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Novo livro de Carlos Taibo “O penálti de Djukić” é apresentado este sábado em Pontevedra (Galiza)


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Talvez nunca tenhamos escrito sobre futebol aqui no Portal Anarquista (à excepção da COPA do Mundo no Brasil e das polémicas e protestos que a envolveram), mas vamos agora abrir uma excepção para o mais recente livro de Carlos Taibo, escritor, professor universitário em ciência política, assumidamente libertário e que já, mais do que uma vez, nos honrou com a sua visita aqui em Évora. Há algum tempo publicou “Colapso”, um livro em que defende que a degradação ambiental, a vertigem do consumo, o crescimento sem rei nem roque, os antagonismos crescentes entre ricos e pobres estão a levar a humanidade ao colapso, o que poderá ser benéfico se o soubermos aproveitar em termos de uma  mudança radical da sociedade em que vivemos. Agora Carlos Taibo publica “O penálti de Djukić”, um livro que o autor, confesso adepto do Desportivo da Corunha, centra no mundo do futebol e em que um dos personagens é um professor lisboeta adepto do clube galego. Em 1994, o sérvio Djukic, ao serviço do Desportivo, falhou um penalti contra o Valência que poderia ter dado à sua equipa a vitória na Liga Espanhola. Este livro de Carlos Taibo tem como pretexto esse golo falhado. O escritor foi entrevistado por Victor Giadás, da Através Editora, que publica o livro. A entrevista. que reproduzimos, foi feita na integra em galego, na sua variante portuguesa. O livro chegou às livrarias esta sexta feira, e pode ser pedido também em Através loja on-line.

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Carlos Taibo: “Sobre o colapso [geral do sistema]”


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Carlos Taibo e Silvério Rocha-Cunha (da Universidade de Évora) durante uma conferência sobre Decrescimento na Universidade de Évora. Maio de 2015.

Escreve Carlos Taibo: “Acabo de publicar um livro intituladoColapso. Capitalismo terminal, transição ecosocial, ecofascismo’ (Los Livros de la Catarata). Permito-me resumir aqui, fundamentalmente por razões pedagógicas, algumas teses que defendo nesta obra…. Faço-o, também, na certeza de que o debate relativo a um eventual colapso geral do sistema em que padecemos falta, duma forma apelativa, tanto nos meios de incomunicação como entre os responsáveis políticos. Dito isto, acrescento que não estou em condições de afirmar taxativamente que se vai produzir um colapso geral e menos ainda quanto a adiantar uma data a esse respeito. Limito-me a assinalar que o colapso é provável. Não apenas isso: os dados que nos vão chegando convidam-nos a concluir que é cada vez mais provável, o que, só por si, nos devia levar a assumir uma estratégia de reflexão, de prudência e, claro, de acção.”

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(Carlos Taibo) Decrescimento e Anarquia


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PARA UMA PERSPECTIVA ANARQUISTA SOBRE A CIMEIRA DO CLIMA QUE ESTÁ A DECORRER EM PARIS

Cada vez está mais claro que a actual economia capitalista, de crescimento ascendente, sempre na casa dos dois dígitos, vai levar a sociedade, no seu conjunto, ao colapso.

Em causa está a finitude dos recursos, a poluição, as mudanças climáticas, o sistema organizativo e social subjacente a esta ordem económica. A necessidade de interromper este crescimento assustador, que chega a atingir a paranóia, em que os bens são cada vez mais perecíveis e o trabalho mais alienado, é hoje bem visível para muitos.

O professor, investigador e anarquista espanhol Carlos Taibo tem sido uma das vozes mais firmes neste campo. Uma voz que é preciso amplificar e a que é necessário juntar muitas outras vozes.

Da junção entre a necessidade de decrescimento, de sociedades menos complexas, e os princípios libertários de produção e distribuição igualitárias e solidárias, na base do velho lema “de cada um segundo as suas possibilidade, a cada um segundo as suas necessidades” nascerá o mundo novo que todos os oprimidos e explorados “transportamos no nosso coração”, como dizia Durruti.

(Opinião) Carlos Taibo: “Boa parte do movimento libertário catalão defende sem reservas a independência da Catalunha”


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(Este domingo há eleições autonómicas na Catalunha. As sondagens dão a maioria às forças que defendem a independência desta (ainda) região autónoma de Espanha. Os anarquistas não se envolvem na disputa eleitoral de formação do novo parlamento catalão, mas há muitos sectores do movimento libertário que apoiam a independência da Catalunha. Dada a situação que se vive no Estado Espanhol e a possibilidade da vitória dos partidos e movimentos que defendem a independência – e o que isso poderá significar para os sectores mais retrógrados da “velha” Espanha burguesa e imperial – este domingo é particularmente significativo para todos os povos peninsulares – e poderá trazer mudanças que terão reflexos em toda a Península Ibérica e não só na Catalunha. Para entender a situação que se vive no Estado Espanhol e na Catalunha, de um ponto de vista libertário, traduzimos e publicamos uma recente entrevista de Carlos Taibo, anarquista e professor universitário, com vários livros publicados sobre o processo autonómico em Espanha e nomeadamente sobre a Catalunha.)

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(Lisboa) Carlos Taibo termina ciclo de conferências com casa cheia na BOESG


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(Boesg. Fotos de metade da sala apenas)

Quase uma centena de pessoas assistiram esta quinta-feira ao fim da tarde (a sessão terminou já passava das 21 Horas…) na BOESG, em Lisboa, à última das três conferências sobre Anarquismo e Decrescimento proferidas por Carlos Taibo, em Lisboa e Évora, nos últimos três dias.

Depois da conferência seguiu-se um animado debate em torno das questões mais diversas: estamos ou não na fase terminal do capitalismo? As crises que hoje se acumulam podem levar ao seu colapso? A escassez de recursos e a crise ambiental podem levar a uma espécie de eco-fascismo? Qual o papel dos movimentos libertários face aos novos desafios? Etc., etc..

A conversa, no entanto, não ficou por aqui, mas prolongou-se durante o excelente jantar vegetariano confeccionado pelas e pelos cozinheiros da casa.

Foram três dias muito intensos e activos para Carlos Taibo, mas também para todos os que assistiram e participaram nas conversas, que proporcionaram momentos muito bons de reflexão e de debate, de extrema utilidade para o movimento libertário nos eu conjunto.

Em breve publicarmos nesta página o vídeo com  a gravação desta conferência de Carlos Taibo na BOESG.

A Carlos Taibo e a todos os que estiveram presentes o nosso obrigado pela participação empenhada.

(Carlos Taibo) Candidaturas municipais e partidos como ‘Podemos’ nada têm a ver com o espaço libertário


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Carlos Taibo usando da palavra, em Madrid, durante o 15M (2011)

Duas perguntas na rádio

“A deriva de ‘Podemos’ é a de um partido guarda-chuva (*) que não duvida em defender as forças armadas enquanto garante da soberania, assume um discurso nacional-patriótico e evita as definições ideológicas, da mesma maneira que o fez o PSOE em 1982.”.

Carlos Taibo

Há umas semanas, numa rádio alternativa, perguntaram-me se não era verdade que o municipalismo tem uma profunda raiz libertária. Respondi com uma evidência: o municipalismo libertário tem uma profunda raiz libertária, mas aplicar este adjectivo a qualquer proposta municipalista é um erro. O que sempre se defendeu no mundo libertário é o município livre, autogestionado e descentralizado. Tal proposta, que é a nossa, muito dificilmente pode confundir-se com a dos projectos que acatam a lógica das instituições e das suas escolhas, como é o caso da maioria dos que têm proliferado nos últimos meses. Não será de mais acrescentar que estes projectos municipalistas de que vos falo assumem a presença de forças políticas que não têm qualquer característica libertária. Para que, por fim, nada lhes falte, nem sequer se pode invocar a discussão que a CUP (**) catalã colocou quando decidiu concorrer a eleições municipais em pequenos núcleos populacionais nos quais, pelo menos no papel, era imaginável a utilização de formas de democracia directa. Obviamente não é este o horizonte que invocam ‘Guanyem’ (***), em Barcelona, ou ‘Ganemos’ (***), em Madrid e a maioria dos ‘Ganemos’ que conhecemos.

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