A Batalha

Acabadinha de chegar “A Batalha” nº 279


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Nº 279 – INDÍCE
Revistas anarquistas online, por R.
Recensões de A Ideia nº 81-83 e Erva Rebelde nº 2, por António Margalha
Encontro de Imprensa Libertária e O GRANDE CONTRA-CONCURSO DE ILUSTRAÇÃO DE VILÕES DE A BATALHA, por P. M.
Maio de 68: 50 anos depois, por Mário Rui Pinto
Killing & Dana em Lisboa (episódio 55)
O homem que não mordeu, por Agente Sabe e com ilustração de André Pereira
A um tio rico, por António Gonçalves Correia (org. por Francisca Bicho)
Criar um movimento contra o autoritarismo que vem: relato da luta dos estudantes franceses contra a política liberal e as agressões fascistas, por Pimprenelle
Suplemento Literário e Ilustrado de A Batalha (1923-1927), por António Baião e com ilustração de José Smith Vargas
O olhar antagónico da Besta, Rui Eduardo Paes entrevista A Besta
Poemas de João Mendes de Sousa, Francisco Cardo e Paulo Jorge Brito e Abreu
E se a bomba tivesse explodido?, por Colectivo da Estrela Decadente (António Caramelo, Gonçalo Duarte, Oriano, SAR, Simão Simões, Xavier Almeida)
“Matar o Salazar”, por José Tavares com ilustração de Oriano
Um bombista, por Beldiabo
Sobre o Rock in Riot, por Oriano
Centro Anarquista Português de Artes Modestas, por Marcos Farrajota

*

A Batalha está à venda na Tortuga, Letra Livre, Barata, Linha de Sombra, Leituria, RDA69, Tigre de Papel, Zaratan – Arte Contemporânea, nos quiosques junto ao Largo do Rato, na Rua Alexandre Herculano e na Rua Camilo Castelo Branco (Lisboa), no Gato Vadio e na Utopia (Porto), na Uni Verso (Setúbal), na SMUP (Parede) e na Fonte de Letras (Évora).

As condições de assinatura de A Batalha são as seguintes: 

Continente | 6 nos: 6,98€ / 12 nos: 12,97€
Ilhas, via aérea | 6 nos: 7,98€ / 12 nos: 15,46€
Ilhas, via económica | 6 nos: 6,98€ / 12 nos: 12,97€
Europa | 6 nos: 11,97€ / 12 nos: 22,45€
Extra-Europa, via aérea | 6 nos: 15,56€ / 12 nos: 27,93€
Extra-Europa, via económica | 6 nos: 11,97€ / 12 nos: 22,45€

O pagamento poderá ser efectuado para o NIB do CEL:
0033 0000 0001 0595 5845 9.

email: jornalabatalha@gmail.com

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“A Batalha” 277-278 em PDF


a batalha

Aqui: Nº 277 278

99 anos de A Batalha
 
A 23 de Janeiro de 1919 surgia o primeiro número do diário
A Batalha. Inicialmente, o jornal era propriedade da União
Operária Nacional, mas, poucos meses mais tarde, com a
formação da Confederação Geral do Trabalho, passaria
para a égide deste nova organismo sindical. O porta-voz
da organização operária portuguesa teve uma vida
atribulada: foi proibido de se publicar em 1927, aquando do
assalto policial à antiga redacção na Calçada do Combro;
teve um regresso efémero como semanário em 1930;
publicou-se na clandestinidade, perante o olhar saloio do
salazarismo; regressou a 21 de Setembro de 1974 como
quinzenário. Quase um século depois, A Batalha deixou
cair o epíteto de jornal sindicalista revolucionário e
tornou-se um bimestral de expressão anarquista, que se
publica devido à vontade de um grupo de associados do
Centro de Estudos Libertários e de inúmeros colaboradores
que, graciosamente, lhe oferecem a sua pena. Assim,
da actualidade política ao espaço público, da cultura à
reflexão ideológica, da sátira à poesia e ao conto, da
cidade ao indivíduo, A Batalha prepara-se para festejar os
seus 100 anos criticando e ridicularizando a dominação
quotidiana.
Rede de colaboradores
 
É desejo da redacção de A Batalha e dos associados do
Centro de Estudos Libertários evitar que este jornal se
mantenha centralizado em Lisboa e arredores. Com a
renovação da rede de distribuição de jornais, do norte ao
sul e nas ilhas, com as assinaturas a percorrerem todo o
país, é importante que A Batalha espelhe essa diversidade
nas suas páginas e se descentralize. Assim, convidam-se
os leitores e assinantes do jornal a entrarem em contacto
com a redacção, caso desejem colaborar regular ou
ocasionalmente com artigos, reportagens ou entrevistas
sobre as suas lutas locais ou no âmbito das criações
culturais de margem, que tanto nos movem na feitura de A
Batalha.
Novo apartado do CEL / A Batalha e novas condições de
assinatura
 
Notificam-se todos os interessados em corresponder-se
ou em enviar publicações para o Centro de Estudos
Libertários / A Batalha que devem fazê-lo para o nosso
novo apartado: CEL/A BATALHA, APARTADO 4037, 1501-
001 LISBOA, PORTUGAL. A Batalha deixa de disponibilizar
a opção de envio do jornal com cinta que, daqui em diante,
será sempre enviado em envelope.
Apoia A Batalha com uma assinatura
 
CONDIÇÕES DE ASSINATURA
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Saudações libertárias,

CEL (Centro de Estudos Libertários) / Jornal ‘A Batalha

(memória libertária) Suplemento semanal de “A Batalha” disponível online


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As duas séries d’ A Sementeira (1908-19), a Germinal (1916-17), o suplemento d’A Batalha (1923-27) e a Renovação (1925-26), quatro revistas fundamentais para a história da disseminação do ideário anarquista e do desenvolvimento do movimento anarco-sindicalista português ao longo das primeiras décadas do século XX, já podem ser integralmente consultadas e pesquisadas online.

http://ric.slhi.pt/A_Sementeira/revista
http://ric.slhi.pt/Germinal/revista
http://ric.slhi.pt/Suplemento_de_A_Batalha/revista
http://ric.slhi.pt/Renovacao/revista

Olh’à Batalha nº 277/278


a batalha

Já está nas bancas e na casa dos assinantes o número duplo 277/278 de “A Batalha”, o jornal de expressão anarquista que já foi jornal diário e órgão da CGT, a confederação anarco-sindicalista dos trabalhadores portugueses.

Notando-se cada vez mais o projecto de renovação em curso,  esta edição de “A Batalha tem 32 páginas com destaques diversos, entre os quais, dois breves artigos sobre José Hipólito dos Santos, falecido no ano passado, da responsabilidade de João Freire e Manuel Villaverde Cabral, que com ele conviveram de perto; um artigo sobre a Assembleia de Ocupação de Lisboa e a casa okupada (e depois desokupada às ordens da CML); uma crónica, de conteúdo social, de Miguel Sampaio, que já andou pelas hostes do BE, mas retorna agora ao espaço libertário; um conto de Ursula K. Legun, a escritora libertária recentemente desaparecida; um longo artigo sobre o RBI – Rendimento Básico Incondicional; mais um artigo de Francisca Bicho sobre os cinquenta anos da morte de Gonçalves Correia; uma entrevista ao grupo dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS; um artigo sobre Carlo e Anita Aldegheri, de Mário Rui Pinto, e muito mais, entre artigos, ilustrações, opinião…

Um jornal que está a melhorar número a número e a congregar cada vez mais colaborações e que acaba de mudar de contacto. Qualquer correspondência deve ser enviada para: CEL/A BATALHA, Apartado 4037, 1501-001 Lisboa, Portugal. O email mantém-se: jornalabatalha@gmail.com.

“A Batalha” também está a procurar colaboradores pelo país. Caso haja companheiros que o queiram fazer podem entrar em contacto com a redacção.

Boas leituras!

Quem não é assinante que o faça para o email jornalabatalha@gmail.com . 12 números rondam os 13 euros. Apoiar a imprensa libertária é uma obrigação de todos os anti-autoritários.

“A Batalha” (2014): um projecto musical com origem em Guimarães


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A Batalha – “A Batalha” (7″ EP, Estrela Negra, 2014) 
 
Vindos de Guimarães, uma cidade que não estamos habituados a ouvir nestes meandros Underground e muito menos no Oi!, A Batalha é uma nova banda Oi! composta por quatro Skinheads Anarco-Sindicalistas. Como o próprio nome indica, a designação da banda foi influenciada pelo jornal com o mesmo título de índole anarquista e libertário que surgiu no inicio do séc. XX, como órgão oficial da Confederação Geral dos Trabalhadores. 
 .
O EP gravado e produzido em 2014 mas distribuído, a sério, em 2015 é ele mesmo um autêntico manifesto da Classe Operária, com banda sonora também ela working class, ou seja Streetpunk/ Oi! puro e duro. Mas engane-se quem julga que A Batalha cai em clichês e é apenas mais uma banda de 3 acordes e gritos de ordem. Os temas são bem estruturados e notam-se várias influências do mundo Punk, não só o Britânico mas também de outras paragens, nomeadamente das bandas italianas dos anos 80 e do streetpunk americano do inicio dos 90. O EP começa com o tema “A Batalha” com um feeling muito Oi! do inicio dos 80s; Menace ou Infa Riot vêm-nos à cabeça, mas com um solo final de guitarra mais “moderno”. O segundo tema é “Tarrafal”, com um início onde o baixo e a bateria num registo quase  post-punk suportam um sampler de um testemunho de quem sobreviveu ao referido cárcere. Refrão forte, bateria arrastada e mais um belo trabalho da guitarra solo.
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O lado B abre com “A Guerra Foi Declarada” que tem um registo mais UK82, riff a rasgar com um andamento na linha de Defiance na fase “No Future No Hope”. A fechar em beleza uma versão de “A Cantiga É Uma Arma” de José Mário Branco, numa adaptação Streetpunk muito bem conseguida pela A Batalha. Rattus 2015.
 .
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BATALHA

Cabeça rapada mente consciente,
Antifascismo da linha da frente.
Luta libertária como ideal,
na nossa batalha internacional

Oi Grito de guerra, Orgulho operário
Sempre presente no combate diário.
Orgulho de classe, com ódio ao patrão
Seremos obreiros em auto gestão.

Biqueira de aço, arma de rua,
União libertaria a nossa luta
Skinhead Oi, Multicultural,
Lutamos no nosso bairro até à
revolução social

 

 

TARRAFAL

Quase meio século de historia,
a ditadura foi uma noite escura,
audazes antifascistas ,
conheciam uma realidade dura,
A classe trabalhadora,
Era enviada para o degredo,
para uma ilha isolada,
onde só a morte não era segredo,

Tarrafal,
campo da morte lenta,
Bravos lutadores,
resistiram à tormenta
Tarrafal,
campo da morte lenta
No meio da escuridão,
a chama ficou acesa

os bravos lutadores fiéis
aos ideais,
lutaram pelo povo,
vivendo no purgatório

sobreviveram a um crime
friamente meditado, executado,
ou morreram em interrogatório
O clima, a água, as doenças
a falta de condições
faziam o trabalho dos carcereiros
Os trabalhos forçados,
os espancamentos,
a frigideira,
60 graus durante dias inteiros

 

 

GUERRA

A besta perdeu o medo,
tira a mascara, mostra o rosto,
O inimigo sedento de sangue,
está raivoso e furioso,
Predador selvagem, tudo quer caçar,
procura no povo fraco,
a presa para matar,

A guerra foi nos declarada,
(O medo mantem)
a consciência bloqueada
Está na altura acordar
E a guerra aceitar!

O povo com fome,
desamparado, desempregado,
O assalariado recebe migalhas,
é escravizado,
O direito à habitação
passou de direito a privilégio
Exigir os nossos direitos,
a nossa vida, é um sacrilégio!

 

 

A CANTIGA É UMA ARMA

(J. Mário Branco)

“A Batalha”: um jornal com história, constantemente renovado


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Acaba de sair a edição nº 276 do Jornal “A Batalha”, que já vai na VI Série de publicação, totalmente remodelada, em termos gráficos e de conteúdo. A equipa que tem estado a relançar “A Batalha” desde há alguns meses apresenta agora um jornal renovado, mais jovem e inserido na actualidade.

Ao longo das suas 16 páginas destaque para  a entrevista a João Santiago, director de “A Batalha” e um dos históricos do anarquismo em Portugal, uma nota sobre a morte de Manuel Vieira, antigo colaborador do jornal, um artigo de M. Ricardo Sousa sobre “Os anarquistas e a esquerda” e vários textos sobre a “Catalunha Insurgente”. Notas de última página sobre a actualidade anarquista, a recuperação de um texto de Gonçalves Correia “Carta a um caçador” e um artigo sobre o grupo anticarcelário francês “Os Cangaceiros” de Mário Rui Pinto enriquecem ainda esta edição.

O jornal “A Batalha”  foi fundado em 23 de Fevereiro de 1919, no mesmo ano em que surgiu a Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa, de tendência anarcosindicalista, de que seria porta-voz.  Como jornal diário alcançou a terceira maior tiragem em Portugal, embora permanentemente alvo de censura e com edições apreendidas. Cessou a sua publicação regular a 26 de maio de 1927 – praticamente um ano depois do golpe militar de 28 de Maio de 1926 -, data em que as suas instalações foram destruídas pela polícia, tendo posteriormente tido várias edições clandestinas ao longo da ditadura salazarista. Recomeçou a publicar-se regularmente, enquanto jornal sindicalista revolucionário, após o 25 de Abril de 1974, tendo a sua primeira edição desta série visto a luz do dia em Setembro desse mesmo ano.

Assumindo agora sua vertente de expressão anarquista – e não já anarcosindicalista – “A Batalha” renovada é um projecto que merece o apoio de todos os libertários, enquanto instrumento indispensável para a divulgação e debate das ideias anarquistas.

Está de parabéns a equipa de jovens e menos jovens que decidiu renovar e relançar o jornal.