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SESSÃO DO MOVIMENTO ‘SOLUÇÕES PARA A PAZ’ (11-03-2017)


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A sessão, organizada pelos activistas do Movimento «Soluções para a Paz» nas instalações da «Fábrica de Alternativas» de Algés, no Sábado 11 de Março, contou com a presença de um público pouco numeroso, mas interessado.

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‘Algumas verdades sobre o individualismo libertário’, por Júlio Carrapato


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Numa altura em que muitos, ainda inebriados pela teologia marxista-leninista, põem em oposição o individualismo ao associativismo ou o individuo ao colectivo, convém recordar aquilo que sempre distinguiu os anarquistas das correntes autoritárias e que foi o acento tónico permanentemente colocado no indivíduo livre e livremente associado a outros indivíduos livres. Só desta associação horizontal poderá resultar uma efectiva e profunda transformação da sociedade, de que as associações serão o gérmen.

Para os anarquistas, que bebem directamente da tradição libertária, só indivíduos autênticos, únicos, autónomos, se podem associar com outros iguais – se não resta a massa, facilmente manobrável e controlável, seja nos regimes de capitalismo de Estado ou de mercado, seja nos países totalitários de marca fascista ou comunista, como bem observou Wilhelm Reich na sua “Psicologia de massa do fascismo” ou Hannah Arendt nos escritos contra o totalitarismo. Ao contrário dos marxistas, que reduzem todo o conteúdo civilizacional à economia e à luta de classes, confundindo a parte com o todo, os anarquistas consideram que são diversos os factores que influem na transformação social e, sem pôr em causa a importância da economia e da luta que opõe as classes detentoras do poder e dos meios de produção às classes exploradas e oprimidas, não menosprezam outras áreas da realidade e centram, quase sempre, o seu olhar sobre o individuo, enquanto tal, base e fim último da transformação individual e colectiva por que lutam e anseiam.

O texto que a seguir se divulga é assinado por Júlio Filipe e foi publicado no jornal “O Meridional”, nº 1, de Abril de 1978. O seu autor é Júlio Carrapato, um dos anarquistas mais influentes nas décadas de 70/80 do século passado no movimento libertário em Portugal. Ele próprio – um admirador de Durruti, tendo traduzido para português a sua biografia –  assumia-se como um colectivista, na velha tradição da CNT espanhola, sem que considerasse que isso entrava em contradição com o individualismo libertário que advogava e  que fora beber a homens como Albert Libertad ou Max Stirner.

Fica aqui este texto, escrito no estilo singular de Júlio Carrapato, em defesa do individualismo libertário. E, como ele, consideramos que a crítica cerrada ao individualismo é um dos grandes mitos construídos pelo marxismo e pelas correntes autoritárias para assim melhor manobrarem no seu interesse as vontades individuais.

Individualismo que, na perspectiva libertária, não se opõe à associação e à solidariedade, nem ao apoio mútuo entre iguais, antes pelo contrário: o livre associativismo pressupõe – e ajuda também a criar – indivíduos livres, autónomos, solidários e… únicos.

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Comunal de Árgea, uma experiência cooperativa do tempo do PREC revisitada pela arte


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A Comunal de Árgea (1975-1977) foi uma Cooperativa de Produção Agrícola constituída numa pequena localidade do concelho de Torres Novas por um conjunto de jovens, oriundos de diversas experiências, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974. A ideia era associar terras e associar gentes, de forma cooperativa e autogestionária onde, apesar de haver militantes da LUAR, do PRP e de outras organizações, o espírito que se vivia era intensamente libertário e experimentalista.

Agora Árgea e a sua experiência saltaram para o campo da arte e tornaram-se espaço de perfomance. De quarta-feira até este sábado, Nova Árgea, de André Guedes, toma o palco do Maria Matos, em Lisboa, no ciclo “Utopias”. Sábado, às 19,30 horas, entre duas apresentações do espectáculo, haverá um debate entre o artista e alguns dos antigos membros da cooperativa, Carlos Clara, Pedro Fazenda e Manuela Fazenda.

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Numa reportagem de Alexandra Lucas Coelho, o “Público” falou com Manuela Fazenda e reconstituiu uma parte do imaginário vivido por aquele grupo de jovens, intervenientes políticos, que partilharam as experiências vividas em Árgea.

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Actas do I Congresso Internacional de Investigadores sobre Anarquismo


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aqui

Já se encontram disponíveis as Actas do I Congresso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo, realizado na Argentina, entre os dia 26 e 28 de Outubro. Neste volume incluem-se todos os trabalhos apresentados e cujos congressistas aceitaram a sua publicação. Vários dos textos estão em português.

4º Congresso dos Jornalistas Portugueses: algumas considerações


Algumas considerações sobre o 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses porque estou muito irritado com as coisas que tenho lido pela internet.

1- Ao número de pessoas que vi a reclamar acerca do mesmo, parecia-me um número suficiente para criar um congresso alternativo onde se discutissem os problemas de verdade, no jornalismo em Portugal e não só.

2- Não percebo porque estão a reclamar se desde o 1º momento, já que o acesso é condicionado logo à partida. Quem não tem 40€ para assistir/participar é considerada/o irrelevante. Também diz muito do tipo de pessoas que se quer nesse congresso. Eu não sou jornalista, mas se fosse, seria um precário e com certeza não ia desperdiçar 40€ para ouvir as grandes corporações a encherem-se de elogios e dizer disparates. Sintoma disse mesmo é a crónica do Público de hoje, onde categoricamente um pseudo-director diz que não existe crise no jornalismo e isso são tudo tretas.

3- Olhando para a lista de financiadores, provavelmente acho que me dá vontade de chorar de riso com esta tragicomédia a que se dá o nome de “Congresso de Jornalismo” para de, uma forma muito categórica, assimilar toda a categoria profissional/projectos de informação, quando na realidade a maioria das pessoas que lá estavam faz parte de uma elite mesquinha que anda a desinformar o país desde 1974! ( E aos amigos e amigas que vierem reclamar porque foram, eu sei que existem excepções).

4- Quando se quer debater os problemas inerentes à profissão de jornalista, e tudo o que daí advém, convém começarmos por fazer uma reflexão individual acerca do nosso papel ,em que continuamos a alimentar o mesmo tipo de publicações, o mesmo tipo de corporações e o mesmo tipo de noticias enviesadas desde o 1º momento.

5- De um breve relance que dei pelos painéis propostos e temas em debate, tal como as pessoas convidadas a falar, tudo boa gente! Figuras políticas, empresariais e outras que têm ligações muito duvidosas, parece-me a mim, que não percebo muito da coisa, que o debate está condicionado à partida.

6- Identificar categoricamente o que é jornalismo, como que  restringindo as categorias à media tradicional, é outra coisa que me parece muito raro, mas isto sou que sou desconfiado.

7- Espero que tod@s os presentes desfrutem do ultimo dia e que, pelo menos, quem se aproveita faça uma rede e, aí sim, organize um congresso onde se possam debater os problemas de verdade e não contos de fadas promovidos pelas grandes empresas. Eu que, não sendo jornalista, mas com muito interesse no tema, estarei presente.

Um abraço e divirtam-se!

Bruno Garrido (aqui)

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IV Congresso dos Jornalistas

1) Que outra coisa pode ser este Congresso dos Jornalistas senão, quase só, a manifestação do “quarto” do poder e dos grandes interesses, quando a sua lista de apoios e parcerias é aquela que o Congresso a decorrer no São Jorge apresenta?

Quando tem painéis com os grandes empresários da CS e com os directores dos OCS – patrões e chefias?

Quando o Congresso é inaugurado pelo PR e a promiscuidade com os políticos continua a ser o pão nosso de cada dia de grande parte da classe jornalística?

2) Tudo isto – aliado à precariedade, aos baixos salários, ao controlo da CS – faz com que o jornalismo seja cada vez menos o “quarto poder” e cada vez mais o “quarto” do poder e dos interesses instalados (empresariais, económicos, políticos, de lobby…).

3) Por isso, também, cada vez é mais importante a comunicação crítica e alternativa que urge construir, à margem dos grandes interesses económicos e políticos.

aqui: https://www.facebook.com/PORTAL.ANARQUISTA/photos/a.296793177087642.53912.296105283823098/944414355658851/?type=3&theater

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A Luta de Libertação Curda | Ciclo de Conversas + Assembleia + criação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão


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#AltPT A Luta de Libertação | Ciclo de Conversas + Assembleia
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SETÚBAL – 18 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadî Madrid e Nesrin Usif
Local: Espaço Maquis Largo António Joaquim Correia n. 13 (Largo da Palmeira), Fonte Nova
COIMBRA – 19 de Janeiro às 16h – Documentário + Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: República Ninho Dos Matulões [Rua Infanta D.Tereza 29b Celas]
PORTO – 20 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Gato Vadio [Rua do Rosário nº281]
LISBOA – 21 de Janeiro às 16h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Casa da Achada – Centro Mário Dionísio[Rua da Achada, 11, R/C]
LISBOA – 22 de Janeiro às 15h – Assembleia de fundação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão
Local: Grupo Excursionista e Recreativo Os Amigos do Minho [R. do Benformoso 244, 1100-395 Lisboa]

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