activismo

(Documentário) Alfama é marcha


http://lefthandrotation.blogspot.pt/2017/10/alfama-e-marcha-documentario.html

Olá desde o coletivo Left Hand Rotation, baseado em Lisboa.

Enviamos o nosso último documentário, “ALFAMA É MARCHA” (2017, 41 mins) para ver e descarregar grátis.

“Alfama é marcha” documenta o processo de trabalho de um projeto coletivo que “visa promover o envolvimento da comunidade de Alfama na valorização do seu património cultural, material e imaterial, através da consolidação de um espólio significativo da realidade das Marchas Populares no bairro”.

Meses antes do começo dos Santos Populares começam os ensaios da marcha popular em Alfama (Lisboa) e vizinhos de todas as gerações se submergem nos preparativos. Um sentimento de pertença invade cada beco de um bairro em feroz processo de gentrificação, onde muitos de seus antigos moradores já foram forçados a abandonar suas casas, sem uma opção de permanência que evite a dolorosa ruptura de seus vínculos barriales.

Uma colaboração com a APPA (Associação do Património e População de Alfama), Sociedade Boa União e Trabalhar com os 99%.

Obrigado

Coletivo Left Hand Rotation

www.lefthandrotation.com
www.museodelosdesplazados.com

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(debate) Os anarquistas e a organização


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Há pouco menos de um ano, na sessão final do Encontro Libertário de Évora, um companheiro italiano, residente em Portugal há vários anos, interveio a dizer que durante as discussões tinha-se falado de tudo, mas o mais importante, o que estava subjacente a todas as intervenções, embora nunca fosse aflorado, era a questão da organização anarquista. Essa era a grande questão, sempre central, no anarquismo há décadas e que nunca era debatida nem abordada de frente. E perguntava ele: sem uma organização específica como vão concretizar as conclusões saídas desse encontro?

Desde aí esta frase nunca mais me deixou de ecoar na cabeça. O busílis, de facto, da questão é a organização, a que permite unir pessoas num projecto, dar-lhes continuidade, preservar a memória e a história, mobilizando para a acção. Este é um velho tema: como anarquistas, trata-se sobretudo de unir para a acção e organizar as tarefas e as actividades, mais do que as pessoas; outros dirão que não, que a existência de uma organização permanente fomenta as lutas e é ela própria uma dinamizadora da consciencialização dos militantes. Este é um debate antigo, tão antigo quanto o anarquismo e que apenas conseguiu ser superado na fase em que o anarco-sindicalismo e as suas organizações operárias, de base sindical, foram pujantes. Hoje, os movimentos libertários, regra geral, vivem atomizados, em lutas parcelares.

Retomamos, por serem actuais e terem influenciado grandemente o anarquismo europeu face às propostas anarquistas oriundas de militantes que viveram e lutaram na Revolução Russa (onde a falta de uma organização anarquista forte foi muitas vezes apontada como a causa para a vitória bolchevique contra os trabalhadores), um artigo escrito na altura por Errico Malatesta onde refuta tais teses. Publicamos também o link para a “Plataforma de organização da União geral dos Anarquistas (Projeto)” a que Malatesta se refere.

Hoje os cenários são diferentes e talvez seja possível fazer uma síntese destas duas posições. A necessidade de um espaço de partilha, coordenação, luta e memória, que não viole a identidade nem os princípios acratas, é cada vez mais urgente.

luís bernardes

(mais…)

(Coimbra) Repúblicas divulgam ‘carta aberta’ e marcam ‘semana de luta anti-fundação’


nova
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O Conselho das Repúblicas (CR), órgão deliberativo composto pelas 25 Repúblicas de Coimbra, reuniu-se no dia 12 de dezembro de 2016 para discutir o Regime Fundacional. Por compreender que o ensino deve ser um direito e não um privilégio, o Conselho das Repúblicas posiciona-se contra a passagem da Universidade de Coimbra (UC) a Regime Fundacional, vindo, por este meio, manifestar publicamente essa posição, como pode ser lido na Carta Aberta do Conselho das Repúblicas em Anexo.
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Como a UC não demonstrou interesse unívoco em fomentar o debate envolvendo toda a comunidade estudantil, de modo a tornar mais democrática a discussão em torno de um assunto que concerne toda a comunidade, o CR, em conjunto com outras entidades, organiza uma Luta Anti-Fundação, que se inicia com eventos de informação, debate e divulgação desta temática, e decorrerá entre o dia 13 (segunda-feira) e o dia 20 (segunda-feira) de Fevereiro, culminando numa Concentração no dia 20, pelas 14 horas, em frente à Porta Férrea.
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O CR decide, assim, difundir a sua posição, apelando a toda a comunidade a juntar-se a este movimento de resistência ao processo de privatização da Universidade de Coimbra, por acreditarmos que a partilha de conhecimento e ideias não deve servir de mercadoria e muito menos como meio de elitização.
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(#DISRUPTJ20)Solidariedade anarquista contra a tomada de posse de Donald Trump


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Enquanto Internacional de Federações Anarquistas (IAF-IFA) apoiamos as manifestações programadas para a altura da tomada de posse de Donald Trump a 20 de Janeiro de 2017.

Ao mesmo tempo, vale a pena dizer que não apoiamos Hilary Clinton nem qualquer outro/a político/a: sabemos que eles/as são as duas faces do capitalismo, o racismo e a guerra. Mas a tomada de posse de Trump significa a legitimização da supremacia branca, do neonazismo e da misogenia.

As eleições não nos interessam um chavo; a mudança pela qual lutamos apenas poderá ser alcançada por nós através da acção directa.

Não esperamos nada dos/as políticos/as senão sofrimento, exploração e opressão.

Apoiamos todos/as os/as que sofrem ataques da polícia, assassinatos racista e violência sexista.

Em solidariedade

CRIFA – Internacional de Federações Anarquistas

Marselha, 3-4 de Dezembro de 2016

(apoio mútuo) Rede de Solidariedade começa a funcionar em Lisboa: “rejeitamos qualquer forma de assistencialismo”


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Sob o lema “habitação não é negócio é necessidade” começou a funcionar em Lisboa a ‘Rede de Solidariedade’, uma rede de apoio mútuo para organizar pela base e em defesa da Habitação, Alimentação, Saúde e Educação, de forma Solidária, Gratuita, Independente, Igualitária, quem a isso estiver disposto. A Rede – um projecto a que a Guilhotina.info se associou e ajudou a pensar e idealizar, graças aos contactos e informações que recolheu nos últimos anos sobre diversos movimentos sociais –  tem vindo a realizar reuniões regulares no Grupo Excursionista e Recreativo ‘Os Amigos do Minho’, no Intendente, em Lisboa. A fim de conhecermos melhor esta Rede, muito baseada nos princípios e nos métodos de actuação da Plataforma de Afectados pela Hipoteca (PAH) que actua no Estado Espanhol, entrevistámos um dos seus activistas de primeira hora.

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“A estrutura base da Rede é a Assembleia”

1) Que objectivos se propõe a Rede de Solidariedade? Quais as formas de actuação?

A Rede foca-se nos problemas que afectam a grande maioria da população – problemas ligados à habitação, à saúde, à alimentação, à educação – se bem que de momento nos estamos a focar na habitação, tendo em conta o contexto da explosão dos preços em Lisboa devido ao turismo, o que está a empurrar muita gente para dificuldades, para além de todos os problemas já existentes relativos a crédito à habitação mal-parado. É de momento impossível precisar objectivos mais específicos, uma vez que a Rede é um projecto em construção, apesar de já ter posto de pé algumas modestas iniciativas.

As formas de actuação poderão ser variadas, dependendo do caso e do ponto em que se encontra. Subjacente a todo o processo está a ideia de pressão para encontrar uma solução negociada permanente para os problemas. Pelo que um caso de habitação, por exemplo, poderá começar com uma conversa com o senhorio ou instituição financeira e, conforme progride, assumir formas de acção directa cada vez mais combativas, como a paragem de despejos.

O foco estará sempre em soluções que surjam da força colectiva, evitando ao máximo soluções legalistas ou outras que envolvem ficar enrolados nos milhentos labirintos inventados para fazer as pessoas perder tempo e coragem.

2) Como se organiza a Rede de Solidariedade? Tem uma estrutura fixa? Funciona com assembleias abertas? Como se processa a sua articulação com as diversas lutas nos bairros, escolas, lugares de trabalho e com outros movimentos sociais?

A Rede modela-se muito em modelos de organização de sucesso que identificámos e estudámos noutros locais, tais como a experiência da PAH (Plataforma de Afectados por la Hipoteca). Isto significa que a estrutura base da organização é a assembleia, onde tudo é discutido e as tarefas e responsabilidades distribuídas. Existem fortes restrições em termos de quem pode assumir cargos, para evitar problemas recorrentes de tentativas de tomada de movimentos, assim como em termos de fontes de financiamento e apoio, para evitar a também recorrente tentativa de institucionalização de movimentos de forma a desarmá-los.

Muito importante também é a rejeição do assistencialismo. Espera-se de toda a gente que participe que seja parte activa na solução dos problemas, dos seus e dos outros. Procuramos empoderar os afectados a resolver problemas de forma permanente, e não oferecer pensos rápidos.

De momento a Rede ainda está a construir-se a si própria, pelo que os contactos externos são limitados e feitos via destacados pela assembleia, estando a ser feito esforço para criar laços com outros movimentos e iniciativas que nos parecem interessantes e importantes.

3) A Rede está a organizar-se em Lisboa. Está prevista a organização duma rede deste tipo noutros locais? De que forma? E como se relacionam as diversas estruturas que venham a existir?

Se tudo correr bem, sim, pretendemos que a Rede se espalhe e crie novos pólos, respeitando os métodos e princípios comuns. Idealmente, algumas pessoas de uma assembleia já estabelecida ajudariam com este processo numa hipotética nova assembleia.

Quanto à relação entre assembleias, ainda estamos a estudar essa questão de modo a tentar precaver eventuais problemas comuns, tal como em todo o restante processo de pensar a Rede.

https://rededesolidariedade.wordpress.com

https://www.facebook.com/redesolida

contacto telefónico: 918 870 996

(Porto) Concentração em solidariedade com Maria de Lurdes


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Este sábado, no Porto!

Fotos de Mar Velez

sobre este caso: https://wordpress.com/post/colectivolibertarioevora.wordpress.com/17059

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/10/23/algumas-fotos-da-vigilia-pela-liberdade-de-maria-de-lurdes-esta-sexta-feira-2110-em-lisboa/

https://www.facebook.com/groups/1126506747443601https://www.facebook.com/groups/1126506747443601

Carta do Brasil: “A situação aqui é crítica. Tenho medo até de um novo golpe militar.”


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Publicamos este texto de Francisco Castillo, que foi inserido na caixa de comentários na página do facebook do Portal Anarquista em que dávamos destaque à intervenção da estudante Ana Júlia, na  assembleia legislativa do Paraná. O texto sintetiza as razões de luta dos estudantes brasileiros e as suas apreensões face à resposta autoritária do governo e das autoridades.

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Não só contra essa proposta de censura que nós estamos nos organizando. Nós também estamos lutando contra diversos abusos do governo de legitimidade duvidosa (apesar de eu achar que qualquer tipo de regime onde não haja democracia direta é ilegítimo) que quer fazer cumprir a todo custo e com medidas autoritárias uma agenda liberal que começa com uma emenda constitucional (a PEC 241) que corta por 20 anos investimentos em saúde, educação, programas sociais, previdência e em outras áreas vitais para a população brasileira. O mais revoltante que isso acontece ao mesmo tempo que todos os políticos estão aumentando os próprios salários (prática extremamente comum no Brasil) (os salários devem estar girando em torno de R$ 40.000 em media, o que da mais de 10.000 euros, e isso sem as dezenas de benefícios).

Alem dessa emenda constitucional, eles estão querendo censurar o direito de liberdade de expressão dos professores em sala de aula (como vcs ja sabem) e absurdos ainda maiores, como cortar sociologia e filosofia do currículo. Mas, como se não bastasse, este governo ainda promete fazer uma grande reforma trabalhista e previdenciária no próximo ano, que reduzira em muito os direitos dos trabalhadores e dos aposentados. Contratos de terciarização poderão prevalecer sobre a legislação trabalhista. Alem disso tudo, existe um plano a longo prazo da base aliada deste governo de terciarizar todos os serviços públicos e de privatizar a saúde e a educação do país, medida que é apoiada pela nossa desprezível direita que se embaseia na escola austríaca, nos ditadores militares que governaram o pais e no desprezível ditador chileno Pinochet.

Apesar de estarmos ocupando as escolas e lutando com todas as nossas forças, não estamos conseguindo mobilizar a população do pais em favor a nossa causa, já que ela se encontra alienada por uma midia neoliberal e enfurecida contra a demagogia e a corrupção do ultimo governo q se dizia de esquerda que acabou de cair devido a uma politicagem mafiosa executada no congresso.

Acho que estou aqui em um pedido de socorro para vocês, já que vejo que aí na europa vocês conseguem fazer uma oposição muito mais forte a esse tipo de coisa. Nós no Brasil já sofremos com as oligarquias nacionais e com o imperialismo internacional durante os últimos 200 anos. A situação aqui é crítica. Tenho medo até de um novo golpe militar.

Francisco Castillo