Brasil

(Brasil) Revista Verve, nº 32, já disponível na web


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ler e download: http://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2017/11/verve32.pdf

sumário

A Greve Geral de São Paulo, 1917 –Edson Passetti & Acácio Augusto
Contra o confusionismo, pela lógica — pela organização anarquista — falsa e perigosa
ilusão – Florentino de Carvalho
A Revolução Russa e o Partido Comunista – Alexander Berkman
Manifesto da liga da não conscrição – Emma Goldman & Alexander Berkman
… e 9 meses depois – Edson Passetti
Sobre pluralismo, tolerância e monitoramentos: em marcha a perseguição aos anarquistas no Rio Grande do Sul, Brasil –Nu-Sol
Não se distraia – Nu-Sol
Roberto Feire e o erotismo anarquista – Gustavo Simões
Um libertário. Erotismo Libertário – Roberto Freire
Anarquismo e gastronomia: a utopia intensa de unir fogões,
barricadas, prazer e liberdade – Nelson Méndez
Com a garganta seca – Nu-Sol
resenhas
John Cage, os ruídos desta hora! – Gustavo Simões
Não colonizar-se: os anarquismos na Bolívia – Luíza Uehara

Da apresentação

verve a partir deste trigésimo segundo número estará em formato eletrônico (PDF e ePub). isso acontece após exatos 15 anos de circulação impressa semestral, ininterrupta, registrando a anarquia e abolicionismo penal libertário. a mudança não se dá por convenção, mas para a revista se manter autogestionária. este número traz um registro da greve geral de 1917, em são paulo e os efeitos da revolução russa. são acontecimentos centenários ainda presentes na história das lutas. a revista abre com a aula-teatro 22, por edson passetti e acácio augusto, relembrando a greve geral de 1917, ocorrida em são paulo, quando mulheres, homens e crianças explicitaram o início da revolução social contra a propriedade, repressões e violências com as quais a oligarquia paulista submetia os operários e lavradores. trazemos um curto texto de florentino de carvalho comentando repercussões da revolução russa e alertando para a diferença vital entre comunismo libertário e comunismo de estado ou marxista. alexander berkman em análise acurada expõe, em 1921, os rumos da revolução russa, desvelando a impostura bolchevista no interior do partido comunista. somada à reflexão minuciosa acerca do partido, o anarquista situa o esmagamento da revolução social por meio do controle político efetivado pela ditadura do proletariado, máquina burocrática policial e punitiva. do mesmo ano de 1917, ao norte da américa, verve 32 publica o manifesto de emma goldman e alexander berkman contra a conscrição militar nos EUA. a revolução se faz todo dia por cada um para mudar o mundo todo dia. verve 32 registra, em página única, as atuais perseguições aos anarquistas, com a operação ébero, no rio grande do sul; alerta para não nos distrairmos diante das investidas de forças conservadoras, como a ocorrida no impedimento de seminário sobre a revolução russa na uerj; escancara a continuidade do massacre de jovens nas prisões. atiça para as transformações anarquistas no presente e republica dois registros sobre o erotismo libertário por roberto freire, anarquista caloroso que completaria 90 anos em 2017, e o delicioso ensaio de nelson mendez, sobre uma história gastronômica da anarquia. cada um a seu modo, freire e mendez mostram que para os anarquistas não há dissociação entre prazeres e luta. verve 32 fecha com duas resenhas que lidam com a anarquia hoje e sua atualidade descentralizada: gustavo simões, a partir das correspondências trocadas pelo artista anarquista john cage, nos convida a ouvir os ruídos da anarquia; luíza uehara mapeia a história e a contemporaneidade dos anarquismos na bolívia, alertando para o risco de capturas empreendedoras e resilientes. verve 32 atravessa os fluxos eletrônicos como revista de atitudes, labareda que lambe corpos explodindo as mediações da tela e dos protocolos, dos softwares aos indexadores.

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(Brasil) Editora portuguesa ‘Barricada de Livros’ presente na VIII Feira Anarquista de São Paulo


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Domingo, 5 de Novembro de 2017

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Atividade Pré-Feira

02/11 – 18h-22h Show Beneficente à VIII Feira Anarquista de São Paulo com Ordinária Hit, Katarse e Desacato Civil
Local: Morfeus Clube. Rua Ana Cintra, 110 – São Paulo/SP (Próximo ao metrô Santa Cecilia)

PROGRAMAÇÃO VIII FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO

(Feira em solidariedade a Rafael Braga – na banca da Biblioteca Terra Livre haverá uma caixa de doação que será destinada à campanha Uma Casa Para Rafael Braga)

10h – Início da Feira Anarquista de São Paulo 2017
10h – Abertura do espaço Adelino de Pinho
10h – Oficina: Yoga Punx: Conversa sobre Yoga e Anarquismo e aula após debate (Yoga Para Todxs)
10h – Filme: Indomáveis, uma história de Mujeres Libres (61 min., 2012)

11h – Oficina: Permacultura – Como modificar os espaços urbanos? (Coletivo Abelha)
11h – Debate: Anarquia muda! (Para Mudar Tudo)
11h – Roda de conversa: Laboratório de Educação Anarquista e seus livros infantis (LEA)

11h30 – Filme: Sacco e Vanzetti (80 min., 2006)

12h – Atividade: Caça aos tesouros (LEA)
12h – Debate: Anarquismo na ditadura civil militar: 40 anos de jornal Inimigo do Rei (Maloca Libertária)
12h – Debate: “Anarquismo Especificista e Poder Popular” (OASL)

13h – Oficina: Autonomia e autocuidado em casos de gestações não desejadas
13h – Filme: 1917: a Greve Geral (90 min., 2017)
13h – Lançamento de livro: Os Cangaceiros (Mário Rui Pinto – Barricada de Livros)
13h – Lançamento de livro: Leituras libertárias (Lucia Parra – Centro de Cultura Social)

14h – Filme: Seleção de curtas infantis (LEA)
14h – Debate: Responsabilidade e cuidado com as crianças (LEA)
14h – Debate: Como organizar o trabalho autogestionário para além do Capital? (VIASOT)
14h – Debate: A Revolução Russa e seus impactos no anarquismo brasileiro (IEL)

15h – Teatro: O Vendedor de Verdades (Cia Canina)
15h – Debate: A greve geral de 1917 (Carlos Pronzato, Samanta Colhado Mendes e Grupo de Estudos Greve Geral 1917)
15h – Atividade: Bandeira Negra (LEA)
15h – Oficina: Vivência em pedagogia libertária (Cursinho Livre da Lapa)

16h – Debate: O avanço da direita e do fascismo na Europa (Barricada de Livros)
16h – Sarau: Sarau Libertário (Ativismo ABC)
16h – Filme: Lute como uma menina! (76 min., 2016)

17h – Teatro: Circo Fubanguinho (Trupe da Lona Preta)

17h30 – Debate: Encarceramento em massa (Coletivo Herzer, 30 dias por Rafael Braga, Camila Gibim)

18h – Sarau: Sarau das Minas (Coletivo Sarau das Mina)
18h – Limpeza e organização do Espaço Adelino de Pinho (LEA)

19h – Teatro: Blitz – O Império que Nunca Dorme (Trupe Olho da Rua)

20h – Encerramento da VIII Feira Anarquista de São Paulo

Confirme sua presença em: https://www.facebook.com/events/113576179358627

Leia a carta de princípios: https://feiranarquistasp.wordpress.com/principios/

Autor brasileiro defende necessidade de autogestão no atendimento às populações de rua (download de livro gratuito aqui)


Livro Cassio

download do livro aqui

“Vida que segue, rua que muda”, por Cassio Giorgetti

O permanente descompasso entre a realidade da população de rua e as políticas de atendimento

A necessidade de se repensar as metodologias de atendimento ora disponibilizadas à população de rua se apresenta como medida prioritária. Inovar. Reagir à inércia. Aventar propostas progressistas e revitalizadas, antagônicas à lógica de albergamento tradicional, que segrega e reforça estereótipos; ações que superem as limitações de um tipo de atendimento – cujos conceitos se referenciam numa outra população de rua, de décadas atrás – que já não se alinha à realidade da rua, hoje, muito mais complexa e heterogênea.

A autogestão dos serviços públicos de atendimento pela própria população de rua é viável e exequível, à medida que, verdadeiramente, se conceba o trabalho social como mecanismo de transposição da subserviência à emancipação.

Este livro é uma produção absolutamente sem fins lucrativos. Não está incluído no preço final nenhum valor de direitos autorais. A reprodução e divulgação do .seu conteúdo é livre e pode ser feita a partir do Portal Anarquista: “Vida que segue, rua que muda”

Cassio Giorgetti é graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP desde 2002, mesmo ano em que iniciou no trabalho social.

Desde então, vem acumulando experiências e aprendizados no trabalho de campo com a população de rua em variadas modalidades de atendimento socioassistencial como abordagem de rua, centro de convivência, núcleo de inclusão produtiva e centros de acolhida (albergue).

Ainda no trabalho social, atuou em comunidades de baixa renda nas regiões do Grajaú e Capela do Socorro, com crianças e adolescentes abrigados por determinação judicial e populações fronteiriças do sul do Brasil.

Boas leituras!

Morreu Belchior, cantor brasileiro, libertário e inconformista


Não quero regra nem nada
Tudo tá como o diabo gosta, tá,
Já tenho este peso, que me fere as costas,
e não vou, eu mesmo, atar minha mão.

O que transforma o velho no novo
bendito fruto do povo será.
E a única forma que pode ser norma
é nenhuma regra ter;
é nunca fazer nada que o mestre mandar.
Sempre desobedecer.
Nunca reverenciar.

Belchior, o cantor inconformista, de canções com letras cuidadas e “de constante denúncia da alienação e da mercantilização do mundo” morreu este domingo em Santa Cruz do Sul.

Nos últimos anos, o movimento libertário brasileiro revia-se na letra das suas canções e na revolta e na denúncia do capitalismo de que elas se faziam eco, como muito certeiramente aponta este artigo publicado há menos de um ano no site brasileiro “Outras Palavras”.

(Brasil) Sobre o documentário “O que resta de Junho”


Os protestos no Brasil em 2013, também conhecidos como Manifestações dos 20 centavos, Manifestações de Junho ou Jornadas de Junho consistiram num forte protesto e em inumeráveis manifestações populares por todo o país que inicialmente surgiram como contestação aos aumentos nas tarifas de transporte público, principalmente nas principais capitais.

Inicialmente restrito a pouco milhares de participantes, os actos pela redução das passagens nos transportes públicos ganharam grande apoio popular em meados de junho, em especial após a forte repressão policial contra os manifestantes, cujo ápice se deu no protesto do dia 13 em São Paulo. Quatro dias depois, um grande número de populares tomou parte das manifestações nas ruas em novos diversos protestos por várias cidades brasileiras e até do exterior. Em breve, milhões de brasileiros estavam nas ruas protestando não apenas pela redução das tarifas e a violência policial, mas também por uma grande variedade de temas como os gastos públicos em grandes eventos desportivos internacionais, como o mundial de futebol e os novos estádios, que obrigaram à deslocação de populações inteiras, a má qualidade dos serviços públicos e à indignação com a corrupção política em geral. Os protestos geraram grande repercussão nacional e internacional.

O documentário foi divulgado na internet em finais do ano passado e nos últimos dias foi objecto duma crítica violenta por parte de alguns meios libertários brasileiros.

Vantié Oliveira escreveu mesmo um longo texto, divulgado no facebook, sobre este documentário que, na sua opinião, “apesar de dar voz a alguns representantes do campo anarquista”, insere-os de tal forma no filme, ilustrando-os com imagens escolhidas que “o sentido final da interpretação a que levam o espectador a fazer favorece o projeto político partidário d@s autoritári@s da esquerda partidária, utilizando-se para isto das próprias vozes d@s libertári@s.”

(mais…)

(Brasil) Jovens entoam versão portuguesa do hino da CNT no funeral de Guilherme Irish


Durante o velório de Guilherme Irish, o jovem brasileiro morto pelo pai por discordar da sua participação na ocupação da Universidade de Goiânia, um grupo de companheiros da UFG, que ocupa a Universidade neste momento, efectuou uma homenagem simbólica ao estudante de Matemática e activista dos movimentos estudantis.

Entoando a versão portuguesa do Hino da CNT “A las barricadas” quiseram, de forma simbólica, com a canção e, no final, com um abraço ao caixão, efectuado por cerca de 25 companheiros seus, testemunhar a sua solidariedade para com a luta em que Guilherme se tinha envolvido: a construção de um outro mundo, um mundo novo, mais solidário e fraterno.

http://www.opopular.com.br/editorias/cidade/durante-vel%C3%B3rio-colegas-da-universidade-prestam-homenagem-a-jovem-morto-pelo-pai-1.1180571

irish

Homenagem em várias escolas ocupadas à memória de Guilherme:

 

 

 

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