anarquismo no mundo

(França) Segunda volta das presidenciais este domingo: mudar o mundo não passa pela mudança dos dirigentes


Ingouvernables

Mais de 8 milhões de eleitores exprimiram-se a favor duma politica liberal fluída e demagógica; mais de 7 milhões plebiscitaram um programa baseado na xenofobia e na mentira; 7 milhões deram a sua confiança a um ladrão reaccionário; perto de 7 milhões optaram pela aventura de um populismo de esquerda e muito ficaram contentes por serem fiéis às suas velhas concepções…

A Federação Anarquista não espera qualquer progresso social da segunda volta das presidenciais, qualquer que seja o vencedor, ainda que seja também possível prever que o resultado das eleições não será totalmente equivalente no que diz respeito às liberdades individuais e colectivas, numa época em que cada vez mais ditadores são eleitos.

Contudo, nós sabemos que não haverá emancipação senão graças às lutas sociais e ambientais e à construção de alternativas.

Os anos que aí vêm serão anos ainda de luta contra a xenofobia, contra os recuos sociais por todo o lado onde o patronato, com a ajuda do próximo governo, tentará sempre impor a sua vontade, e contra as medidas liberticidas que se acumulam já há muito tempo.

Mudar o mundo não passa pela mudança dos dirigentes.

Federação Anarquista

(27 de Abril de 2017)

aqui: https://www.federation-anarchiste.org/

(Solidariedade) Anarquistas indonésios lançam campanha contra presidente filipino Rodrigo Duterte


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O presidente filipino Rodrigo Duterte, que se gosta de comparar a Hitler, anunciou recentemente que ia exterminar os toxicodependentes e os utentes de droga das ruas de Jakarta e de outras cidades das Filipinas. São já muitos os mortos e desaparecidos às mãos dos esquadrões da morte. Os anarquistas indonésios acabam de lançar uma campanha, nas ruas de Jakarta e a nível internacional, de denúncia da actividade criminosa das autoridades filipinas.

“Somos pessoas que experimentaram directamente a violência do Estado contra os usuários de drogas.

Temos cicatrizes nos nossos corpos, mentes e corações causadas pela violência da polícia e dos guardas prisionais.

Não podemos ficar em silêncio quando recebemos a informação de que Rodrigo Duterte, o presidente das Filipinas, está a causar o genocídio de pessoas como nós.

Os nossos corações estão cheios de tristeza e raiva e, por isso, assumimos o compromisso de durante os próximos 7 dias tomar as ruas de Jakarta para apelar publicamente à “Morte a Duterte”.

No nosso primeiro dia deixámos mensagens nas ruas com a frase  “Duterte kills – kill Duterte (A) F.T.P” e o slogan usado por outros anarquistas da região “Shoot Duterte not drug users (A) F.T.P” , no sul de Jakarta e, para uma máxima visibilidade,  ao longo de algumas estradas movimentadas e de uma estação de comboios.

Sabemos que cometemos alguns erros tácticos desta vez, porque é a primeira vez que estamos a trabalhar juntos desta forma, mas também aprendemos muito uns com os outros.

Vamos continuar a campanha por 7 dias e temos muitas ideias criativas para aumentar o entusiasmo.

Com amor e solidariedade de Jakarta para os nossos irmãos e irmãs nas Filipinas e para todos os anarquistas / prisioneiros da guerra contra as drogas em todo o mundo é preciso tomar em mãos formas de acção directa contra o assassino fascista Duterte!”

aqui: https://insurrectionnewsworldwide.com/2017/02/22/indonesia-anarchists-drug-war-prisoners-launch-7-day-death-to-duterte-campaign-on-jakarta-streets-engindo/

Actas do I Congresso Internacional de Investigadores sobre Anarquismo


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Já se encontram disponíveis as Actas do I Congresso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo, realizado na Argentina, entre os dia 26 e 28 de Outubro. Neste volume incluem-se todos os trabalhos apresentados e cujos congressistas aceitaram a sua publicação. Vários dos textos estão em português.

(anarquismo no mundo) Nicarágua: uma revolução na Manágua de hoje


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Gabriel Pérez Setright | Carlos Herrera | Niú

Gabriel Pérez Setright é artista, anarquista e anticapitalista. “A minha esperança para o futuro é que as pessoas confiem no poder que têm para mudarem as coisas”.

Dánae Vílchez

Numa pequena rua sem saída da Colónia Miguel Bonilla, em Manágua, há uma casa com algo que a distingue: uma grande bandeira com um arco-irís ondeia à entrada. Contrasta com o intenso azul das paredes, uma delas marcadas pelas letras que anunciam que chegaste a La Rizoma, um centro cultural fundado por Gabriel Pérez Setright.

Este jovem de 24 anos converteu a sua casa num centro comunitário e denomina-se a si próprio como anarquista e anticapitalista. É escritor e artista visual e apresentou recentemente a sua obra “outro (fim do) mundo é possível”, na qual contrapõe às icónicas fotografias da revolução Sandinista, capturadas por Susan Meiselas, imagens da Manágua moderna, com grandes edifícios e empresas transnacionais. (mais…)