análise

Para compreender a situação que se vive na Síria


assad

A guerra civil síria tornou-se, em boa parte, o teatro de um confronto indirecto entre potências estrangeiras. Rússia, Estados Unidos, Irão, Turquia, França, petromonarquias…Quem quer o quê? E onde está Rojava no meio de tudo isto? Um artigo de descodificação e de hipóteses publicado hoje (18/10/2016) no site da Alternative Libertaire

Síria: no meio da salgalhada imperialista

Em Setembro, pela terceira vez este ano, a Síria viu falhar uma nova tentativa de tréguas patrocinada pela Rússia e pelos Estados Unidos. Este falhanço deveu-se, sobretudo, à multiplicação, no seio da guerra civil, de grupos armados com objectivos contraditórios, às alianças entre movimentos, aos apoios duvidosos. É difícil fazer respeitar um cessar-fogo nestas condições. No entanto, mais do que nunca, Moscovo e Washington aparecem como a dupla sem a qual nada se pode fazer na Síria. Para grande irritação das outras potências com intervenção no conflito – Irão, França, Turquia, Arábia Saudita… – , mantidas à distância dos conciliábulos russo-americanos ou convidadas para conferências multilaterais inúteis, como a de Lausanne, a 15 de Outubro [1]

Foi essencialmente devido às intervenções estrangeiras que a revolução de 2011 degenerou, já em 2012, em guerra civil. Nesta salgalhada de imperialismos, cada qual persegue objectivos, faz apostas, testa os seus parceiros e adversários… E durante este período, a população civil, refém deste jogo cruel, foge aos milhares.

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Açores: apenas 35 por cento dos eleitores votou em partidos


acores

As elevadas taxas de abstenção nos últimos actos eleitorais têm um significado: o de que o actual sistema político não responde às expectativas dos cidadãos.

É sabido que os anarquistas, precisamente por considerarem que todos os cidadãos devem estar em igualdade de circunstâncias e que não devem abdicar da sua capacidade de auto-representação, não se revêm nos sistemas eleitorais vigentes nos países democráticos – e menos ainda nos sistemas totalitários de países de partido único – por os considerarem pouco igualitários e serem apenas uma forma de dar continuidade ao sistema de exploração e opressão capitalista que combatemos.

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(análise) Sobre a visita de Barack Obama a Cuba


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Cayenas (*) negras para o degelo do Muro de Havana

Por Rafael Uzcátegui (**)

“Optar pela liberdade não é, como nos dizem, optar contra a justiça. Se alguém vos tira o pão, suprime ao mesmo tempo a vossa liberdade. Mas se alguém vos tirar a liberdade, estejam seguros de que o vosso pão se encontra ameaçado, porque este já não depende de vocês nem da vossa luta, mas sim da vontade de um amo. A miséria cresce à medida que diminui a liberdade e vice-versa” , – Albert Camus.

Que podemos dizer sobre os acontecimentos que têm lugar em Cuba nestes 20, 21 e 22 de Março de 2016? Algumas reflexões politicamente incorrectas, segundo a matriz das opiniões que temos lido nos últimos dias. Mas se, como aprendemos com Castoriadis, o projecto de autonomia começa quando alguém se interroga sobre a pertinência do que foi aprendido, e em consequência faz o esforço de pensar por si mesmo, não podíamos fazer menos por ocasião do degelo do Muro de Havana.

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(Brasil) Posição da Coordenação Anarquista Brasileira sobre o momento actual


cab

Entre a farsa do pacto social e a tragédia golpista: só a luta de classes decide!

20 de março de 2016

Manifestamos aqui nossa posição, das e dos anarquistas da CAB, diante do agravamento no cenário de disputa feroz entre os setores dominantes pela direção do poder político nacional.

Os expedientes usados pelo juiz Sergio Moro, a Polícia Federal e o MPF, combinado com o espetáculo orquestrado pelos oligopólios da comunicação, em especial a rede Globo, desde a condução coercitiva de Lula até os grampos vazados em paralelo a sua nomeação como ministro, são descritivos de uma luta cada vez mais agressiva pela máquina do Estado.

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