anarquismo no mundo

Solidariedade internacionalista com o anarquista russo Piotr Riabov, preso e em greve de fome


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Informação relacionada: Ataque policial
https://pramen.io/ru/2017/10/militsiya-atakovala-lektsiyu-petra-ryabova-v-grodno-obnovlyaetsya/
Julgamento
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-sudyat-v-baranovichah/
Preso pela policia
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-osudili-na-6-sutok/
Conferências do historiador
https://pramen.io/ru/2017/10/lektsii-petra-ryabova-v-grodno/
página do historiador
http://mpgu.su/staff/ryabov-petr-vladimirovich/

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Moção do 75º Congresso da Federação Anarquista (francófona) reunida em Laon e Merlieux nos dias 3, 4 e 5 de Junho


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A Federação Anarquista esteve reunida no seu 75º Congresso, nos dias 3, 4 e 5 de Junho de 2017 em Laon e Merlieux (Aisne) para abordar a situação mundial e actualizar o seu projecto anarquista.

O capitalismo globalizado e os seus apoios estatistas e religiosos acentuam as pressões sobre a humanidade e o ambiente de forma a garantirem, através de modos de regulação e de produção cada vez mais brutais, o triunfo da lógica do lucro.

A tese da crise permanente do capitalismo que justifica as políticas de austeridade e de regressão social serve para camuflar a realidade: os ricos são cada vez mais ricos enquanto os pobres são cada vez mais numerosos e sobrevivem na miséria. Nisto, o capitalismo cumpre perfeitamente o seu papel.

A arrogância dos capitalistas encorajada por uma verdadeira colonização dos espíritos põe hoje em causa o pacto saído da segunda guerra mundial que instituiu a protecção social e o sistema de reformas pela repartição e pela redistribuição limitada das riquezas, a fim de afastar o espectro revolucionário e fazer crescer uma nova classe dita média e a sociedade industrial e de consumo massificadas.

O sistema capitalista procura sem cessar novas fontes de lucro incarnadas hoje pelo capitalismo verde, a digitalização e a robotização da economia e mesmo o fim do salariato ao individualizar a relação entre o trabalhador e o patrão pela uberização e pelo empreendedorismo.

O capitalismo pauperiza a classe média, cujo primeira utilidade era neutralizar o perigo revolucionário, o que torna a luta de classes mais clara e mais directa.

Em contrapartida, o aparelho repressivo do Estado e o poder das religiões sobre as consciências reforçam-se para imporem o medo e a resignação. O estado de emergência que era uma excepção tona-se a norma, a presença militar nas ruas, a vigilância generalizada e as restrições às liberdades públicas banalizam-se, a polícia militariza-se e radicaliza-se, torna-se facciosa e multiplica as violências e as provocações.

As eleições presidências passadas e as legislativas que aí vêm demonstram uma progressão das tendências soberanista e populista e, ao mesmo tempo, uma vontade evidente de eliminar a consciência de classe ao querer-se suprimir a clivagem esquerda-direita como sublinharam os dois finalistas da última corrida ao Eliseu. O poder colocou no cargo o candidato que era melhor para defender os interesses do patronato e da finança. A sua missão é um programa de demolição social na mesma linha dos presidentes e governos precedentes em marcha pelo desfazer do Código do Trabalho, uma fiscalidade anti-social, a supressão dos regimes especiais e o pôr em prática um sistema de reforma por pontos…

A Frente Nacional ultrapassa os 10 milhões de votos jogando com o medo do outro e erigindo em defensora de fachada dos ganhos sociais. No entanto, o Capital já não tem necessidade da FN para atingir os seus fins: o MEDEF apelou ao voto em Macron.

O projecto de Mélenchon é um impasse. O modelo do líder carismático, novo salvador supremo, messias dos tempos modernos, incarnação do “povo” desviou a questão social do terreno da luta de classes para o da luta pelos lugares. A impostura dos partidos Syriza e Podemos na Europa ou os regimes de Chavez e Maduro na Venezuela testemunham a sua submissão aos diktats capitalistas: o Poder continua maldito.

Se os anarquistas estão voluntariamente ausentes das urnas e do espectáculo mediático, continuam presentes e activos nas lutas e nas alternativas. O nosso anti-eleitoralismo está em linha com a rejeição crescente da classe política e com o interesse, também crescente, pelos mandatos imperativos, a rotação e a revogabilidade dos mandatos e o federalismo libertário.

O papel dos revolucionários é o de desenharem as perspectivas que permitam credibilizar e encarar a transformação social. Nisso o movimento anarquista não capitulou e resta fiel ao seu projecto revolucionário: o socialismo libertário sem fronteiras.

Para isso, a difusão das nossas ideias e das nossas práticas deve ser o nosso objectivo essencial, aprendendo com as diversas lutas e fazendo o que for necessário para questionarmos e reactualizarmos as nossas propostas e as nossas práticas.

Os tempos mais próximos necessitam a mobilização de todas as forças ligadas à emancipação. A Federação Anarquista reunida no seu 75º Congresso tomará o lugar que é o seu neste combate e apela aos indivíduos e aos grupos que partilham o nosso projecto comum para se lhe juntarem e a reforçarem.

Tradução: Portal Anarquista

aqui: https://www.federation-anarchiste.org/

(França) Segunda volta das presidenciais este domingo: mudar o mundo não passa pela mudança dos dirigentes


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Mais de 8 milhões de eleitores exprimiram-se a favor duma politica liberal fluída e demagógica; mais de 7 milhões plebiscitaram um programa baseado na xenofobia e na mentira; 7 milhões deram a sua confiança a um ladrão reaccionário; perto de 7 milhões optaram pela aventura de um populismo de esquerda e muito ficaram contentes por serem fiéis às suas velhas concepções…

A Federação Anarquista não espera qualquer progresso social da segunda volta das presidenciais, qualquer que seja o vencedor, ainda que seja também possível prever que o resultado das eleições não será totalmente equivalente no que diz respeito às liberdades individuais e colectivas, numa época em que cada vez mais ditadores são eleitos.

Contudo, nós sabemos que não haverá emancipação senão graças às lutas sociais e ambientais e à construção de alternativas.

Os anos que aí vêm serão anos ainda de luta contra a xenofobia, contra os recuos sociais por todo o lado onde o patronato, com a ajuda do próximo governo, tentará sempre impor a sua vontade, e contra as medidas liberticidas que se acumulam já há muito tempo.

Mudar o mundo não passa pela mudança dos dirigentes.

Federação Anarquista

(27 de Abril de 2017)

aqui: https://www.federation-anarchiste.org/

(Solidariedade) Anarquistas indonésios lançam campanha contra presidente filipino Rodrigo Duterte


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O presidente filipino Rodrigo Duterte, que se gosta de comparar a Hitler, anunciou recentemente que ia exterminar os toxicodependentes e os utentes de droga das ruas de Jakarta e de outras cidades das Filipinas. São já muitos os mortos e desaparecidos às mãos dos esquadrões da morte. Os anarquistas indonésios acabam de lançar uma campanha, nas ruas de Jakarta e a nível internacional, de denúncia da actividade criminosa das autoridades filipinas.

“Somos pessoas que experimentaram directamente a violência do Estado contra os usuários de drogas.

Temos cicatrizes nos nossos corpos, mentes e corações causadas pela violência da polícia e dos guardas prisionais.

Não podemos ficar em silêncio quando recebemos a informação de que Rodrigo Duterte, o presidente das Filipinas, está a causar o genocídio de pessoas como nós.

Os nossos corações estão cheios de tristeza e raiva e, por isso, assumimos o compromisso de durante os próximos 7 dias tomar as ruas de Jakarta para apelar publicamente à “Morte a Duterte”.

No nosso primeiro dia deixámos mensagens nas ruas com a frase  “Duterte kills – kill Duterte (A) F.T.P” e o slogan usado por outros anarquistas da região “Shoot Duterte not drug users (A) F.T.P” , no sul de Jakarta e, para uma máxima visibilidade,  ao longo de algumas estradas movimentadas e de uma estação de comboios.

Sabemos que cometemos alguns erros tácticos desta vez, porque é a primeira vez que estamos a trabalhar juntos desta forma, mas também aprendemos muito uns com os outros.

Vamos continuar a campanha por 7 dias e temos muitas ideias criativas para aumentar o entusiasmo.

Com amor e solidariedade de Jakarta para os nossos irmãos e irmãs nas Filipinas e para todos os anarquistas / prisioneiros da guerra contra as drogas em todo o mundo é preciso tomar em mãos formas de acção directa contra o assassino fascista Duterte!”

aqui: https://insurrectionnewsworldwide.com/2017/02/22/indonesia-anarchists-drug-war-prisoners-launch-7-day-death-to-duterte-campaign-on-jakarta-streets-engindo/

Actas do I Congresso Internacional de Investigadores sobre Anarquismo


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Já se encontram disponíveis as Actas do I Congresso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo, realizado na Argentina, entre os dia 26 e 28 de Outubro. Neste volume incluem-se todos os trabalhos apresentados e cujos congressistas aceitaram a sua publicação. Vários dos textos estão em português.

(anarquismo no mundo) Nicarágua: uma revolução na Manágua de hoje


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Gabriel Pérez Setright | Carlos Herrera | Niú

Gabriel Pérez Setright é artista, anarquista e anticapitalista. “A minha esperança para o futuro é que as pessoas confiem no poder que têm para mudarem as coisas”.

Dánae Vílchez

Numa pequena rua sem saída da Colónia Miguel Bonilla, em Manágua, há uma casa com algo que a distingue: uma grande bandeira com um arco-irís ondeia à entrada. Contrasta com o intenso azul das paredes, uma delas marcadas pelas letras que anunciam que chegaste a La Rizoma, um centro cultural fundado por Gabriel Pérez Setright.

Este jovem de 24 anos converteu a sua casa num centro comunitário e denomina-se a si próprio como anarquista e anticapitalista. É escritor e artista visual e apresentou recentemente a sua obra “outro (fim do) mundo é possível”, na qual contrapõe às icónicas fotografias da revolução Sandinista, capturadas por Susan Meiselas, imagens da Manágua moderna, com grandes edifícios e empresas transnacionais. (mais…)