arte

(anarquismo no mundo) Nicarágua: uma revolução na Manágua de hoje


CHG_68211.jpg

Gabriel Pérez Setright | Carlos Herrera | Niú

Gabriel Pérez Setright é artista, anarquista e anticapitalista. “A minha esperança para o futuro é que as pessoas confiem no poder que têm para mudarem as coisas”.

Dánae Vílchez

Numa pequena rua sem saída da Colónia Miguel Bonilla, em Manágua, há uma casa com algo que a distingue: uma grande bandeira com um arco-irís ondeia à entrada. Contrasta com o intenso azul das paredes, uma delas marcadas pelas letras que anunciam que chegaste a La Rizoma, um centro cultural fundado por Gabriel Pérez Setright.

Este jovem de 24 anos converteu a sua casa num centro comunitário e denomina-se a si próprio como anarquista e anticapitalista. É escritor e artista visual e apresentou recentemente a sua obra “outro (fim do) mundo é possível”, na qual contrapõe às icónicas fotografias da revolução Sandinista, capturadas por Susan Meiselas, imagens da Manágua moderna, com grandes edifícios e empresas transnacionais. (mais…)

Anúncios

“O ódio que Mário Botas tinha contra a burguesia era de uma imensidão inaudita”


mariobotas

O pintor Mário Botas nasceu a 23 de Dezembro de 1952 na Nazaré. Em Lisboa, a seguir ao 25 de Abril de 1974, foi uma presença constante nos meios libertários, nomeadamente como frequentador da sede de “A Batalha”, na rua Angelina Vidal.  A poucos dias de mais um aniversário do nascimento de Mário Botas recuperamos este artigo de José Maria Carvalho Ferreira, que com ele manteve estreitas relações de amizade até à sua morte, a 29 de Setembro de 1983, em Lisboa, publicado na revista “A Ideia”, de Novembro de 2013.

(mais…)

Morreu Dario Fo: um companheiro não “acidental”


capturar

Morreu hoje o dramaturgo italiano, Dario Fo, aos 90 anos. Em finais dos anos 60 foi um dos fundadores da companhia de teatro autogestionada Nuova Scena , que nasceu com o objectivo de fazer um teatro verdadeiramente popular, crítico e social que fosse politicamente eficaz. Nos anos 70 a companhia transformou-se no Colectivo Teatral La Comune, mais uma vez independente e autogestionada, que chegou a ser alvo de um atentado fascista em 1978.

Radical, muitas vezes companheiro das posições libertárias, Dario Fo trouxe para o palco o drama vivido pelo ferroviário anarquista Giuseppe Pinelli – um antigo membro da resistência contra o fascismo e membro da Cruz Negra Anarquista, falsamente acusado pela polícia (conforme se provou depois) de ser o autor de um atentado à bomba numa praça de Milão, que matou 13 pessoas, ferindo outras 88.

Pinelli apareceu morto, atirado pela janela da esquadra da polícia quando estava a ser interrogado. Segundo as autoridades terá morrido de “causas naturais”. Sobre a morte de Pinelli, Dario Fo escreveu a peça “Morte Acidental de um Anarquista”, que foi traduzida e representada um pouco por todo o mundo.

Dario Fo tornou-se conhecido internacionalmente em 1969 quando publicou a peça de teatro “Mistério Bufo”, uma epopeia dos oprimidos inspirada na cultura medieval e cujo  herói apela à revolta através do riso.

Entre as muitas peças de carácter social escritas por Dario Fo, salienta-se também “Aqui ninguém paga”, sobre uma família operária, sem recursos para suportar o aumento do custo de vida, e o texto de  “Pum Pum Chi é? La polizia! (Pum Pum, quem é? A polícia! ) em que põe em relevo o papel sujo da polícia e as técnicas desprezíveis usadas pelo Ministério do Interior e pelos Serviços Secretos italianos.

Dario Fo recebeu o prémio nobel da Literatura em 1997.

fodario_morteacidental_20151214151939

Morreu Mário Silva, pintor anarquista e mestre na arte da ‘perfomance’


mario-silva

*

mario-silvaMorreu hoje, aos 86 anos, o pintor Mário Silva, nascido em Coimbra, mas residente há muitos anos na Figueira da Foz. Uma voz rebelde e inconformada, cidadão do mundo, que sempre se assumiu como anarquista e agitador, mestre na arte da ‘perfomance’.

Uma das suas acções mais célebres decorreu no Verão de 1988 quando anunciou a queima de quadros da sua autoria, na Figueira da Foz, em protesto contra a política fiscal da altura, era ministro das Finanças o social-democrata Miguel Cadilhe.

Afinal, o que passou para o país como a queima de obras de arte mais não foi do que a destruição de fotocópias de quadros, “estratagema” assumido, na altura, à agência Lusa pelo pintor.

(mais…)

(EZLN) CONVOCATÓRIA ZAPATISTA ÀS ATIVIDADES DE 2016.


EZLN-1

Considerando:

Primeiro: Que a grave crise que sacode o mundo inteiro e que haverá de se agravar, coloca em risco a sobrevivência do planeta e todos os que o habitam, incluindo os seres humanos.

Segundo: Que a política de acima não só é incapaz de idealizar e construir soluções, mas também é responsável pela catástrofe em curso.

Terceiro: Que as ciências e as artes são as que resgatam o melhor da humanidade.

Quarto: Que as ciências e as artes já representam a única oportunidade séria de construção de um mundo mais justo e racional.

Quinto: Que os povos e aqueles que vivem, resistem e lutam em porões ao redor do mundo são possuidores, entre outros, de uma sabedoria fundamental: a sobrevivência em condições adversas.

Sexto: Que o zapatismo segue apostando, em vida e morte, pela Humanidade.

A Comissão Sexta do EZLN e as bases de apoio zapatistas:

CONVOCAM A ARTISTAS, CIENTISTAS FORMAIS E NATURAIS, A@S COMPANHEIR@S DA SEXTA NACIONAL E INTERNACIONAL, AO CONGRESO NACIONAL INDÍGENA, E A QUALQUER SER HUMANO QUE SE SINTA INTERPELAD@, AS SEGUINTES ATIVIDADES:

(mais…)

Voltando a Ferreira de Castro, “o primeiro grande escritor içado do proletariado”


Capa8

Escrito em 1947, o romance «A Lã e a Neve» aborda as greves de 1941 e 1946 dos operários têxteis da Covilhã, Tortosendo e Vila do Carvalho (região em que a CGT anarco-sindicalista ainda mantinha uma forte influência na década de 40), bem como a vida dos pastores da Serra da Estrela.

(…) Tendo, em parte dos seus livros, o povo como tema, não o povo pitoresco, mas indivíduos pertencentes a determinados grupos sociais desfavorecidos, do emigrante ao seringueiro, da bordadeira ao contrabandista, passando pelo marçano, o pastor ou o operário têxtil, Ferreira de Castro foi o primeiro grande escritor içado do proletariado a operar uma transformação na perspectiva ideológica duma cultura, conseguindo, dessa forma, inscrever o seu nome individual no património literário nacional comum — o que, convenhamos, não é pequeno feito.

(mais…)

(estado espanhol) Pela liberdade de expressão e de criação!


2nh3ms6

Está a circular um abaixo assinado exigindo a liberdade dos dois marionetistas presos em Madrid. Em causa está a liberdade de expressão e de criação. O fascismo anda por aí e nem sempre com pezinhos de lã. Assina! Sê solidário, companheiro!

https://www.change.org/p/audiencia-nacional-manuela-carmena-ayuntamiento-de-madrid-libertad-sin-cargos-para-los-artistas-de-t%C3%ADteres-desde-abajo/u/15358694