústria corticeira, passando depois para aprendiz da escola da tipografia da Imprensa Nacional. Autodidacta, dedicou-se ao estudo e difusão do esperanto e dos ideais libertários. Fez parte do grupo anarquista do Barreiro “Terra e Liberdade”, que na altura publicava um jornal com o mesmo nome.

(mais…)

(memória libertária) Suplementos de “A Batalha” disponíveis na web


BNP_N61_Cx117_E019

Portão da Sede da CGT, do Jornal “A Batalha” e de outros organismos Sindicais, na Calçada do Combro em Lisboa (foto de Emidio Santana, na década de 70, aqui)

O jornal “A Batalha”, porta-voz da CGT anarco-sindicalista, foi o mais influente jornal operário português, publicando-se diariamente entre 1919 e 1927 e chegando a ser 0 terceiro quotidiano mais vendido. Constantemente perseguido e fechado, com os seus redactores presos e as instalações seladas por diversas vezes,  o jornal sobreviveu até à eclosão do golpe de Estado fascista de 28 de Maio de 1926. O seu último número como diário foi publicado no dia 26 de Maio de 1926, quando as suas instalações na Calçada do Combro, em Lisboa, foram totalmente destruídas e o jornal impedido de se publicar. No entanto, existem várias tentativas para que o jornal se continue a publicar de forma legal, ainda que se submetendo à Comissão de Censura. Uma dessas tentativas ocorre no final de 1930 com o aparecimento de uma edição semanal que vai durar algumas semanas e de que Emídio Santana é um dos redactores.

Depois desta tentativa e com a repressão violenta sobre o movimento operário e anarquista que se segue ao 18 de Janeiro de 1934, com centenas de prisões e deportações, “A Batalha” continua a sair, mas de forma clandestina, o que irá acontecer até aos finais dos anos 40. Só reaparecerá depois, de forma legal, após o 25 de Abril, em 21 de Setembro de 1974.

A colecção completa do jornal existente na Biblioteca Nacional está digitalizada mas ainda não está disponível na Internet, o que se lamenta, uma vez que torna difícil a sua consulta.

No entanto, a pouco e pouco, uma parte do acervo de “A Batalha” vai sendo disponibilizado. É o caso, agora, de diversos números quer do Suplemento Literário e Ilustrado de “A Batalha”, que se começa a publicar no dia 3 de Dezembro de 1923 (saindo à segunda-feira) e em que colaboram diversos escritores e jornalistas de renome, como Ferreira de Castro, quer da Batalha semanal (já visada pela Comissão de Censura e de que saem 13 números), que está nas bancas ao sábado, e cuja publicação, já depois do golpe militar e fascista de 28 de Maio de 1916, começa a 13 de Setembro de 1930, disponibilizadas agora no site da Casa Comum, ligada à Fundação Mário Soares.

A digitalização e estudo deste espólio tem sido feito com a colaboração do Seminário Livre de História das Ideias da FCSH/UNL.

Capturar

Suplemento Ilustrado

Capturar1

A Batalha Semanal Nº1

A Batalha Semanal Nº2

A Batalha Semanal Nº3

A Batalha Semanal Nº4

A Batalha Semanal Nº5

A Batalha Semanal Nº6

A Batalha Semanal Nº7

A Batalha Semanal Nº8

A Batalha Semanal Nº9

A Batalha Semanal Nº10

A Batalha Semanal Nº11

A Batalha Semanal Nº12

A Batalha Semanal Nº13

Já saiu a edição de “A Batalha” nº 268


batalha

A edição 268 do jornal de expressão libertária “A Batalha” tem como manchete principal ainda os ecos da Cimeira do Clima de Paris, bem como diversos artigos sobre a actualidade noticiosa. Destaque também para a memória libertária, com a publicação de um texto de Gonçalves Correia e outro de Carlos Silva sobre várias figuras ligadas ao anarquismo e ao anarco-sindicalismo. Neste número, um longo artigo debruça-se também sobre Nostradamus e as suas profecias, analisando o contexto geo-político do mundo actual.

Saiu mais um número de A Batalha


batalha

Acaba de sair o nº 258 do jornal de expressão libertária “A Batalha”, antigo órgão da Confederação Geral do Trabalho. Neste número, o antigo diário anarcosindicalista (hoje bimestral) aborda alguns temas interessantes, desde o Gás de Xisto, que é tema de primeira página, traduzindo um artigo sobre esta questão do “Le Monde Libertaire”;  uma entrevista com dois membros do colectivo libertário que edita a revista “Alambique”, em Castro Verde; um artigo publicado no jornal da CGT espanhola “Rojo y Negro” sobre os anarquistas que libertaram Paris na segunda guerra mundial; a biografia de Moisés da Silva Ramos (que o Portal Anarquista já publicou há algum tempo) e diversos outros artigos, de índole diversa, mas com assinalável interesse. “A Batalha” não tem página na Internet, mas os contactos com o jornal podem ser feitos através do mail: jornalabatalha@gmail.com.

Curiosa é também a foto (ver abaixo) enviada por um leitor de um seu antepassado (bisavô) a ler “A Batalha” e do Hino de “A Batalha” manuscrito pela avó, um hino que “ela cantava integrada num coro da CGT aquando das sessões realizadas na Voz do Operário até cerca dos anos 20”.

batalha1_0002(clique para ver)