AIT

(polémica) AIT desfilia a CNT, FAU e USI da organização


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Declaração do XXVI Congresso da AIT

De 2 a 4 de Dezembro de 2016 realizou-se um congresso da AIT com grande participação, em Varsóvia, Polónia, onde se decidiu continuar a reafirmar os objectivos, tácticas e princípios da AIT e o empenho em fortalecer e expandir a Internacional.

O congresso aprovou a criação de grupos para formação de organizadores nos locais de trabalho e actividades sobre estratégia para o local de trabalho. Também foi decidido organizar eventos promocionais pelo mundo fora, para facilitar a disseminação das nossas ideias e a animar os trabalhadores e as trabalhadoras a juntarem-se às nossas fileiras.

O congresso também aprovou uma série de novas filiações e, infelizmente, de desfiliações.

A CNT, FAU e USI foram desfiliadas como resultado do seu desprezo consciente pelos processos, estatutos e quotas da AIT. As tentativas divisionistas  e destrutivas do Comité Confederal da CNT em cumplicidade com a FAU e a USI não são nada mais que um ataque aos princípios, às tácticas e aos objectivos centrais da IWA-AIT e do anarco-sindicalismo.

Denunciamos duramente as suas tentativas de se apropriarem do nome da AIT e de criar uma organização paralela à AIT.

Reconhecemos o conflito interno dentro da CNT. Temos recebido declarações de apoio dirigidas ao congresso de cerca de 40 sindicatos locais de Espanha (tanto de actuais filiados como de antigos membros da CNT), e também estiveram presentes no congresso vários observadores destes e de outros sindicatos da organização.

Continuamos mutuamente solidários e incentivamos aqueles e aquelas que estão a lutar e a organizarem-se contra a exploração para se juntarem a nós

Aprovado pelo Congresso, 4 de Dezembro, 2016

aqui: http://www.iwa-ait.org/node/727http://www.iwa-ait.org/node/727

e aqui: http://ait-sp.blogspot.pt/2016/12/declaracao-do-xxvi-congresso-da-ait.html

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/11/25/anarcosindicalismo-comeca-amanha-no-pais-basco-um-encontro-para-refundar-a-ait-com-a-participacao-de-sindicatos-de-9-paises/

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/10/03/ait-carta-aberta-de-convite-para-a-conferencia-internacional-de-organizacoes-anarco-sindicalistas-e-sindicalistas-revolucionarias-a-realizar-em-bilbao-nos-dias-26-e-27-de-novembro/

(Anarcosindicalismo) Começa amanhã no País Basco um encontro para “refundar” a AIT com a participação de sindicatos de 9 países


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  • Sindicatos de nove países vão participar este fim-de-semana num encontro destinado a “reactivar” e “impulsionar” o trabalho da AIT e a coordenação entre os participantes
  • Vão participar delegações de sindicatos de Itália, Alemanha, França, Grécia, Reino Unido, Polónia, Argentina e Estados Unidos, entre outros países.

A nova sede do sindicato CNT em Barakaldo (País Basco) vai converter-se este fim de semana no epicentro de um evento histórico: representantes de organizações anarcosindicalistas de nove países reúnem-se nesta cidade para impulsionar a refundação da Associação Internacional de Trabalhadores (AIT) e para estabelecer novos canais de coordenação entre os participantes na reunião. O encontro começará amanhã, sábado, às 10 da manhã na sede da CNT, situada no número 10 da rua Castilla y León.

Segundo avançou a central anarco-sindicalista, este encontro surgiu a partir duma proposta da CNT em conjunto com os sindicatos USI de Itália e FAU da Alemanha. “O objectivo é dar um impulso à AIT através da sua refundação, já que consideramos que actualmente não cumpre de maneira satisfatória os seus objectivos”, destacaram os convocantes.

 “Consideramos que uma organização histórica como a AIT, que sempre esteve ligada à defesa dos direitos da classe trabalhadora acima de qualquer fronteira ou bandeira, deve ser reactivada urgentemente”, defendem. Este processo de refundação procurará unir todos os sindicatos que se identifiquem como anarcosindicalistas ou “sindicalistas revolucionários não verticais”, o que implica – entre outros aspectos – “não receber financiamento económico por parte do Estado nem dar apoio, enquanto organização, a nenhum projecto eleitoral”, o que garante a sua absoluta independência. Também se procurarão estabelecer novas vias de comunicação entre os participantes e serão analisadas as possibilidades de trabalho conjunto no âmbito internacional.

Durante o encontro os diversos participantes farão uma exposição sobre a situação nos seus respectivos países. Além disso, será feita uma leitura do contexto internacional e serão estabelecidas as prioridades que vão marcar o trabalho dos membros da AIT. Nesse contexto, as entidades convocantes apresentarão uma proposta de refundação desta Internacional, após o que a proposta será debatida pelos participantes.

A reunião – que continuará pela tarde de sábado e pela manhã de domingo – contará com a participação da USI (Itália), FAU (Alemanha), IP (Polónia) e ESE (Grécia), assim como das organizações CNT e CNT-AIT de França. Também haverá representantes da Industrial Workers of the World (IWW) do Reino Unido, USA e Alemanha, enquanto a histórica FORA da Argentina participará através de uma videoconferência. Pela sua parte, a CNT estará representada por uma delegação encabeçada pelo seu secretário-geral, Martin Paradelo.

aqui: http://www.cnt.es/noticias/barakaldo-acoger%C3%A1-un-encuentro-para-impulsar-la-refundaci%C3%B3n-de-la-ait

(AIT) Carta aberta de convite para a Conferência Internacional de organizacões anarco-sindicalistas e sindicalistas revolucionarias a realizar em Bilbao, nos dias 26 e 27 de Novembro


Depois da CNT, é agora a vez da União Sindical Italiana querer “refundar a AIT”


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A actual Associação Internacional de Trabalhadores foi fundada em 1922 em Berlim, pretendo reagrupar as associações sindicais de base anarco-sindicalista e sindicalista revolucionária sob o modelo da I Internacional destruída pelas manobras divisionistas de Karl Marx e dos marxistas de então. A CGT portuguesa  aderiu à AIT desde o primeiro momento, apesar das pressões e da defesa em vários Congressos, por parte do recém-nascido Partido Comunista, em integrá-la na Internacional Sindical Vermelha, enfeudada ao regime soviético. Com o fim da revolução e da guerra civil espanholas e o declínio do anarco-sindicalismo a nível mundial, a AIT manteve-se como uma entidade de resistência e de propaganda do anarco-sindicalismo e não já como uma associação de centrais sindicais, envolvida directamente na luta e na vida dos locais de trabalho. Com o renascer do movimento libertário e anarco-sindicalista, assente em novos movimentos que agrupam, de novo, dezenas de milhar de trabalhadores, o papel da AIT tem sido muito criticado e há vozes diversas a pedirem para que a velha central do anarco-sindicalismo internacional  seja “refundada”. Uma dessas vozes partiu inicialmente da CNT espanhola. Agora é a vez da União Sindical Italiana (USI), em Congresso Extraordinário, vir reivindicar um “Congresso refundador” da AIT, que se deverá realizar em Dezembro, em Berlim, com o apoio da central sindical alemã, a FAU – aliás, CNT, USI e FAU são, actualmente, três das maiores centrais sindicais anarco-sindicalistas, a que há que juntar a CGT (Espanha), SAC (Suécia) e FORA (Argentina).  O secretariado da AIT, entretanto já respondeu. Considera injustas as críticas e refere que a refundação da AIT só pode ser feita num Congresso da AIT, marcado para esse efeito (ler aqui). Neste dossier publicamos a seguir uma das moções sobre este assunto, aprovada no Congresso da USI, realizado nos dias 9 e 10 de Abril, em Parma.

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(internacional) CNT quer iniciar processo para “refundar a AIT”


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A CNT quer dar a conhecer as decisões que tomou no seu Congresso de Dezembro de 2015 relativas à actual AIT. Julgamos que é necessário explicar a nossa posição sobre a deriva da nossa internacional para que a situação a que se chegou no seu interior seja publicamente conhecida e para que se possa iniciar com prontidão e garantias de êxito o processo da sua refundação. Comunicado da CNT.

Na CNT consideramos que a solidariedade internacional é imprescindível neste momento histórico de organização global do capitalismo. Como era de esperar, a crise económica serviu de desculpa para acelerar o processo de destruição das nossas conquistas enquanto classe operária. Ainda que este fenómeno não seja novo, tornou-se mais rápido e intenso nos últimos anos. Entendemos que esta ofensiva do capitalismo requer uma intervenção globalizada de defesa dos nossos interesses, uma extensão mundial da luta de classes dentro dos parâmetros do anarco-sindicalismo e do sindicalismo revolucionário. Mas acreditamos também que este esforço global tem que assentar sobre o trabalho local, de organização e luta, levado a cabo pro organizações com implantação e presença no seu território. A solidariedade internacional terá que surgir como extensão deste trabalho. O contrário é colocar a carroça à frente dos bois.

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(AIT) Dia Mundial das Marionetas em solidariedade com os “Títeres desde Abajo”


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Solidariedade com “Títeres desde Abajo”: O Estado é o principal terrorista

21 de Março é o Dia Mundial das Marionetas e, nesta ocasião, queremos recordar a todos a situação com que os nossos companheiros Alfonso e Raúl, de “Títeres desde Abajo”, se confrontam. Em princípios de Fevereiro, os marionetistas de Granada foram convidados pelo ayuntamiento a apresentar o seu espectáculo, “a Bruxa e Don Cristóbal”, nas celebrações do carnaval de Madrid. Durante a representação foram detidos e enfrentam até sete anos de prisão.

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(8 de Março) A todas as irmãs anarco-sindicalistas


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Este 8 de Março saudamos todas as mulheres do movimento anarco-sindicalista.

O nosso é um movimento que aspira a criar uma sociedade igualitária e libertária. O sexismo é uma das formas de discriminação e de hierarquia que é necessário erradicar e não há melhor lugar para começarmos do que onde quer que estejamos. Em muitos movimentos sociais podemos experimentar formas de liderança de facto que favorecem os machos e que, de muitas formas, fazem com que as mulheres não sejam igualmente valorizadas nas organizações. Não temos apenas que questionar a necessidade de líderes de facto, mas também de mudar as nossas noções do que devemos valorizar neste tipo de dinâmicas.

Nunca deixemos de tratar estes temas com seriedade e neutralizemos os que querem fomentar formas de dominação masculina.

A nossa libertação não é um simples assunto de luta de classes, mas sim de uma completa transformação social na qual nos tratemos como iguais e em que sejam derrubados os privilégios sob todas as formas. E, para nós, este estado de respeito e de conduta igualitária deve ter lugar aqui e agora.

Contra todas as formas de hierarquia – não só do estado e do capitalismo.

Secretariado da Associação Internacional de Trabalhadores

7/3/2016

aqui: http://www.iwa-ait.org/content/all-anarchosyndicalist-sisters

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