carlos taibo

Mais Carlos Taibo: vídeo da sessão na Gato Vadio (Porto)


Anúncios

Texto e audio da intervenção inicial de Carlos Taibo na apresentação da tradução portuguesa do seu livro “Colapso”, em Montemor-o-Novo


O colapso terminal do capitalismo e o anarquismo como fermento da sociedade do futuro

Carlos Taibo (*) 

O debate sobre o Colapso, desde o meu ponto de vista, não tem nenhuma presença nos media e também não tem presença no discurso dos nossos dirigentes políticos, nem sequer naqueles, teoricamente, mais abertos e alternativos. Esse debate, porém, está presente na literatura e no cinema, mas na minha opinião, essa presença tem mais a ver com um código de ócio e de lazer do que com a vontade de articular, a esse respeito, um discurso genuinamente crítico.

Antes do mais, devo deixar claro que não estou em condições de afirmar, sem margem para dúvidas, que se vai produzir um colapso geral do sistema que padecemos. O meu argumento é mais prudente. Afirma, sem mais, que esse colapso é provável. Ou, se tiver que pôr mais ênfase, direi que é muito provável. Parece-me decisivo lembrar que muitos prognósticos, que antecipavam o aparecimento de manifestações negativas e as vinculavam ao ano 2100, começam a antecipar no tempo essas manifestações. Fala-se agora de 2060, de 2040 ou de 2020, ou seja, praticamente no virar da esquina.

(mais…)

Carlos Taibo em Portugal: o colapso e a sociedade que aí vem animaram debates no Porto, Lisboa e Montemor-o-Novo


b.jpg
.

c.jpg

Carlos Taibo encerrou este domingo em Montemor-o-Novo o seu périplo por várias localidades portuguesas, que o levou ao Porto, Lisboa (2 sessões) e ao Alentejo para a apresentação da tradução do seu livro “Colapso – capitalismo terminal, transição ecossocial, ecofascismo”, editado pela Letra Livre e pelo jornal Mapa.

Durante estes quatro dias, Carlos Taibo manteve contacto directo com largas dezenas de pessoas que estiveram presentes nas diversas sessões (Gato Vadio, RDA49, Universidade Nova, Oficinas do Convento), todas elas animadas por uma assistência numerosa e interveniente.

Em Montemor-o-Novo a sala polivalente das Oficinas do Convento recebeu cerca de três dezenas de pessoas que ouviram Carlos Taibo explicar que o colapso que se avizinha (e do qual disse não ter uma certeza absoluta, mas existir uma probablidade elevada de ele ser inevitável), derivado da necessidade constante de mais energia e do esgotamento das reservas naturais, poderia ser também uma oportunidade para a construção de uma sociedade que não esteja dependente do lucro, mas da satisfação das necessidades básicas do ser humano (materiais, imateriais, cognitivas e sensoriais…) e que esteja assente em premissas como a descomplexização, a destecnologização, a reruralização, a despatriarcalização e a autogestão.

Considerando que o capitalismo hoje é global, a superação do colapso – ou o momento que se lhe seguirá – terá que apontar no sentido de uma sociedade não hierárquica, não autoritária e não centralizada, assente na transição ecossocial e não no modelo oposto, centralizado e hierárquico, que os movimentos ecológicos de raíz capitalista propõem e que representam um perigo real de ecofascismo, uma vez que, conscientes da exiguidade de recursos que existe no planeta, defendem a sua utilização por uma minoria de eleitos, excluindo deles a maioria da população, que seria marginalizada ou mesmo eliminada.

No entanto estes debates foram apenas o início. O livro está aí cheio de informação, de ideias, de propostas, numa excelente tradução, “como já não é comum”, de Pedro Morais, como salientou o próprio Carlos Taibo.

colapsocapa.jpg

CARLOS TAIBO 
Professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid, é um dos mais activos autores libertários da actualidade. Entre os seus interesses, aparecem destacadas as questões do decrescimento e a análise do colapso social, económico e ambiental. O colapso não é um acontecimento do futuro mas antes um processo já plenamente instalado nas nossas sociedades industriais. Taibo propõe-se explicar as causas e os processos que apontam hoje para um colapso global e os dilemas, e alternativas, que se colocam.
.
«Colapso. Capitalismo terminal, Transição ecossocial, Ecofascismo».
Carlos Taibo
Letra Livre / Mapa
Lisboa, 2019.
241pp. 12,00 €
.

(21, 22, 23 e 24 de março) Carlos Taibo em Portugal para sessões no Porto, Lisboa e Montemor-o-Novo


Capturar

Cartaz Taibo Montemor_24Mar

O académico, autor e activista Carlos Taibo* estará em Portugal para o lançamento da tradução portuguesa do seu livro mais recente “Colapso. Capitalismo terminal, transiçãoecosocial, ecofascismo” (2016) pela mão do Jornal Mapa e da Letra Livre (co-editores). A Rede DC junta-se a esta iniciativa co-organizando sessões no Porto (21 Mar) e em Lisboa (23 Mar).

Segue-se o programa completo do périplo de Carlos Taibo:

Quinta, 21 Março, 21h – Porto

Apresentação da tradução portuguesa do livro «Colapso», de Carlos Taibo (co-edição Jornal Mapa e Letra Livre), seguida de conversa sobre Decrescimento e Autonomia com o autor e com elementos da Rede para o Decrescimento.

Gato Vadio, Rua do Rosário, 281

Sexta, 22 Março, 21h Lisboa

Apresentação da tradução portuguesa do livro «Colapso», de Carlos Taibo (co-edição Jornal Mapa e Letra Livre)

RDA49 – Regueirão dos Anjos, 49

Sábado, 23 Março 16-18h – Lisboa

“Perspectivas decrescentistas para a transição eco-social”, conversa participativa com Carlos Taibo

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, NOVA, Sala 1.11, Edif. B1

Domingo, 24 Março 15h/18h – Montemor-o-Novo

15h – Apresentação do livro ‘Colapso’ com conversa com o autor

18h – Conversa sobre o jornal Mapa

+ jantar vegetariano no final do dia

Oficinas do Convento (associação)

O Jornal Mapa publicou uma curta entrevista a Carlos Taibo na última página do seu número mais recente (nº22: http://www.jornalmapa.pt/2019/01/09/nas-bancas/).

Aproveitamos ainda para partilhar ‘link’ para entrevista ao jornal digital galego adiante.gal sobre colapso e descrescimento (Out 2018):

https://adiante.gal/a-proximidade-do-colapso-pode-estimular-iniciativas-contestatarias-que-hoje-ainda-nom-vemos/

*Carlos Taibo é Professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid, autor de vários livros, entre os quais: “En defensa del decrecimiento. Sobre capitalismo, crisis y barbarie” (2009); “Por qué el decrecimiento? Un ensayo sobre la antesala del colapso” (2014); “Colapso. Capitalismo terminal, transición ecosocial, ecofascismo” (2016). É possível aceder ao pdf do seu livro ‘Decrescimento, crise e capitalismo’ (2010) através do ‘link’:

http://estaleiroeditora.blogaliza.org/files/2010/09/descrecimento_web.pdf

Apareçam e/ou divulguem pelos vossos contactos.

Saudações decrescentistas,

Álvaro Fonseca

(pelo grupo coordenador da Rede DC)

(“A IDEIA” à Conversa com Carlos Taibo) Sobre a Revolução Russa


taibo

Carlos Taibo (n. 1956) é um sociólogo e activista ligado ao movimento libertário espanhol. Com vasta obra, o seu pensamento singulariza-se em cruzar a tradição libertária – apoio mútuo, autogestão, federalismo – com a ideia de decrescimento (Sérgio Latouche). Acabou agora de publicar Anarquismo y revolución en Rusia [1917-1921] (Los Libros de la Catarata, Madrid, 2017, 288 pp.), um largo estudo em oito capítulos em que se abordam os tópicos libertários da revolução russa – a oposição conselhista bolchevique, as diversas correntes do anarquismo russo, a comuna rural, a participação libertária nos sovietes, a aberração produtivista, a revolta de Cronstadt, a guerrilha camponesa na Ucrânia e a figura de Nestor Makno. Mantivemos com ele uma conversa sobre o livro e as questões mais escaldantes da revolução.

(mais…)

Novo livro de Carlos Taibo “O penálti de Djukić” é apresentado este sábado em Pontevedra (Galiza)


penalti

Talvez nunca tenhamos escrito sobre futebol aqui no Portal Anarquista (à excepção da COPA do Mundo no Brasil e das polémicas e protestos que a envolveram), mas vamos agora abrir uma excepção para o mais recente livro de Carlos Taibo, escritor, professor universitário em ciência política, assumidamente libertário e que já, mais do que uma vez, nos honrou com a sua visita aqui em Évora. Há algum tempo publicou “Colapso”, um livro em que defende que a degradação ambiental, a vertigem do consumo, o crescimento sem rei nem roque, os antagonismos crescentes entre ricos e pobres estão a levar a humanidade ao colapso, o que poderá ser benéfico se o soubermos aproveitar em termos de uma  mudança radical da sociedade em que vivemos. Agora Carlos Taibo publica “O penálti de Djukić”, um livro que o autor, confesso adepto do Desportivo da Corunha, centra no mundo do futebol e em que um dos personagens é um professor lisboeta adepto do clube galego. Em 1994, o sérvio Djukic, ao serviço do Desportivo, falhou um penalti contra o Valência que poderia ter dado à sua equipa a vitória na Liga Espanhola. Este livro de Carlos Taibo tem como pretexto esse golo falhado. O escritor foi entrevistado por Victor Giadás, da Através Editora, que publica o livro. A entrevista. que reproduzimos, foi feita na integra em galego, na sua variante portuguesa. O livro chegou às livrarias esta sexta feira, e pode ser pedido também em Através loja on-line.

(mais…)

Carlos Taibo: “Sobre o colapso [geral do sistema]”


taibozozaya5

Carlos Taibo e Silvério Rocha-Cunha (da Universidade de Évora) durante uma conferência sobre Decrescimento na Universidade de Évora. Maio de 2015.

Escreve Carlos Taibo: “Acabo de publicar um livro intituladoColapso. Capitalismo terminal, transição ecosocial, ecofascismo’ (Los Livros de la Catarata). Permito-me resumir aqui, fundamentalmente por razões pedagógicas, algumas teses que defendo nesta obra…. Faço-o, também, na certeza de que o debate relativo a um eventual colapso geral do sistema em que padecemos falta, duma forma apelativa, tanto nos meios de incomunicação como entre os responsáveis políticos. Dito isto, acrescento que não estou em condições de afirmar taxativamente que se vai produzir um colapso geral e menos ainda quanto a adiantar uma data a esse respeito. Limito-me a assinalar que o colapso é provável. Não apenas isso: os dados que nos vão chegando convidam-nos a concluir que é cada vez mais provável, o que, só por si, nos devia levar a assumir uma estratégia de reflexão, de prudência e, claro, de acção.”

(mais…)